Mostrando postagens com marcador Rios da Razão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rios da Razão. Mostrar todas as postagens

29/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 20 - Último Capítulo 29/11/2024

 RIOS DA RAZÃO CAP 020 (Último Capítulo)



Cena 01 (Delegacia/Tarde)

Delegado - Este é o assassino de Jardel, Ulisses da Silva Carneiro, mais conhecido como Carneiro. Ele mesmo se entregou

Roberto - Mas não pode ser, eu nem sequer conheço esse homem

Delegado - E desde quando precisa você conhecer?

Roberto - Mas é claro, como vai entrar um homem estranho em uma casa com seguranças, e muito bem movimentada?

Delegado - Mas isso não faz o menor sentido

Roberto - Mas é claro que faz.

Delegado - Ele já confessou tudo. 

Roberto - E como ele sabia da arma? 

Ulisses - O Jardel me contou da arma. E eu invadi e peguei

Roberto - Mas isso não faz o menor sentido. Se não pelo menos alguém saberia da entrada de um estranho.

Delegado - Ora, não faça mais perguntas! Vamos, levem o.

Téo - Roberto, você sabe de algo que não sabemos?

Roberto - Não é preciso saber demais, pra entender que é impossível a entrada dele nesse local. Mas não se preocupe, irei continuar investigando

Delegado - Você não vai fazer nada. Seu trabalho aqui acabou

Roberto - Eu investigo, nem que seja por conta própria






Cena 02 (Casa de Fabrício/Noite)

“Fabrício lê na sala e Jussara aparece”

Jussara - O Jantar já está pronto

Fabrício - Ótimo!

Jussara - Me desculpa por ter me irritado com você, realmente é muito complicado passar por uma situação assim

Fabrício - O Bom, é que tudo isso já foi resolvido. 

Jussara - Seu aniversário é amanhã, você vai comemorar?

Fabrício - Mas é claro! E com um baile a fantasia. 

Jussara - Baile a fantasia? Na sua idade?

Fabrício - Por acaso está me chamando de velho?

Jussara - Mas é o cúmulo do ridículo. Não tem condições alguém com mais de 40 anos fazer uma festa desse gênero. Isso é tema de festa infantil

Fabrício - Mas eu vou fazer independente do que vocês acham. E inclusive, você estará fantasiada também

Jussara - Eu? Hahahaha, só se for de figurante, porque eu não vou participar de uma festa dessas

Fabrício - Mas é claro que vai, e ao meu lado

“Ele pega na mão dela e começam a dançar “

Fabricio - Por que você é minha mulher! E nunca vou me separar de você. Independente do que aconteça

“Os dois se beijam”


Cena 03 (Delegacia/Manhã)

Roberto - Bom dia

Ulisses - Mas o que você veio fazer aqui?

Roberto - Vim tirar tudo a limpo, porque não acreditei nessa história. E você vai me contar tudo direitinho.

Ulisses - Tudo o que eu tinha de falar, já falei. Não tenho mais nada pra te falar

Roberto - Tem! E tem muito. Primeiro porque eu sei que você não estava na cidade na ocasião, você estava em Feira de Santana, na Bahia. Na casa de uma tia não é mesmo? Por nome Joana da Silva. Me diga, isso é ou não é verdade?






Ulisses - Mas quem te disse isso?

Roberto - Esqueceu que sou detetive? Não foi muito difícil descobrir seu endereço. Quando cheguei lá, uma vizinha por nome de Ofélia

Ulisses - Ah Ofélia!

Roberto - Pois, bem fofoqueira por sinal. Bem, ela havia me dito que o senhor havia chegado ontem de viagem, de Feira de Santana. Depois não foi muito difícil de saber que sua única parente naquela região era essa tia por parte de mãe. Você passou cerca de um mês lá. Portanto, não tem para onde fugir, me conte, porque se entregou por um crime que não cometeu.

Ulisses - Está bem, eu conto. Mas prometa que não vai contar para ninguém.

Roberto - Prometo, prometo sim. Pode começar

Ulisses - Eu realmente não matei o Jardel. Porém, fui eu quem mexi no barco do Fabrício, para que ele desse problemas no meio do mar. Fiz, ele me fez um pagamento, muito bom por sinal, e eu viajei para Feira. Passei um mês lá, ajudei minha tia, porém fiquei com esse peso na consciência e quis assumir de alguma forma. Como o inquérito daquele crime já havia se encerrado, eu assumi esse crime. Eu não sou uma pessoa ruim, mas quando a fome bate, a vergonha afrouxa.

Roberto - Sabia! Eu sabia que você não tinha nada a ver com esse crime, eu sabia!!!

Ulisses - Fala mais baixo!

Roberto - Está bem. Olha, farei o possível para te tirar antes do tempo. Você é réu primário, é fácil. Mas seu depoimento foi de extrema importância para nós. Muito obrigado! Mas afinal de contas, quem matou Jardel?


Cena 04 (Casa de Fabrício/Manhã)

Luana - Bom dia pai, feliz aniversário!

Fabricio - Bom dia minha filha, muito obrigado

Luana - Sabe o que eu estava pensando. Eu acho que esse ano vou estudar para fazer o vestibular da faculdade

Fabrício - Que bom minha filha, sempre sonhei isso para você. Qual área você vai escolher?

Luana - Administração, vou seguir a mesma área que o senhor!

Fabricio - Que bom minha filha. É o melhor presente que um pai poderia receber. Fico feliz que independente do que aconteceu, você quer seguir sua carreira. Na verdade, você nem precisa fazer o Vestibular, com o dinheiro que você recebeu você pode pagar a sua própria faculdade.

Luana - Não, não vou usar. Eu estou pensando em abrir um empreendimento. Tipo uma boutique

Fabricio - Uma boutique? Parece interessante. Bom, o dinheiro é seu, pode fazer o que você bem entender. Mas saiba que sempre estarei apoiando você em qualquer decisão.

Luana - Muito obrigada!

Letícia - Iai, tem espaço pra mais uma?

Fabrício - Sempre terá filha! Sabe o que sua irmã me contou, que quer fazer faculdade de administração e que quer abrir o próprio negócio

Letícia - Olha, finalmente né! Mas iai, não arranjou mais nenhum namorado não?

Luana - Vamos parar de provocação!

Letícia - Que isso, não falei por mal. Sei lá, você sempre esteve acompanhada

Luana - Dessa vez não, eu não quero mais namorar tão cedo. Isso só dá dor de cabeça

Fabricio - Isso filha, faça que nem seu pai. Com 30 anos ainda estava solteiro hahaha.

Roberto - Bom dia! Desculpa incomodar. É que eu tinha emprestado um carregador para o seu pai, o Ernesto. Só que ele não me devolveu. 

Fabricio - Ah sim, pode olhar no quarto que ele estava. Não mexemos lá ainda, mas deve ter deixado na cama. É só olhar

Roberto - Certo, qual a direção?

Fabricio - No fundo a direita

“Roberto olha com uma cara estranha para a tela, e sai”

Roberto - Ah, está ali. Vou tentar usar essa porcaria até comprar um celular novo. Ué, uma carta? Deus, desculpa por ser curioso, mas porque me fizeste assim? Vou ler

Carta = Querido filho, quando ler essa carta possivelmente já estarei no Rio de Janeiro, ou até mesmo em Cancún, onde irei passar os próximos meses com minha querida PomPom. Porém, tive que ir embora o quanto antes, até mesmo sem me despedir, porque tive que fazer o que poucos tinham coragem de fazer. Sim, fui eu quem matei o Jardel, ele era um câncer nessa família, sabia disso desde quando havia chegado. As maiores atrocidades que ele fazia não descia pela minha garganta, e tinha que reagir de alguma forma. Lembra daquela arma que eu te ajudei a registrar, pois, foi ela o objeto que usei para cometer essa morte, porém não serei culpado por isso já que foi em defesa da honra de nossa família. Enfim, independente de tudo o que ocorreu, não se preocupe, não irei aparecer nos próximos tempos, ou enquanto não me der vontade. Aproveite sua vida, do seu excelentíssimo pai, Ernesto.

Roberto - Eu sabia! Sabia que não havia sido o Ulisses. Mas como eu vou contar isso pro Fabrício? Ou melhor, não vou falar. Afinal, sigilo profissional não é mesmo?


Cena 05 (Casa de Fabricio/Fim de tarde) 

“Festa a fantasia, todos os personagens estão fantasiados nessa festa com bastante música.”

Fabricio fantasiado de palhaço: Boa tarde a todos, boa tarde a todos. Fico muito feliz de todos vocês, estarem aqui reunidos para comemorar, mais um ano de vida que estou fazendo. Estejam todos a vontade e se divirtam!

Téo fantasiado de Espadachim - Um momento Sogro, um momento. Mas, cadê o bolo, cadê as velas do aniversário.

Fabrício - Será uma surpresa, porque ele está vindo

“Chega um grande bolo com uma vela de 60 anos”

Roberto - 60 anos? Você está velho viu!

Fabricio - Olha o respeito! Estou na flor da idade

Roberto - Só se for aquelas flores de cemitério

“Todos riem, e irritado, Fabricio corre atrás de Roberto. A cena é em velocidade acelerada e trilha cômica “

Jussara - Gente, vamos parar com isso! 60 anos é uma idade linda! Mostra o quanto ele viveu e o tanto de experiência que ele possui 

Letícia - Isso é verdade

Jussara - Bem, vamos bater os parabéns?

“Parabéns pra você

Nessa data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida

Parabéns pra você

Nessa data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida!”

