O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 12(ÚLTIMOS CAPÍTULOS)
O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 12
CENA 01: DELEGACIA / INT. / MANHÃ
O delegado está sentado atrás de sua mesa. Renata, algemada, está em uma cadeira à esquerda. Daniela está à direita, com Felipe ao seu lado, ainda visivelmente abalado. O delegado olha para os papéis em sua frente antes de começar a falar.
DELEGADO: (sério) Muito bem, vamos organizar isso. Quero ouvir cada um de vocês, mas sem interrupções. Vamos começar com a vítima.
FELIPE: (respirando fundo) Hoje de manhã, eu e a Daniela estávamos saindo do hospital,. A Renata apareceu do nada, e derrubou a Daniela e me levou.
DELEGADO: E como você foi levado até o apartamento dela?
FELIPE: Ela me colocou no carro dela e me trouxe aqui. Eu tentei argumentar, mas ela ignorava tudo o que eu dizia. Quando chegamos, ela começou a agir como se eu fosse um prisioneiro.
DELEGADO: Você sofreu algum tipo de violência física?
FELIPE: Graças a Deus não, porém a cada momento eu ficava com medo dela fazer algumas loucura.
DELEGADO: Entendido. (vira-se para Daniela) Agora, você. Por que acredita que sua irmã agiu dessa forma?
DANIELA: (nervosa) A Renata sempre teve inveja da nossa relação amorosa. Ela sempre gostou dele, porém ele sempre teve olhos apenas para mim.
DELEGADO: E como você sabia onde encontrá-los?
DANIELA: Mais ou menos. Eu consegui seguir ela, porém não sabia onde era o apartamento exatamente.
DELEGADO: (anotando) Certo. Agora, Renata, sua vez. O que tem a dizer sobre isso?
RENATA: (tentando parecer calma) Delegado, eu não sequestrei ninguém. Eu levei o Felipe pois a Daniela estava fazendo ele ficar obcecado por ela, o que estava fazendo ele achar que ele amava a Daniela. Mas eu sou o amor da vida dele!
DELEGADO: (frio) Então, você admite que o levou contra a vontade dele?
RENATA: (hesitando) Eu... eu sabia que ele não ia entender no começo, mas era para o bem dele também.
DELEGADO: Para o bem dele? Mantê-lo num apartamento contra a vontade dele e longe da namorada?
RENATA: (defensiva) Eu só precisava de tempo para fazê-los entender!
DELEGADO: (encarando Renata) O que você fez, Renata, é crime. O sequestro não tem justificativa, e qualquer decisão sobre o relacionamento deles cabe apenas aos dois.
DANIELA: (enfática) Você não tinha o direito de interferir, Renata!
FELIPE: (calmamente) Você não tem ideia do que me fez passar.
RENATA: (desesperada) Eu só queria ajudar! Vocês não veem isso?
DELEGADO: (interrompendo) Já ouvi o suficiente. Renata, você será indiciada por sequestro e cárcere privado. Vamos encaminhá-la para os procedimentos necessários.
RENATA: (chorando) Vocês não entendem...
DELEGADO: Entendemos, sim. Agora, policiais, por favor, conduzam a acusada.
Dois policiais entram na sala e levam Renata, que continua protestando. O delegado vira-se para Daniela e Felipe.
DELEGADO: Vocês dois estão livres para ir, mas recomendo que procurem apoio psicológico. Isso foi uma situação traumática para todos.
DANIELA: (segurando a mão de Felipe) Obrigada, delegado.
FELIPE: Só quero que isso acabe.
Daniela e Felipe saem juntos, enquanto o delegado observa, organizando os papéis no processo contra Renata.
anoitece
CENA 02: MANSÃO DE VITÓRIA / INT. / NOITE
Vitória, Ísis e Edivaldo chegam em casa. As luzes estão na apagadas, como se não tivesse ninguém
VITÓRIA:(fingindo) Ué, será que a dona Clarice saiu?
ÍSIS: Eu acho que não, você disse que ela estava com um mal estar.