Roberto - Com quem será, com quem será…

“Todos olham pra ele e ele para de cantar”

Elisa - Você é bem engraçadinho, depois me liga “Ela entrega um papel com seu número e ele desmaia”

Fabrício - Bem, vamos entregar o primeiro pedaço do bolo, mas cadê a Letícia?

Jussara - O Téo também não está aqui…

Luana - Devem ter saído. Vocês sabem como eles não conseguem ficar separados


Cena 06 (Praia/ pôr do Sol.)

“Letícia e Téo andam de mãos dadas pela praia ao som de Eternal Flame, e encerra o capítulo”


Encerramento ao som de "A Vida tem Sempre Razão" Tom Jobim 

28/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 019 - 28/11/2024

 

 RIOS DA RAZÃO CAP. 019 - Penúltimo Capitulo 



Cena 01 (Perseguição de carros/manhã)


“Roberto e Téo seguem o carro de César, ao som de uma trilha tensa, porém, logo Roberto perde o controle do carro e uma trilha cômica começa a tocar”


Téo - Vem cá, aquilo ali não é uma placa de pare?


Roberto - Era 


Téo - Roberto, nós estamos perdendo o controle


Roberto - Está tudo sob controle


Téo - Afinal, onde você aprendeu a dirigir?


Roberto - Ah, naqueles jogos de vídeo game, muito bom né?


Roberto - Ah meu Deus




“Após passar por cima de tudo e todos, Roberto consegue chegar no local do esconderijo”




César - Vamos! Onde está o dinheiro?


Luana - Você é idiota é? Quem anda com essa fortuna toda no bolso em pleno 2024


Elisa grita - AAAAAAAAA!


César - Calada!


Luana - E você fique quieta, esse macarrão não vai fazer nada com a gente


César - Macarrão? Tenha mais respeito!


Luana - Como é que eu vou respeitar alguém que nem sabe fazer um sequestro direito? Estamos soltas dentro de uma casa caindo aos pedaços, qualquer chute e derrubamos esse bagulho


Elisa - Realmente, ela tem um ponto


Cesar - Pois eu tenho uma arma e não tenho medo de usá-la


Luana - Olhe, abaixe essa arma. Não vejo necessidade disso tudo, acho que podemos conversar civilizadamente. 


César - Eu sei uma forma bem civilizada. Você me transfere o dinheiro e eu jogo vocês aí na rua


Luana - Mas é claro que não. Você acha mesmo que temos medo de você, César Furtado? Estudamos juntos do Ribeiro Souto, você era a maior Maria mole que conhecemos. Ainda mais que, eu sei que você não sabe usar uma arma, mas tenho medo que você aprenda.




“ Do outro lado da parede”




Roberto - César roubado, esse é o nome dele


Téo - Como é que é?


Roberto - César roubado


Téo - Não seria Furtado?


Roberto - Roubo e Furto não é a mesma coisa?


Téo - E você já pensou no que vai fazer?


Roberto - Mas é claro, todos os meus planos são friamente calculados. Vamos subir nesse telhado e descer por lá


Téo - Eu não confiaria muito em subir nesse telhado não.


Roberto - Mas é claro que é confiável. Quem está comigo, está com Deus


Téo - Realmente, morrer não está entre as minhas opções


Roberto - Mas temos que fazer alguma coisa, discreta


Téo - Confessa que você gosta da Elisa


Roberto - Dá pra notar é?


Téo - Impossível não notar


Roberto - Meu Deus… é pq ela é muito carismática


Téo - E bonita


Roberto - Muito respeitosa


Téo - E bonita


Roberto - Muito atraente


Téo - E bonita


Roberto - Principalmente bonita… eu nunca tinha me apaixonado por alguém na minha vida


Téo - Eu sei como é… bom por onde começamos?


Roberto - Pelo começo


Téo - Me refiro como vamos subir


Roberto - Ah, olha tem uma árvore ali. Subimos por ali


Téo - Você está muito confiante né? Porque uma árvore caindo aos pedaços como essa suporte o peso de dois homens grandes


Roberto - Rapaz, se ela cair logo com a gente então só pode ser praga. Por que seria logo com a gente?


Téo - Porque tenho certeza que as outras pessoas tinham muito senso










Cena 02 (Casa de Fabrício/Manhã)


Fabrício - Jussara, você sabe onde estão aqueles meus sapatos? Porque você está assim?


Jussara - Assim como?


Fabrício - Não me diga que ainda está com raiva daquilo?


Jussara - E como queria que eu estivesse? Me escondeu por mais de 25 anos que tinha uma arma 


Fabrício - Fazia tanto tempo, nem casado com você eu era


Jussara - Isso não é desculpas. Eu nunca escondi absolutamente nada de você, e agora você me vem com uma dessas


Fabrício - Meu Deus do céu


Jussara - Os sapatos você não lembra onde estão, mas a arma sabia


Fabrício - Não me diga que acha que fui eu quem matei o Jardel?


Jussara - Eu não falei nada


Fabrício - Mas insinuou, e eu não suporto esse tipo de provocação


Letícia - Ei gente, mas o que está acontecendo? Depois de tudo o que aconteceu vocês ainda estão brigando? Pelo amor de Deus. Tudo bem que o papai escondeu esse fato, mas não é necessário que isso se torne uma discussão entre os dois 


Jussara - É porque você não sabe o que é ser casado por 25 anos com alguém, e só descobrir algo do tipo hoje! Agora.


Letícia - E isso muda o que entre vocês? Não deveria. Realmente, o papai errou, mas foi querendo proteger nós duas. Na verdade, nós três, cadê a Luana?


Fabricio - Verdade, cadê a Luana?


Jussara - Ela tava com a Elisa, liga pra ela


Fabrício - Pra Luana?


Jussara - Não, para a minha avó


Fabricio - Infelizmente ainda não tenho contato com os mortos


Jussara - Olha o respeito!


Letícia - Gente, vamos parar com isso. Eu ligo, está bem.




“O telefone de Luana toca”




César - Mas o que é isso? 


Luana - É a Letícia me ligando


César - Desliga! Desliga!


Luana - Cala boca o ridículo


César - Estou com uma arma e não tenho medo de usar


Luana - Tá bom, sem covardia né.




“Na casa de Fabrício”




Letícia - Gente, ela não atende


Fabricio - O que será que deve ter acontecido, vou ligar para a polícia


Letícia - Acalma, eles só registram a ocorrência um tempo depois do desaparecimento…


Fabrício - Mas minha filha está sumida e eu não posso fazer nada?


Jussara - Pode sim, calar a boca e esperar! Não tem necessidades para escândalos.




Cena 03 (Casa abandonada/Manhã)


“Téo e Roberto estão em cima da árvore”


Téo - Acho que isso não vai dar certo


Roberto - Mas é claro que dá, confia.


Téo - Você tem noção que se cairmos daqui vamos morrer né


Roberto - Fica calmo, tem um hospital a dois quarteirões


Téo - Você é terrível. Mas que barulho é esse?


Roberto - Não fui eu


Téo - Não, parece que é o telhado.


Roberto - Meu Deus do céu, eu não quero morrer


Téo - Agora você pensa nisso né




“O telhado se abre e eles caem em cima de César”




Luana - Vocês aqui!


César - Sai de cima de mim


Téo - Peguei a arma, você está preso César! Se você não soltar elas eu atiro


César - Peraí


Téo - Um


César - Calma!


Téo - Dois…


César - Esperaaaa


Téo - Três! 


‘A arma está sem balas”


Téo - Sem balas, mas você só pode ser um miserável mesmo


César - É porque eu não sabia usar


Luana - Eu não falei 


Detetive - Você está preso seu César Furado


Luana, Elisa e Téo - Furtado!


Detetive - É parecido…


Elisa - Muito obrigado Cara que não sei o nome (ela beija ele e o Detetive desmaia, e o Cesar foge)


César - Até mais, infelizes!!


(César sai pela porta e um galho cai da árvore, acerta a cabeça dele, e ele morre)


Téo - Gente, ele morreu?


Elisa - Outra morte?


Luana - Morreu da morte mais vergonhosa possível, eu mesmo não levantava mais












Cena 04 Casa de Fabrício/Tarde)


Fabrício - Meu Deus, cadê ela que não chega…


Luana - Chegamos!


Fabrício - Minha filha! Mas onde você estava?


Téo - O César, lembra dele? Sequestrou elas duas. Graças a Deus que eu e o Roberto vimos, aí fomos atrás.


Fabrício - Mas cadê aquele pilantra que dou um jeito nele


Luana - Ele já foi de base


Fabrício - Como assim?


Elisa - Ele morreu


Fabricio - Como????


Roberto - É porque um tronco caiu na cabeça dele, mas aí é outra história…


Fabricio - Calma aí que estão me ligando .. é da delegacia. Alô? Como? 


Roberto - O que houve?


Fabrício - Chegou um homem dizendo que foi ele quem matou o Jardel.. vamos para lá..




Cena 05 ( Delegacia/Tarde)


Delegado - Vocês chegaram


Fabrício - Então Delegado, o que descobriram


Delegado - Descobrimos não, ele mesmo se entregou


Fabricio - Mas quem?


Delegado - Pode vim!




“Um homem chega e todos encaram para ele. O capítulo encerra ao som de Sei Lá, Tom Jobim”

27/11/2024

Rios da Razão (reprise) Cap. 018 - 27/11/2024

 RIOS DA RAZÃO CAP. 018 (antepenúltimo capitulo)



Cena 01 (Casa de Fabricio/ Manhã)

Jussara - Mas o que significa isso?

Policial - Significa que seu marido é o dono da arma

Jussara - Meu Deus, como assim? Como você nunca me disse isso?

Fabrício - Mas já fazia muito tempo, nem eu lembrava que essa arma existia. Quando eu registrei, inclusive foi junto com meu pai, foi antes de me casar com você.

Policial - Isso pra mim não importa, o que importa é que você está convocado para depor

Fabrício - Meu Deus do céu, nunca imaginei que seria tratado feito um bandido

Policial - Estou apenas tomando as atitudes cabíveis. Bom dia

Jussara - Que decepção, que decepção…







Detetive: As câmeras do quarteirão foram danificadas intencionalmente

Téo - Mas por qual motivo?

Detetive - Como por qual motivo? Pra poder matar o Jardel sem que ninguém saiba. É, pleo visto vai ser mais cansativo do que eu imaginava. E o pior, meu celular está descarregando…

Téo - Eu estou com um carregador portátil, eu empresto.

Detetive - Não vai adiantar, meu celular é um pouco antigo.

Téo - Micro USB, Roberto? Meu Deus do Céu, você recebe pra que?

Detetive - É porque não via necessidade. Mas eu emprestei ao Ernesto, o dele é igual ao meu

Téo - Era de se esperar, vamos entrar lá e pedir


Cena 03 (Casa de Fabrício/Manhã)

Téo - Como assim ele já foi embora?

Fabrício - É, ele foi embora enquanto a polícia estava lá. 

Téo - Mas isso não dá problema não?

Fabricio - Eu sei lá, olha é melhor ele lá e eu cá.p

Roberto - Pelo visto vou ter que providenciar um na feira, deixa eu ir…


Cena 04 (Rua de Fabrício/Manhã)

Detetive - Deve custar ainda uns 12 reais o carregador, né?

Téo - É, até ele explodir na sua mão

Detetive - Olha ali, olha ali, não é a Elisa?

Téo - Isso aí você consegue enxergar né

Detetive - Uma gata dessa, quem não consegue enxergar…

Téo - Ela eu não sei, mas o César está ali

Detetive - César?


“Corta a cena para Elisa e Luana juntas e César se aproximando”


Luana - Escute aqui, depois de receber esse dinheiro você suma da minha vida

Elisa - Se enxerga garota, eu não quero saber de você não

César - Bora bora bora, entra no carro!

Elisa - Mas o que é isso?

César - Sem reclamar!

Luana - Que isso, me solta


“César coloca as duas no carro e acelera”


Detetive - Vamos, vamos! Pega o carro.

Téo - Calma, deixa eu falar com Fabricio

Detetive - Não dá tempo! Entra!

Téo - Peraí, mas você vai dirigindo?

Detetive - Claro! Qual o problema

Téo - Mas de quem é esse carro?

Detetive - Quem souber, morre! Vamos seguir aquele carro!


Encerramento ao som de Erva Venenosa, Rita Lee 









26/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 017 - 26/11/2024

 RIOS DA RAZÃO CAP. 017



Cena 01 (Casa de Fabrício/Tarde)

Jardel - Elisa? Mas o que você está fazendo aqui? Não acreditem em nada do que ela disser?

Fabrício - E você ainda tem coragem de voltar aqui? Seu mercenário! Miserável

“Fabrício da um soco em Jardel e ele cai de costa”

Jardel - Mas o que significa isso?

Téo - Vou aproveitar a deixa, e descontar uns bons anos né Jardel..

“Téo também dá um soco em Jardel e ele cambalhota no chão “

Jardel - Mas eu quero saber o que é isso? O que significa isso?

Téo - E você ainda pergunta? Acabou Jardel, acabou sua farsa, todos aqui sabem o que você fez.

Jardel - O que eu fiz? Mas o que eu fiz?

Téo - Agora ficou com amnésia? Agora está se fazendo de idiota não é mesmo? Vamos ver se você se lembra do superfaturamento das rendas da empresa, que você desviava um valor para sua conta a partir dos boletos da empresa. Da mesma forma, que foi você quem contratou um mecânico de barcos, para sabotar o barco que o Fabrício iria viajar naquele dia? Que inclusive o demitiu um dia antes da viagem? Ou também, dessa traição cafajeste que você fez com a Luana, inclusive fazendo desse dinheiro que você desviava para viajar para Cancún… é sério mesmo que você esqueceu tudo isso, Jardel?

Jardel - Mas que calúnia é essa? Você não vai acreditar em uma prostituta como essa?

Elisa - Olha como você fala comigo, seu demônio!

Jardel - Você também não tem como provar desses desvios, não tem como provar absolutamente nada!

Téo - Não tenho? E essas gravações aqui? Do Júlio, o responsável pelo galpão onde você colocou aquele rapaz, ou esse aqui do César, seu comparsa nesta sua falcatrua?


Abertura/ Voltamos a apresentar


Jardel - O César gravou algo contra mim? Que canalha!

Téo - Vai querer ouvir? Eu coloco

Jardel - Eu não tenho medo algum

Téo - Pois muito bem, vamos ouvir esse áudio do Júlio

Áudio de Júlio = O Jardel havia contratado um homem para cuidar da manutenção dos barcos né, só que o problema é que o homem não foi que chegou a ser contratado, não virou carteira assinada. Ele passou uma semana aqui, não deixou endereço, não deixou o telefone, não deixou nem sequer o nome. Na verdade, a gente nem se quer conversava com ele né, ele evitava a gente. E dentro de uma semana depois de ter sido contratado ele some, e nem tinha dito que ele havia sido demitido e ele nunca mais voltou. Foi o que eu achei bastante estranho, já que geralmente quem faz as contratações é o próprio Fabrício, e segundo aqui ninguém entra em uma semana e sai na outra.

Téo - Ou melhor, e esse do César aqui = Pelo amor de Deus não contem para ele que eu gravei esse áudio, mas realmente ele transferia sempre uma quantia em dinheiro dentro dos débitos da empresa, ou seja, sempre que ele iria pagar uma conta ele pegava um valor de 20% para poder depositar em sua conta. Claro que 5% desse dinheiro vinha para mim, mas todo o restante ia para conta dele, mas no início eu não queria fazer, mas aparentemente pareceu ser um envolvimento bem interessante, mas eu confesso que foi só durante aquele pouco tempo, depois eu parei de me envolver e hoje eu nem sequer recebo mais nada pelo que eu fiz.

Jardel - Gente, não acreditem nisso, é coisa de computador!

Luana - Coisa de computador coisissima nenhuma! Você é um miserável, você não vale nada! E agora quem não quer mais casar sou eu! 

“Ela joga as alianças nele”

Jardel - Pois deixa eu te dizer uma coisa, ninguém te suporta! Ninguém te aguenta! Você é insuportável! Qualquer pessoa que ficou com você até hoje, é porque você tinha algo para oferecer! Você pode até não ser feia, mas é uma verdadeira insuportável! 

“Luana sobe chorando e Fabricio vai em direção a Jardel”

Fabricio - Não fale isso de minha filha!

Ernesto - Mas que bagunça é essa? Ah, Jardel, só podia ser você. Eu sabia que você não prestava, sempre falei isso. Mas nem vou gastar meu latim com você, vou é arrumar minhas malas.

“Afastado, Téo liga para o Detetive “

Téo - Beto? Venha para a casa de Fabrício, aqui é esta o maior TiTiTi!

Detetive - Eu? Eu mesmo não. Eu já estou cansado do bafafá dessa família. Não já desvendei o caso? O que mais quero aí?

Téo - Você não sabe quem está aqui

Detetive - Quem?

Téo - A Elisa

“No mesmo instante ele ouve batidas na porta e Téo abre”

Detetive - Vim ver o bafafá, você não imagina o quanto eu estava ansioso por esse momento.

Téo - Sei

Fabricio - Pois você irá devolver esse dinheiro, e desparecer da minha casa! Eu estou mandando!

Jardel - Não seja por isso, é um favor que você me faz! E eu não quero mais essa porcaria de dinheiro, não se preocupe que eu providencio. Até nunca mais infeliz!


“Jardel sai da casa e caminha pelo quintal, e ele olha pra trás”


Jardel - Mas o que é isso? Calma, espera vamos conversar!


“Um barulho de tiro soa, pássaros voam das árvores. No mesmo instante, Jardel cai no chão morto e o sangue escorre por seu peito. A arma cai, e a sombra do mandante some. A cena foca no corpo de Jardel caído, e o barulho é escutado de dentro da casa de Fabrício e cena corta para a polícia arrodeada pelo corpo”

Policial - Realmente, ele veio a óbito. Podem levar. 

Fabrício - Policial, realmente eu não sei como isso aconteceu. E no quintal de minha casa…

Policial- Não se preocupe, um detetive será chamado para investigar

Detetive - Boa tarde… catapimbas, mataram o morto! Digo, mataram o homem

Policial - Senhor Roberto Costa Gomes!

Detetive - Sim senhora! Digo, Senhor! É porque minha mãe que me chamava assim

Policial - Você cuidará do caso

Detetive - Eu? Mas hoje é o meu dia de folga

Policial - Era! Infelizmente já há investigadores em outros casos, agora só há você

Detetive - Diabo! Ops

“Fabrício liga para Téo”

Fabrício - Alô, Téo? Você não imagina o que aconteceu!

Téo - Como assim mataram o Jardel? Mas dentro de sua casa? Mas quem fez isso?

Fabrício - Esse é o problema, realmente não sabemos. 

Téo - Vixe, até morto esse homem traz problemas… eu estou indo aí.


Estamos apresentando/ Voltamos a apresentar


“Luana chora e sua mãe a consola“

Jussara - Não chora minha filha, infelizmente essas coisas acontecem… agora o detetive vai tentar descobrir quem fez isso. Mas também, pelo que ele fez, não dava pra esperar menos.


Téo - Cheguei Fabrício

Fabrício - Ah que ótimo, não aguentava mais ficar nessa só. Medo de acharem que eu tenho algo a ver com isso.