Ísis liga as luzes, e assim se revela algumas setas apontando para as escadas que dão para o segundo andar, onde ficam os quartos.
VITÓRIA: Que estranho… deve ser para subir as escadas
Assim, Vitória, Ísis e Edivaldo sobem as escadas. No segundo andar, já é ouvido uma leve música.
ÍSIS: Você está ouvindo essa música, pai? Está vindo deste quarto…
Ísis abre o quarto, assim, é revelado a cama toda decorada, com balões de corações com uma cesta em cima dela, e uma luz vermelha. De repente, Clarice sai do banheiro, arrumada, sorrindo para Edivaldo, que está surpreso igual a Ísis, enquanto Vitória está sorrindo discretamente. Clarice se aproxima de Edivaldo, sorrindo.
CLARICE: Ah, meu amor… Você não imagina quanto tempo eu esperava por esse momento.
EDIVALDO:(confuso) O que está acontecendo, Clarice? Isso tudo daqui é para mim?
CLARICE: Só seu não. Nosso, Edivaldo. Eu fiz isso daqui para uma noite só nossa, para compensar todas perdidas.
ÍSIS:(sussurrando para Vitória, sem desviar o olhar) Você sabia disso?
VITÓRIA(ainda sorrindo, também sem desviar o olhar) Claro que sim. Não é atoa que eu chamei vocês para sair, né?
ÍSIS: Eu devia desconfiar…
Edivaldo entra no quarto lentamente, enquanto Clarice sorri. Ele se senta na cama, ainda observando os detalhes, e Clarice senta ao lado dele. É visível um clima romântico entre os dois.
VITÓRIA: Bom, eu acho que é melhor deixar vocês dois a sós, né..
Vitória e Ísis se retiram, fechando a porta. Elas descem para o primeiro andar. Vitória pega sua bolsa.
VITÓRIA: Ísis, eu vou até o empório. Tenho que resolver uns negócios. Você vai comigo?
ÍSIS: Ah, vou sim. Não tenho nada para fazer mesmo..
VITÓRIA: Então vamos, né.
Ísis pega sua bolsa que estava em cima do balcão e ela segue Vitória, que já estava saindo da casa.
CENA 03: DELEGACIA / INT. / NOITE
Renata, ainda algemada, é escoltada por dois policiais pelo corredor da delegacia. Ela está visivelmente nervosa, tentando argumentar.
RENATA: Vocês estão cometendo um erro! Eu não fiz nada de errado! Só estava protegendo a minha irmã e o Felipe!
POLICIAL 01: Renata, você teve a chance de explicar isso no depoimento. Agora, vamos levá-la para a cela.
RENATA: (irritada) Cela? Vocês não entendem! Eu não sou criminosa! Isso é injusto!
POLICIAL 02: (calmo, mas firme) Se acalme, senhora. Colabore, e tudo será resolvido dentro da lei.
Eles chegam à área das celas. Uma das portas de ferro é aberta, e Renata é conduzida para dentro.
RENATA: (protestando) Vocês não podem me deixar aqui! Eu sou inocente!
POLICIAL 01: Inocente ou não, o caso será decidido na justiça.
Os policiais fecham a cela e saem. Renata olha ao redor, assustada. Outras mulheres na cela, incluindo uma prisioneira rebelde, a observam com olhares desafiadores.
PRISIONEIRA: (rindo de forma debochada) Olha só quem chegou! A princesinha perdida!
RENATA: (nervosa) Por favor, eu não quero problemas.
PRISIONEIRA: Problemas? (se aproxima) Você já está cheia deles, querida. Por que está aqui, hein? Pegou o namorado da irmã?
RENATA: (tentando manter a calma) Não é nada disso... Eu só estava tentando ajudar o namorado da minha irmã…
PRISIONEIRA: (ri alto) Ajudar? Aqui ninguém ajuda ninguém, querida. Aqui você só sobrevive.
Renata dá alguns passos para trás, tentando manter distância. Lúcia continua avançando, a desafiando com o olhar.
PRISIONEIRA: (ameaçadora) Deixa eu te avisar uma coisa: se acha que vai sair daqui fácil, pode esquecer. Aqui dentro, você é só mais uma.