Téo - Olha, na sua rua tem câmeras de segurança?

Fabrício - Verdade! As câmeras, eu acho que nas câmeras conseguimos ver.. 

Téo - Cadê a Elisa?

Fabrício - Acredito que ela tenha ido embora. Você tem o número dela? 

Téo - Tenho… mas acho que depois de tantas turbulências é melhor deixá-la quieta.

Advogado de Jardel - Boa tarde, Aqui mora a senhora Maria Luana Carneiro Gutierrez?

Luana - Sou eu sim, o que houve?


Cena 02 (Casa de Fabrício/Noite)

Luana - Um testamento? Como assim aquele infeliz ainda teve coragem de deixar um testamento?

Fabrício - Com um dinheiro que ele me roubou ainda por cima. É amanhã a abertura?

Luana - É, as 10h.


Estamos apresentando/Voltamos a apresentar


Cena 03 (Fórum/Manhã)

Juiz - Bem, dando continuidade ao testamento, ele deixou a metade de todos os seus bens, sejam em dinheiro, imóveis e ações para as respectivas pessoas: Maria Luana Carneiro Gutierrez e Elisa Pinheiro da Silva. O valor acumulado em dinheiro é estimado em 600mil reais, ficando 300 mil para as duas, além de 6 imóveis e 25% em cotas de ações.

Luana - Mas aquele infeliz ainda teve coragem de deixar o dinheiro do meu pai para mim mesmo, e pra essa infeliz!

Juiz - Ordem! Ordem!

Elisa - Eu não pedi nada!

Luana - A não? Você que ficava com ele que nem uma prostituta!

Elisa - Repita, Repita!

Luana - Prostituta!

Elisa - Prostituta é você!


“Elisa e Luana se estapeiam ao som de uma trilha cômica, e dois guardas a apartam!”


Juiz - Ordem! Ordem! Se não dou ordem de prisão a vocês duas!

Advogado - Calma, calma, que eu irei explicar detalhe por detalhe o que realmente aconteceu. O Jardel deixou essa herança para as duas, por serem as mulheres da vida dele

Luana - Idiota

Juiz - Ordem!

Advogado - Posso terminar? Bem, como ele não tem familiares legítimos, ele deixou tudo para vocês!

Luana - Mas ele não tinha mãe?

Advogado - Aquela não era a mãe legítima dele. Era adotiva, e no final ela não o registrou de fato, apenas o criou.

Juiz - Portanto, declaro encerramento a audiência.


Cena 04 ( Casa de Fabrício/Manhã)

Fabrício - E aí delegado, o que conseguiram descobrir?

Delegado - O básico, o básico. Buscamos o registro da arma, e descobrimos o nome do proprietário.

Fabrício - E qual o nome do proprietário?

Delegado - Um senhor por nome José Fabrício Moreira Gutierrez…


Trilha tensa ocupa a cena e encerra

25/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 016 - 25/11/2024

RIOS DA RAZÃO CAP 016




Cena 01 (Casa de Fabrício/Tarde)

Fabricio - Primeiramente, Boa tarde

Elisa - Boa tarde 

Fabrício - Você sabe que se estivesse na casa de outra pessoa, você seria expulsa a base de cachorros.

Elisa - Eu sei, eu sei que não agi da forma correta

Fabrício - E que essa casa é uma casa de respeito, nem as minhas filhas eu deixo entrar desta forma. Da próxima vez que entrar na casa de qualquer pessoa, Bata, chame, se tiver algum número mande uma mensagem, mas não entre sem ser convidada.

Elisa - Eu sei, é que estou um pouco nervosa

Jussara - Você não quer um pouco de água com açúcar?

Elisa - Quero sim

Jussara - Vou buscar

Fabrício - Afinal de contas do que te trouxe até aqui?

Elisa - É uma coisa importante, muito importante, porém não posso contar agora já que eu preciso… preciso descansar um pouco.

Fabricio - Também, entrando esbaforida desta forma… 

Jussara - Aqui, um pouco d'água

Elisa - Obrigada

Fabrício - Bem, até você poder contar alguma coisa o mínimo que eu posso fazer por você é te convidar para almoçar com a gente. Porém, Infelizmente vou ter que pedir para você para esperar porque as minhas filhas ainda não estão em casa e me prometeram chegar antes do meio dia, já são meio-dia e meia. Mas acredito que dentro de 15 minutos elas devem estar por aqui.

Elisa - Suas filhas?

Fabricio - É, as minhas filhas. Conhece?

Elisa - Não, terei o grande prazer de conhece-las agora.

Fabrício - Excelente 


Abertura/Voltamos a apresentar


Cena 02 (Sorveteria/Tarde)

Téo - Esse sorvete estava deliciosos

Letícia - Com certeza. Mas agora temos que ir, eu prometi ao meu pai que chegaríamos antes do almoço. Almoça com a gente?

Téo - Deixa eu ver aqui na minha agenda, hmmm, olha, tenho um tempo disponível. Posso sim

Letícia - Bobo, vamos adiantar que o tempo urge e a Sapucaí é grande. Vamos!


Cena 03 (Restaurante/Tarde)

Jardel - Amor, você comeu praticamente uma fileira desse cardápio e já pediu outro, não acha que já está bom não?

Luana - NÃO! E o que você tem com a minha droga de vida? Me deu fome e eu quero comer

Jardel - Está bem! Não está mais aqui quem falou..

Luana - Eu te disse, não foi? Se eu souber que você tem outra, eu te engano 

Jardel - Mas quem te disse essa besteira, bem?

Luana - Ninguém, absolutamente ninguém.

Jardel - Então, pra que essa agonia?

Luana - Porque sim! Eu sei o que estou dizendo e tenho certeza que minha intuição não me engana. E cale a boca que meu prato já chegou

Jardel - Bacalhau? Meu Deus do céu. Mas você não almoça com seus pais?

Luana - Verdade, meu pai convocou todo mundo pra almoçar junto hoje. Pode ficar pra você…

Jardel - Espera, mas quem vai pagar isso tudo?

Luana - Você! E não esqueça os 10% do garçom


Cena 04 ( Casa de Fabrício/Tarde) Téo e Letícia entram rindo e conversando em casa

Letícia - Eu te falei que esse cheiro era daqui, minha mãe ama esse prato.

Téo se espanta com a presença de Elisa,

Téo - Elisa? Mas o que você está fazendo aqui?a


Estamos apresentando/ Voltamos a apresentar


Fabrício - Vocês se conhecem?

Elisa - Nos conhecemos, seu Fabrício, a pouco tempo mas nos conhecemos…

Letícia - De onde vocês se conhecem?

Téo - Amigos em comum. Eles me apresentaram a ela,e aí acabou que nos conhecemos por acaso.

Letícia - Entendi…

Elisa - Olha, acho que já está na hora de ir embora

Jussara - Mas espera, você nem comeu do ensopado

Elisa - Não precisa, obrigado

Téo - Espera Elisa. Infelizmente não dá mais pra fugir desse assunto, teremos que contar

Letícia - Contar o que?

Elisa - É, Téo, contar o que ?

Téo - Você sabe o que, não dá pra ficar cobrindo isso por muito tempo. Você veio pra aqui só ela contar isso que eu sei, e não dá pra ficar escondendo.

Letícia - Mas o que vocês estão escondendo

Téo - Conta Elisa

Elisa - Eu não tenho coragem.

Téo - Então se você não tem coragem, eu tenho pra falar

Elisa - Espera, espera. Está bem, eu conto de uma vez

Fabricio - É um favor que você me faz. Já estou há uma hora esperando e você não me disse absolutamente nada até agora

Elisa - Eu vou contar, tenham paciência. Gente, onde é o banheiro?

Téo - Olha, não aguento mais essa enrolação, eu mesmo digo. Ela, é namorada do Jardel!

Luana entra nesse momento e um clima tenso se instala no ambiente ao som de uma trilha tensa. 

Luana - Quem é namorada de Téo aqui? Você?

Elisa - Eu posso explicar

Luana - Sua vagabunda! Miserável

Luana parte pra cima de Elisa e a estapeia. Todos vão para cima pra apartar

Elisa - Eu sei que você está com raiva, mas eu vou explicar tudo!

Luana - Você não vai explicar nada, porque você não vai ter dentes lra isso

Elisa - Eu não Sabia!

Um silêncio se instala no ambiente

Elisa - Eu não sabia… ele me conheceu em uma festa, há seis meses atrás. Me disse que era solteiro. Depois, veio para mim com uma proposta de me levar para fora do país, pra morarmos fora daqui

Téo - E agora eu entro em ação. Fabrício, lembra daquele dinheiro do desvio? O César confirmou tudo, de fato estavam desviando dinheiro de sua empresa, para a conta do Jardel. Esse dinheiro era para que eles dois viajassem e pudessem se sustentar lá. Além disso, o supervisor do galpão contou para o detetive, que foi o Jardel quem contratou um homem para que sabotasse o barco. Esse Jardel estava envolvido em todas as desgraças possíveis nessa família

Jardel - Falavam de mim?

Jardel se assusta com a presença de Elisa

Jardel - E..Elisa?


Encerramento ao som de Erva Venenosa, Rita Lee 


 

22/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 15 - 22/11/2024


 RIOS DA RAZÃO CAP. 015



Cena 01 (Casa de Elisa/Noite) - Téo se esconde atrás de uma parede e logo começa a gravar a conversa 


Jardel - O que houve amor? Está assustada?


Elisa - Não, não entre


Jardel - Tem café feito?


Elisa - NÃO! Quer dizer, não não fiz ainda


Jardel - Ora, então faça. Estou com muita vontade de tomar um café


Elisa - Pois eu farei


Jardel - Como assim?


Elisa - Não farei! Não farei porque vamos conversar nesse momento.


Jardel - Conversar sobre o que?


Elisa - Sobre nós dois. Você, você está saindo com alguém?


Jardel - Mas que conversa é essa? Que calúnias estão espalhando para você, amor?


Elisa - Não, meu instinto feminino me diz que eu não sou a única


Jardel - Pois não acredito nesse instinto feminino, com certeza te passaram umas calúnias aí.. agora, coloca aquele perfume que eu gosto ein?


Elisa - Não, eu não vou colocar nada! E quero você fora da minha casa!


Jardel - Que isso? É TPM por acaso? 


Elisa - Eu quero você fora daqui agora


Jardel - E a nossa viagem? Morar lá em Cancún? Eu estou juntando dinheiro pra que a gente possa morar lá. Eu estou tirando até de onde não posso só pra fazer essa viagem sair. Montar uma empresa lá e vivermos dela


Elisa - Eu não quero saber! Ra - Ré - Ri - Ro - RUA!


Jardel - Está bem! Eu vou sair. Agora, eu vou descobrir o que andam contando pra você. Porque eu acho um verdadeiro absurdo o que você está fazendo.


Elisa - Fora daqui!


(Elisa fecha a porta na cara de Jardel com todo o furor)


Téo - Gostei! Gostei do que você fez! Excelente. Eu ainda por cima gravei


Elisa - Apague! Apague agora


Téo - Ei, calma. Eu gravei pra usar como prova, afinal, se acontecer algo com você, essa gravação pode te salvar de muita coisa


Elisa - Mas eu não quero, trate de apagar 


Téo - Olha, realmente eu não vou fazer isso. Mas prometo que o mais rápido eu vou acabar com esse marginal. Realmente é uma coisa que eu posso te garantir. Ah, Clara. Eu vou vingar o que fizeram com você!


Elisa - Aí, aí oh, você falou novamente nessa Clara


Téo - Eu falei? Engano seu. Olha vou precisar ir, porque realmente está tarde. Tchau!


Elisa - Espere! Você tem o endereço dessa moça?


Téo - Tenho, porque? Não diga que você quer ir lá


Elisa - Não, não. Só pra se algo acontecer, eu saber onde ele está.


Téo - Está bem, aqui. Agora só escândalo!




Abertura/ Voltamos a apresentar 




Cena 02 (Apartamento do Detetive/Noite)


Detetive - Jura?


Téo - Consegui! Consegui uma gravação provando o desvio de dinheiro e o motivo do desvio. Ele queria viajar com a amante para Cancún


Detetive - Cancún?


Téo - Cancún. Com uma mulher


Detetive - Era bonita?


Téo - Era, era muito bonita


Detetive - Parecia com quem assim.


Téo - Rapaz, não sei. Com a Mariana Ximenes


Detetive - Então era gratíssima, tem o número dela?


Téo - Peraí parceiro, vamos focar. O que você descobriu?


Detetive - Consegui a confissão do César! Ele confessou que participou do crime


Téo - Aí oh, estamos com as cartas na mesa


Detetive - Devemos contar algo para o Fabrício?


Téo - Agora? De jeito nenhum!


Detetive - Porque?


Téo - Imagina esse baque de uma vez? Olha além do desvio do dinheiro, tem essa amante dele, e ainda o que ele iria fazer lá em Cancún. E o caso do barco, nada ainda?


Detetive - Nada, sabemos que foi ele que contratou o homem, mas não temos nada sobre ele


Téo - Caramba… complicado 




Estamos apresentando/ Voltamos a apresentar




Cena 03 ( Casa de Fabrício/Noite)


Letícia - O Jardel nunca mais ligou pra você né? Não veio buscar pra jantar


Luana - Vê se não enche


Letícia - Não era você que gostava de falar dos relacionamentos dos outros ..


Luana - Suma da minha frente!


Letícia - Inclusive, vou chamar o Téo pra almoçar aqui. No sábado


Luana - Avisa o horário, pra eu sumir daqui 


Letícia - Inveja?


Jussara - Vocês já estão brigando? Meu Deus do céu




Cena 04 - Ernesto acaricia PomPom e conversa com ela


Ernesto - Ah, Pompom. Estava melhor na nossa casa lá no Rio. Nunca gostei desse fim de mundo.


Fabrício - Já está pesando em ir embora?


Ernesto - Já, vou na segunda feira.


Fabrício - O que foi, não gostou daqui


Ernesto - Você? está me tratando bem? Deve cair granizo 


Fabrício - Pode parecer esquisito. Mas eu nunca tive nada contra você… Tudo bem que tivemos várias divergências, mas nunca te odiei


Ernesto - E da minha Pompom? Tem algo contra?


Fabrício - Não vamos mudar de assunto


Ernesto - Olha, eu realmente vou precisar voltar pro Rio. Sei que você vai sentir imensa falta de mim, porém, antes tenho que resolver algo. Algo que já deveria ter feito a muito tempo


Cena 05 ( Escritório/Noite) - Jardel organiza documentos e Ernesto empurra a porta


Ernesto - Eu quero falar com você! Agora!

Jardel - Escuta vovô, realmente agora não dá, estou encerramento o meu expediente


Ernesto - Não me chame de Vovô! E eu quero falar com você agora, sem mais delongas!


Jardel - Está bem, então diga, o que o senhor quer?


Ernesto - Se afaste de minha família! Se não você vai se dar mal


Jardel - Quê que é,oh velho? Olha, já estou de saco cheio


Ernesto - Eu não estou brincando!


Jardel - Eu também não estou brincando! E escute bem, ou o senhor sai daqui, ou eu chamo o segurança


Ernesto - Eu sou pai do dono disso tudo aqui, e foi com meu dinheiro que ele fez isso. Eu mando e desmando nessa porcaria de escritório


Jardel - E eu estou na minha hora de ir embora, até nunca mais.




Ernesto segura a camisa de Jardel




Jardel - Me larga! Não me obrigue a te agredir, um murro meu você desmonta aí no chão


Ernesto - Desapareça da vida de meu filho, desapareça da vida de minha neta! Eu não quero te ver nunca mais!


Jardel - E nem se preocupe em nunca mais me ver, afinal sua hora extra aqui na terra já está acabando. Não te dou 5 ou 6 meses de vida por aqui. Adeus, imprestável!


Ernesto - Volte Aqui! Não acabamos a nossa conversa


Jardel - Que conversa? Que conversa? Isso aqui está parecendo um hospício.


Ernesto - Hospício só se for na sua casa!


Jardel - O que você quer? Fazer um escândalo?


Ernesto - E por acaso sou homem de fazer escândalo?


Jardel - Se você é homem eu não sei, agora que faz um escândalo você faz!


Ernesto - Você me respeite! Tenho idade para ser seu pai


Jardel - Pai, avô, Bisavô, Tataravô… e graças a Deus não é! Desapareça da minha vida verme, que já passei 15min do meu horário. Fui!




Estamos Apresentando/ Voltamos a apresentar 




Cena 06 (Sorveteria/Manhã)


Téo - Consegui chegar a tempo (ele beija ela)


Letícia - Que bom né, se não ia ficar preto pro seu lado (risada)


Téo - Agora me conta, o que você queria me contar?


Letícia - Olha isso (ela mostra uma foto de decorações de casamento)


Téo - Lindo, muito lindo. De quem é?


Letícia - Nosso.


Téo - Nosso? Mas já está pensando nisso (risada)


Letícia - Mas é claro! Ou você acha que não sou previnida. Eu sei que casamento custa um alto valor, mas começando de agora, já dá pra deixar quase tudo organizado.


Téo - Eu sei, eu sei. Mas deixa essa poeira baixar


Letícia - Que poeira?


Téo - Olha, não da pra contar agora. Mas você vai ficar sabendo em breve


Letícia - Não me diga que você está desmanchando um relacionamento?


Téo - Eu? Eu não. Nunca nem namorei (risada). Tenho mais de 30 anos, tenho, mas realmente nunca namorei. Você é minha primeira e se Deus quiser única


Letícia - Porque se Deus quiser?


Téo - Porque se Ele não quiser… não adianta tentar


Letícia - Mas eu tenho certeza que Ele quer, não se preocupe.


Téo - Isso eu tenho certeza. Não teria pessoa melhor pra ficar pelo resto de minha vida, do que você!




Eles se beijam ao som de Eternal Flame




Estamos apresentando/Voltamos a apresentar




Cena 07 (Restaurante/Manhã)


Jardel - Diga meu Amor, cheguei


Jardel recebe um tapa de Luana


Luana - Você é surdo? Eu liguei pra você ontem umas 5 vezes, e você não atendeu nenhuma!


Jardel - É porque eu já voltei a trabalhar, você sabe como lá é puxado


Luana - Não inventei desculpa nenhuma. Isso não é a primeira vez, e sempre usa uma desculpa diferente. 


Jardel - Mas você sabe que eu te amo. Jamais faria algo que te decepcionasse


Luana - Não? Pois se eu descobrir que você está aprontando, eu te faço morar do lado da Rainha Elizabeth


Jardel - Na Inglaterra?


Luana - Não, a sete palmos de Terra! Que nem passe pela minha cabeça essa possibilidade ouviu? Se eu souber que você tem outra, eu te mato sem qualquer dó ou piedade. E passe muito bem!




Cena 08 (Casa de Fabrício/Tarde)


Fabricio - Meu amor, não me diga que você fez aquele ensopado de camarão que eu amo


Jussara - Fiz sim, querido. Do jeitinho que você gosta.


Fabrício - Lembra de quando eu almocei pela primeira vez na sua casa


Jussara - Lembro, minha mãe fez justamente esse prato.