RENATA: (assustada) Por favor, me deixe em paz...
PRISIONEIRA: (dando um passo mais perto) Você vai aprender a não pedir nada aqui.
Antes que Lúcia avance mais, uma policial aparece do outro lado das grades.
POLICIAL 01: (batendo na grade com o cassetete) Lúcia, chega! Volte para o seu canto!
PRISIONEIRA: (resmungando) Tá bom, tá bom... Mas essa aí não vai durar muito.
Lúcia se afasta, ainda rindo. Renata senta-se em um canto, tremendo e visivelmente abalada. A policial observa por um momento antes de sair.
RENATA: (sussurrando para si mesma) O que eu fiz? O que eu fui fazer...?
A cela se fecha em silêncio, com Renata agora isolada e claramente assustada, enfrentando as consequências de suas ações.
CENA 04: EMPÓRIO MONTERREY / INT. / NOITE
Vitória e Ísis chegam no empório. O empório está escuro, como se tivesse abandonado. Vitória liga as luzes.
VITÓRIA: Ah, quanto tempo que eu não vinha nesse lugar… venha comigo, Ísis.
Vitória e Ísis sobem a escada, que dão lugar a sala de Vitória. Vitória liga a luz e se senta na cadeira. Ela abre o computador e manda um áudio no grupo do empório.
VITÓRIA:(áudio) Olá gente, aqui é a Vitória, podem confiar dessa vez(dá risada) Mas enfim, o empório vai voltar a funcionar segunda, então peço que divulguem a volta do empório. Agradeço a compreensão de todos.
Vitória abre a gaveta e pega alguns papeis. Ela olha os papéis atentamente.
VITÓRIA:(ainda olhando atentamente para os papeis) Olha só o que a Cristina fez… Em apenas um mês ela conseguiu ter o pior desempenho de vendas desde 2019… Impressionante como ela não tem talento no sangue igual a mim né…
ÍSIS: Na verdade, ela tem o talento no sangue. Só falta circular
Ísis e Vitória dão risadas.
VITÓRIA: Aí Ísis, estou sem cabeça para trabalhar hoje, ainda mais nessas horas da noite. Vamos para casa, Ísis.
ÍSIS: Bom, eu irei te deixar em casa e depois irei para o hospital resolver uns negócios.
VITÓRIA: Ah, certo. Então vamos.
Vitória desliga as luzes, pega sua bolsa e sai da sala. No próximo take, Vitória já está trancando as portas do empório. Ela e Ísis entram no carro. Corta para o próximo take, que Ísis deixa Vitória na frente da casa. Logo após Vitória entrar, ela segue até o Sex Rooms.
CENA 05: SEX ROOMS / INT. / NOITE
A noite no Sex Rooms está animada, com várias meninas dançando com vários homens a observando. Isis chega e vai até o quarto de Chaviera.
ÍSIS:(com raiva) Chaviera, como você teve coragem em contar que eu trabalho aqui para a Cristina? O que ela venho aqui falar com a senhora? Fale logo e não me enrole.
CHAVIERA:(nervosa) É… eu não sei como essa informação vazou, ela deve ter entrado aqui e deve ter mexido nas minhas coisas e achado sua ficha guardada, né?
ÍSIS: Ela pode ter feito isso, mas como ela sabia que eu estava aqui? Para ela ter entrado vocês deveriam ter alguma ligação. Qual ligação vocês têm?
CHAVIERA: Tá, tá. Eu vou falar. A Cristina foi uma prostituta, até ela tentar matar a irmã gêmea dela, a Vitória, e assumir o lugar dela. Agora ela foi desmascarada e veio para aqui novamente.
ÍSIS: Eu sabia que tinha algo errado nessa história…
A cena corta para o lado de fora, onde Cristina está, ela está com um gravador na mão, ela guarda ela e sorri.
CRISTINA: Agora você vai ser desmascarada, Ísis… Quem mexe com a Cristina Monterrey tem consequências…
CONGELAMENTO EM CRISTINA

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