Fabrício - Isso faz tempo né?


Jussara - 25 anos, meus pais ainda eram vivos. Eles amavam quando a casa estava cheia.


Fabrício - Minha mãe também comeu com vocês naquele dia. Foi um sacrifício tirar ela de casa, mas conseguimos (risada)


Jussara - São tempos que não voltam mais, infelizmente. 


Fabricio - Mas podemos fazer isso, pelo menos fazer ser melhor que daquela vez. 




Segurança entra correndo 




Segurança - Seu Fabrício, eu tentei evitar essa louca de entrar, só que ela veio cheio de agressividade


Elisa - Seu Fabrício, eu prometo não tomar muito o seu tempo. Mas preciso falar com vocês. Chegou


 a hora de contar toda a verdade!




Encerramento ao som de Sei Lá, Tom Jobim 

21/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 14 - 21/11/2024

 

RIOS DA RAZÃO CAP. 014




Cena 01 (Estrada/manhã) - Jardel e Elisa estão dentro do carro indo em direção a casa de Elisa, e Téo os segue de táxi, ao som de uma trilha agitada de ação. Após algum tempo de perseguição, Jardel para, e Téo os observa de longe.




Elisa - Quem era aquele homem?


Jardel - Não importa. É um colega de trabalho, que vive me pirraçando. Um beijo


Téo - Seu cerco está se fechando, Jardel. Seu cerco está se fechando…


Motorista - Ei moço, e o meu dinheiro


Téo - Ah sim, você tem pix


Motorista - Só quero em dinheiro


Téo - Como assim? Quem usa dinheiro em espécie em 2024.


Motorista - Dinheiro na mão ou se não eu chamo a polícia.


Téo - Está bem, me leve até um caixa eletrônico.


Motorista - Eu vou cobrar mais, viu?


Téo - Não importa, me leva logo. Oh arrependimento.




Cena 02 (Caixa eletrônico/Manhã)


Téo - Está aqui seu dinheiro 


Motorista - Obrigado


Téo - Obrigado uma ova, me cobrou praticamente um rim. Mas, depois dessa descoberta, até vale o dinheiro. Vou ligar para o detetive.


Alô?


Detetive - Alô, quem fala?


Téo - Como quem fala? É o Téo.


Detetive - Téo? Não conheço nenhum Téo


Téo - Ora pelo amor de Deus, vamos adiantar essa conversa, tenho uma informação quentinha pra você 


Detetive - Ótimo! Então manda!


Téo - Prefiro contar pessoalmente


Detetive - Ué, então para que ligou?


Téo - Pra quando eu chegar aí, eu te encontrar. Vou ter que perder um dia de trabalho, mas vai valer a pena. Estou indo pra aí agora! Dessa vez de ônibus




Abertura/ Voltamos apresentar 




Cena 03 (Apartamento do Detetive/Manhã)


Detetive - Uma mulher? Caramba, que belo cafajeste esse viu


Téo - O cerco dele está se fechando. Você sabe que depois de descobrir sobre as tramóias dele, da pra somar uns bons anos na cadeia.


Detetive - O Fabrício já achou o número daquele homem?


Téo - Bom, ele disse que iria me mandar, só que eu não abri o celular ainda. Foi tanta correria hoje… olha, está aqui.


Detetive - Ótimo! Então vamos ligar


Téo - Calma, calma. Temos que pensar em uma boa forma de ligar.


Detetive - E tem outra? Ligando ué. O resto vamos vendo ao longo da chamada


Téo - Mas será que ele não conhece você?


Detetive - Claro que não. Imagina, nem sei a cara do sujeito. Vamos, me dê esse número.




O detetive disca o número de telefone e liga




Téo - Lembrando que não se identifique como o detetive, porque tenho certeza que o Jardel já deve ter alertado sobre


Detetive - Não se preocupe, eu sei o que faço! Assim que esse César atender, eu me arranjo. Atendeu!


César - Alô?


Detetive - Funerária São Bento, sua morte nosso sustento! Quem fala?


César - Que? Que piada é essa?


Detetive - Calado! É a polícia!


César - Ah! (Grito) eu sou inocente!


Detetive - Inocente de que? Você nem sabe do que estou falando?


César - É verdade! Diga o que houve?


Detetive - Você está preso em nome da lei!


César - Preso? Mas pelo que?


Detetive - Eu não sei porque estou te prendendo, mas você sabe!


César - Vem cá, é algum trote?


Detetive - Porque seria um trote?


César - Porque nenhum policial dá voz de prisão pelo telefone


Téo - Ele realmente tem razão


Detetive - Eh… te ligo depois


César - Está bem!


Téo - Realmente, isso parecia uma piada. A polícia dando voz de prisão pelo telefone, que coisa mal arranjada viu


Detetive - Calma, agora é a melhor parte. Eu irei na casa dele vestido de policial, eu tenho roupas da polícia, eu posso agir que nem um


Téo - Vem cá, isso não é falsidade ideológica?


Detetive - Que… nunca viu filmes de detetives não? Eles não se fantasiam? Porque eu não posso também?


Téo - Deve ser porque é um filme né?


Detetive - Você vai ver, dará certo.






Cena 04 (Casa de César/Tarde) - Batidas na porta




César - Ja vai… Poxa, preciso de alguém pra me ajudar a trocar esse fio, oh meu Deus, que poderá me ajudar?


(O detetive chuta a porta)


Detetive - Eu!


César - O Chapolin… a polícia?


Detetive - Isso mesmo! E você está convocado a depor!




Cena 05 (Casa de Elisa/Tarde) - Elisa está pegando a correspondência e Téo aparece


Téo - Boa tarde!Podemos conversar?


Elisa - Você não é aquele rapaz que conversava com o Jardel


Téo - Sou eu mesmo. Téo, ao seu dispor


Elisa - Só dizendo que já namoro viu


Téo - E quem quer saber? Mas foi bom ter tocado no assunto… de onde você conhece o Jardel?


Elisa - Eu te conheço pra ficar dando informações da minha vida?


Téo - Não, não nos conhecemos. Mas temos alguém em comum não é? O Jardel. Ele falou algo sobre mim?


Elisa - Falou, falou que é um rapaz que trabalha com ele


Téo - Exatamente! É porque eu quero dar um presente de aniversário pra ele sabe. E como você conhece melhor ele do que eu, eu queria ter algumas informações…


Elisa - Mas o aniversário dele é só em outubro


Téo - Outubro? Mas não é 23 de março? 


Elisa - Ele me disse que era 19 de outubro


Téo - Colega, ele mentiu pra você. Ele nasceu em 23 de março de 1992


Elisa - Você é o que dele por algum acaso? Pra ficar pedindo tantas informações?


Téo - Está bem, vamos fazer um acordo? Eu conto o que sei dele e você conta o que sabe


Elisa - Mas pra que você quer saber tanto sobre a vida dele? É da polícia?


Téo - Não… é porque ele não é o que você pensa que ele é… compreende? Ele é um farsante, um criminoso. E eu posso te provar!



Estamos Apresentando/Voltámos a apresentar 



Cena 05 (Casa de César/Tarde)


César - Eu não fiz nada, eu juro!


Detetive - Fez e como fez! E você irá me contar tudo o que você sabe


César - Está bem, eu conto. Eu brinquei de boneca até os 13 anos de idade escondido dos meus pais


Detetive - Meu Deus, pra um bandido está mais para uma mocinha indefesa


Cesar - Qual foi, rapaz! Tá me estranhando é?


Detetive - Calado! agora me conta de uma vez, que história é essa de você e o Jardel?


Cesar - Meu Deus, mas foi só uma vez!


Detetive - O que? O que que foi só uma vez?


César - Do que estamos falando?


Detetive - Do seu crime com o Jardel, de desvio.


César - Ah, isso foi mais vezes


Detetive - Suspeitei desde o princípio. Agora você confessou, né? Me conte tudo o que você sabe




Cena 06 ( Casa de Elisa/Tarde)


Elisa - Então, então ele namora? Com outra?


Téo - Exatamente. O nome dela é Luana.


Elisa - Mas que miserável! Eu mato ela!


Téo - Ei ei ei, mas o culpado é ele… você me falou que está com ele há 6 meses, não é?


Elisa - Isso. 6 meses, 8 dias, 3 horas e 45 minutos.


Téo - Pois, ele está com a Luana pra mais de um ano. Inclusive, ele trabalha para a empresa do pai dela. E está sendo investigado de roubo, desvios de dinheiro sabe?


Elisa - Mas que canalha! Ele havia me prometido tantas coisas! Ele disse que no próximo mês iríamos morar em Cancún. Aquelas praias tão lindas, e que estava juntando dinheiro pra isso…


Téo - Perai, Cancún? Juntando dinheiro? Morar? Mas é um infeliz mesmo. Então era pra isso o desvio do dinheiro, era pra fugir do país é começar uma vida em outro local… Bem a cara dele mesmo, não é atoa que depois de ter desgraçado a vida da Clara ele foi para o Rio de Janeiro.


Elisa - Mas quem é Clara? É outra amante?


Téo - Oi? Clara? Eu falei isso?


Elisa - Falou, falou Clara eu ouvi muito bem…


Téo - Foi engano seu…


Elisa - Bem, o que faço agora? Eu não quero mais nada com ele


Téo - Ótimo, então me passa seu número?


Elisa - Que isso, mas nem estou solteira ainda…


Téo - Não é pra isso. Você acha que o Jardel do jeito que é vai aceitar essa separação tão fácil? Ainda mais com esse desvio… você vai precisar de uma segurança bem reforçada porque ele não vai levar isso na brincadeira.


Elisa - Ele não é tão agressivo assim


Téo - Ah, filha ele é. E como é… você me dá seu número. Se por acaso ele querer fazer algo com você, você me liga imediatamente.


Elisa - Está bem..




Estamos apresentando/ Voltamos a apresentar




Cena 07 ( Casa de Fabrício/Tarde)


Luana - Vem cá, depois que começou a namorar aquele infeliz nunca mais pegou naqueles livros né? Já se descuidou dos estudos foi?


Letícia - Não foi isso e você sabe. Pelo menos duas horas por dia eu estudo. 


Luana - E o que é isso aí? Não me diga que já está pesquisando pra casamento? Oh meu Deus


Letícia - Porque você se intromete tanto ein? Eu não cuido da sua vida. Inclusive, porque não liga para o Jardel? Vai ver se ele não está desocupado…


Luana - Vou ligar mesmo.


Telefone de Jardel toca, porém ele não atende


Cena 08 ( Casa de César/Noite)


Detetive - Então você e ele armaram esse esquema de desvio não foi?


César - Eu não armei nada


Detetive - Mas é cúmplice, e dá no mesmo. E nem adianta desmentir mais, já que gravei todo o seu depoimento. E outra, eu não sou policial coisa nenhuma, eu sou detetive da polícia.


César - Que? Eu posso te processar por falsidade ideológica.


Detetive - Se eu fosse você eu ia atrás de um advogado, porque o peso da sua pena não é nem um pouco bonita.. tchau..

Cesar - Miserável

Cena 09 ( Casa de Elisa/Noite)

Téo - Então está decidido, assim que ele aparecer, você me liga ok?

Elisar - Ok

(Campainha toca)

Elisa - Vou olhar

Jardel - Surpresa meu amor!

Téo olha de dentro da casa assustado pra situação e encerra com a trilha de ação.


20/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 13 - 20/11/2024

 

 RIOS DA RAZÃO CAP. 013



Cena 01 (Restaurante/Noite)


Luana - Tem lugar pra mais uma?


Letícia - O que você está fazendo aqui?


Luana - Passear ué. É um local público, de muito bom gosto. Olha, o missanguinho escolheu um bom prato. Realmente excelente.


Letícia - Eu só não mando você ir embora daqui por ser um local público. Porém, eu posso ir embora. Garçom, a conta!


Luana - Ei, eu não vim aqui pra mandar ninguém embora não.


Letícia - Pois nem precisa, sua presença já espanta qualquer um próximo de você. Garçom, aqui o valor.


Téo - Depois você me manda o valor repartido,que te faço a transferência…


Letícia - Nem precisa, vamos.


Luana - Ei, vocês vão me deixar aqui sozinha?


Letícia - Não, não ficará. Ei moço, você está precisando de companhia? Ela também, pode vir.


Luana - Ei, você não vai fazer isso comigo. Volte aqui!


Moço - Iai gatinha?


Luana - Te manca, infeliz. 




Abertura/ Voltamos a apresentar 




Cena 02 (Praia/Noite) - Letícia e Téo caminham pela praia


Letícia - Desculpa minha irmã ter atrapalhado nosso jantar.


Téo - Que isso, eu já estou acostumado (risada)


Letícia - É chato isso. Fica parecendo que sou criança.


Téo - Mas você queria me dizer alguma coisa. 


Letícia - Você ainda quer ouvir 


Téo - Mas é claro, estou a todo ouvidos.


Letícia - Bem, então lá vai. Téo, eu sei que tentaram me interromper sabe, e te conheço a pouco tempo. Mas quando sabemos o que queremos, não corremos. Téo, você quer namorar comigo?!


Téo - namorar?! 


Letícia - O que? Me precipitei?


Téo - Não, não. É que até eu fiquei surpreso com isso (risada com nervosismo)


Letícia - Mas você não me disse a sua resposta. Você, você aceita?


Téo - Claro! Claro que aceito




Eles se beijam ao som de Eternal Flame, da banda The Bangles




Cena 04 (Apartamento do Detetive/ Manhã)


Téo - Então você descobriu algo?


Detetive - E como! Eu fui ao galpão, onde estão os barcos do Fabrício. Quando eu fui lá, encontrei um homem que é responsável por vigiar aquele galpão. Porém, ele tinha me dito que havia entrado um homem que cuidava da manutenção dos barcos. Mas, o pior de tudo, é que ele foi demitido na semana seguinte. Isso não é estranho?


Téo - Completamente. Porém, você sabe quem contratou?


Detetive - O próprio Jardel. Eu realmente não entendi o que ele tem a ver com aquele galpão, mas o próprio responsável lá disse que ele quem contratou. 


Téo - Então está óbvio, foi ele quem fez tudo isso.


Detetive - Infelizmente não dá. Tenho que ter provas, encontrar o homem que foi contratado e ver o que ele tem a dizer em relação a isso.


Téo - E você sabe o nome dele? Endereço? Telefone?


Detetive - Não, ele não me disse nada sobre. 


Téo - Então é outra coisa que temos que investigar..


Detetive - E você descobriu alguma coisa?


Téo - Quase, mas não tem nada a ver com o caso do acidente, e sim com outra coisa. Inclusive,estou indo lá agora. Vou passar primeiro na casa do Fabrício que tenho uma notícia pra dar.


Detetive - Pelo amor de Deus, não conte pra ele sobre as descobertas. Não tem nada comprovado ainda.


Téo - Fique tranquilo que não é sobre isso. Eu estou namorando a filha dele


Detetive - Namorando? Mas você não conheceu ela outro dia?


Téo - É porque o amor nos faz pular certas formalidades. Deixa eu ir aqui.






Estamos apresentando/ Voltamos a apresentar






Cena 05 (Casa de Fabricio/ Manhã)


Fabrício - Namorando? 


Letícia - Sim pai, eu pedi o Téo em namoro.


Ernesto - A mulher pediu o homem em namoro? Esse mundo está de cabeça pra baixo mesmo.


Fabrício - Que bom minha filha, que vocês sejam muito felizes.


Luana - O que eu perdi?


Fabrício - Sua irmã, está namorando!


Luana - Namorando? Mas você é louca? Com aquela infeliz?


Letícia - Aquele infeliz tem nome.


Luana - Eu tô dizendo, você vai acabar estragando a sua vida.


Téo - Olha Luana, se você não gosta de mim eu até entendo, mas dizer que sou capaz de estragar a vida de alguém aí você está indo longe demais. E outra, não quero brigar… seu Fabrício, queria falar com com o Senhor, lá no escritório.




Cena 06 (Escritório/Manhã)


Fabricio - Pois diga, o que houve?


Téo - Olha, leia isso aqui. Fiz hoje pela manhã um pequeno balanço sobre as entradas e saídas. Leia e observe. Olhe também essas promissórias aqui. 


Fabrício - Irei ler com calma, porém em casa.


Téo - Olha, eu preferia que fosse aqui. Leia é demorado mas leia, é importante.




Uma hora se passa




Fabrício - Mas não é possível. Olha os valores das promissórias e o quanto sai dos cofres… 


Téo - Pois


Fabrício - Mas isso aqui está irreguar.


Téo - Sempre 20% em cima de cada promissória. Sabe o que isso significa? Caixa 2. Tem alguém roubando o senhor nessa empresa, ou pelo menos na dessa região

Fabrício - Não creio, mas quem faria isso?


Téo - O papel está assinado no nome de quem?


Fabrício - De Jardel


Téo - Então, acredito que não seja mais necessário dizer nada


Fabrício - Mas… o Jardel faria isso?


Téo - Mas está mais que claro Fabrício, eu sabia que ele não era flor que se cheirasse. Eu sabia


Fabrício - Uma pessoa que confiei, eu confiei nele!


Téo - Confiou, confiou tanto que deu no que deu. Fabrício, essa sua confiança exagerada nas pessoas as vezes te fazem passar a perna. Nessa vida, não se dá tanta esmola assim não.


Fabrício - Mas, precisamos denunciar ele. Precisamos fazer alguma coisa!


Téo - Vamos chamar o detetive, ele deve saber a melhor forma de proceder isso. Também, não dá pra ir na delegacia com uma denúncia sem tantas provas


Fabrício - Poucas provas? Mas e essas assinaturas aqui?


Téo - Porém não temos testemunhas, depoimentos, nada. Ele tinha algum assistente?


Fabrício - Eu acho que tinha, o César. 


Téo - Pronto, vamos tentar tirar alguma coisa dele, certeza que o depoimento dele será decisivo.


Fabrício - A questão é, que o César sempre foi muito fechado. Não sei se ele dirá algo que vai comprometer tanto ao Jardel quanto ao César.


Téo - Vou falar com o detetive, creio que ele saiba o que fazer.




Estamos Apresentando/Voltamos a apresentar




Cena 07 (Apartamento do Detetive/Manhã)


Detetive - Não sei o que fazer. Mas a descoberta foi boa


Téo - Como não sabe o que fazer? Praticamente te entregamos a faca e o queijo na mão.


Detetive - Onde que não estou vendo, ah eu amo queijo


Téo - Quero te dizer que as provas estão nas suas mãos


Detetive - Ah sim, deixa eu analisar 


Téo - De novo? Já é a segunda vez..


Detetive - Nós detetives necessitamos analisar as provas com calma. Vai que consigo algo além das provas.


Téo - Pois análise duas, três, quatro, cinco se quiser. Eu só quero colocar aquele infeliz na cadeia! Bom, agora eu preciso voltar ao trabalho. A noite eu apareço aqui.


Detetive - Certo!




Cena 08 (Ônibus/Manhã) - Téo anda de ônibus, e enquanto admira a paisagem, identifica Jardel com uma mulher mais velha.


Téo - Motorista, eu vou parar ali!




•O motorista freia e ele desce correndo em direção a Jardel




Téo - Olha olha, quem está aqui. Acho que você já pode começar a se explicar




Estamos apresentando/Voltamos a apresentar


Jardel - O que é oh infeliz? Não te devo explicações nenhuma


Elisa - Quem é ele amor?


Téo - Amor? Realmente você tem muito o que explicar né? Explícito assim na rua? Tudo bem que estamos em outro bairro, mas… seu cerco está se fechando, colega.


Jardel - E você? Vai de terno assim pra onde?


Téo - Não sabe ainda? Para o escritório de seu patrão, quer dizer, meu sogro e meu patrão.


Jardel - Sogro? Patrão? O que eu perdi?


Téo - Ah, não está sabendo? Eu sei que você está de férias mas, eu agora trabalho junto com você. Na área financeira




•Jardel engole seco e responde




Jardel - Financeira? Mas que palhaçada é essa?


Téo - Ah, não vou dizer nada, afinal, não te devo explicações. Bom, preciso ir para o meu trabalho, afinal alguém aqui precisa trabalhar né…




•Téo sai e olha por trás de uma lanchonete




Jardel - Amor, vou te levar pra casa.


Elisa - Não se preocupe, eu vou de ônibus


Jardel - Que isso, te levo de carro…




•Jardel e Elisa entram no carro e saem, e Téo corre atrás de um taxista.




Téo - Eu pago o que você quiser, agora siga aquele carro! Eu sempre quis dizer isso




•O motorista sai atrás do  carro de Jardel




Encerramento ao som da trilha sonora de ação

19/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap. 12 - 19/11/2024

 RIOS DA RAZÃO CAP. 012



Cena 01 (Apartamento do Detetive/Manhã)


Detetive - Bem, farei dessa forma. Vou atrás do Jardel e pego a versão dele. Investigo e pesquiso pra ver se pode ser real ou não. E também vejo a versão do Téo, que inclusive ultimamente anda bastante do lado do Fabrício. Eu não consigo acreditar na versão do Jardel sabe, tudo bem, possui bastante veracidade, mas o Téo aparenta ter bom caráter… já esse Jardel, não sei… me sinto tão seguro perto dele que minha carteira tem andado com cadeado.


Delegado - Bom, sua função é ouvir e investigar as duas partes, independente de achar alguém mais honesto ou não do que o outro.


Detetive - Sim, disso eu sei. Mas você sabe do que eu estou falando né?


Delegado - Sei, claro que sei


Detetive - E o que o senhor irá fazer?


Delegado - Nada! Até porque essa função é tua!



Abertura/Voltamos a apresentar



Cena 02 (Escritório de Fabrício/Manhã)


Fabrício - Você irá começar por aqui! Hoje é dia de pagamento de contas, e você fará isso. Aqui as promissórias, você solicita os valores que alguém fará o pagamento ok?


Téo - Certo, certo. 


Fabrício - Você ficará das 11h até às 19h, e seu almoço será das 14h até às 16h certo?


Téo - Tranquilo! 


Fabrício - Tem uma moça que serve café, sempre que quiser é só pedir viu 


Téo - De boa


(Fabrício sai e Téo começa a analisar as promissórias)


 


Cena 03 (Casa de Fabrício/Tarde)


Luana - Você está se arrumando para ir onde?


Letícia - Te interessa?


Luana - É pra sair com aquele cara né? Te preserva, Letícia. Já teve tanta gente atrás de você pra no final ficar com um pescador.


Letícia - Vem cá, não tem nada melhor pra você fazer não?


Luana - Você vai sair que horas?


Letícia - As 20h


Luana - Mas são quatro da tarde. 


Letícia - Não quero me atrasar


Luana - Mas é uma lesada mesmo…



Cena 04 (Galpão de barcos/Tarde)


Detetive - Boa tarde!


Responsável pelo galpão - Opa, boa tarde! O que manda?


Detetive - Eu não mando em ninguém, muito pelo contrário…


Responsável - Estou dizendo o que veio fazer aqui. Mas quem é o senhor primeiramente?


Detetive - Sou o Dr. Roberto Costa Gomes ao seu dispor!


Responsável - Dr? Que nem o Benjamin?


Detetive - Não, Que nem o Mário Fofoca!


Responsável - Ah… e o que é que manda?


Detetive - Eu já disse que não mando em ninguém!


Responsável - Olha, não me atrasa não, desembucha cara, o que veio fazer aqui?


Detetive - Bom, creio que o você já saiba, que o senhor Fabricio foi vítima de um acidente de barco


Responsável - Sim, já soube


Detetive - Pois muito bem. A perícia do barco constatou que foi vítima de uma sabotagem


Responsável - Sabotagem?


Detetive - Sabotagem sim senhor! E o que você sabe sobre isso!


Responsável - Eu não sei nada, não sei absolutamente nada!


Detetive - Não sabe mesmo?


Responsável - Não, juro!


Detetive - Pois muito bem, uma pergunta clara e contundente, você é Palmeirense ou Corinthiano?


Responsável - Sou Ponte Preta


Detetive - Ah, tá pior que eu… meus pêsames…


Responsável - Qual foi cara


Detetive - Olha, você percebeu ultimamente algum movimento estranho por aqui?


Responsável - Bom, estranho estranho não, mas teve um cara que trabalhou aqui por uma semana só


Detetive - Uma semana? Uma semana? Conte me mais




Cena 04 (Escritório de Fabrício/Noite)


Téo - Gente, mas essas contas estão estranhas… aqui na promissória tem um valor mas no extrato tem outro… Boa noite, o senhor trabalha aqui a muito tempo?


Homem - Trabalho sim


Téo - Sabe-me dizer quem era responsável pelos pagamentos das promissórias?


Homem - O Jardel, ele é responsável pelos pagamentos da empresa já faz um tempo já…


Téo - Só podia ser… Eu não acredito… eu não acredito. Miserável! Olha isso.


Homem - O que houve?


Téo - Não, nada, nada, não se preocupe. Só uma pergunta, por acaso vocês fazem alguma reunião para discutir as entradas e saídas da verba?


Homem - Não.. o Jardel geralmente assina tudo


Téo - Sabia!


Homem - Téo, alguma coisa está acontecendo?


Téo - Está! Está e você só saberá bem depois. Sabe me dizer que horas são?


Homem - São Sete horas


Téo - Sete? Meu Deus estou atrasadíssimo. Analiso isso melhor amanhã, até amanhã!




Cena 05 ( Galpão de barcos/Noite)


Detetive - Então quer dizer que essa contratação foi feita pelo próprio Jardel?


Responsável - Isso. O que eu achei estranho é que ele foi demitido dias antes do acidente. Bom, nessas conversas de gente grande eu não me meto sabe, pra não sobrar pra mim.


Detetive - Isso eu sei, não se preocupe. Seu depoimento foi muito importante para as minhas investigações. Afinal, preciso dar continuidade. Muito obrigado, e volte sempre!


Responsável - Voltar pra onde?


Detetive - Ah, é verdade. Então eu volto sempre! 




Estamos Apresentando/ Voltamos a apresentar 




Cena 06 (Restaurante/Noite)




Letícia - Ainda bem que você chegou.


Téo - Desculpa a demora. Você sabe que lá no trabalho nem sempre conseguimos sair no horário. E também, estava descobrindo uma coisa importante


Letícia - Que coisa?


Téo - Você irá saber em breve


Letícia - Então, vamos pedir o prato. O que você gostaria de pedir


Téo - Olha, eu definitivamente não entendo nada de pratos finos. Porém esse aqui aparenta ser bom!


Letícia - Excelente escolha! Garçom! Queremos esse




Cena 07 (Casa de Fabrício/Noite)


Luana - Aquela infeliz acha mesmo que eu vou deixar isso acontecer, a vai. Sair com aquele palerma? Só se eu estivesse doida de não impedir. Preciso saber agora onde é… Olha, a burra deixou o celular em casa, esse medo de ser assaltada dela… deixa eu abrir aqu. Achei! Ela vai ver agora o que é bom pra tosse


Fabricio - Falando sozinha Luana?


Luana - Está ouvindo agora por trás das portas?


Fabricio - Você está praticamente gritando. Qualquer um da pra ouvir e nem precisa estar no corredor.


Luana - Você sabe onde a Letícia está?


Fabricio - Não, ela só me falou que iria sair


Luana - Pois, ela foi atrás do Téo. Em um restaurante finíssimo.


Fabricio - E qual o problema? Ela é maior de idade e vacinada.


Luana - Esqueci que ele é protegido seu


Fabrício - Olha o respeito! Olha o respeito!




Cena 08 ( Restaurante/Noite)


Téo - Estava delicioso.


Letícia - Verdade.. verdade.. oh Téo..


Téo - Você quer me dizer algo?


Letícia - Quero, quero sim.


Téo - Pois diga.


Letícia - Olha, eu estou um pouco constrangida.


Mas vamos tentar.. eu sei que esse geralmente é o papel do homem, de tomar a iniciativa.. mas dessa vez vou pular esses protocolos em prol da minha felicidade. Téo, você quer…


Luana - Boa noite! Tem cadeira pra mais uma?


Encerramento ao som de Erva Venenosa, Rita Lee 

18/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Cap 11 - 18/11/2024

 

 Rios Da Razão - Capítulo. 011



Cena 01 (Restaurante/Noite)


Detetive - Me conta isso direito, você tem provas?


Jardel - Bom, provas provas eu não tenho exatamente, mas tenho bons argumentos.


Detetive - Ah, querido. Argumentos até eu tenho… 


Jardel - Calma, você quer me ouvir?


Detetive - Ouvir já estou ouvindo.


Jardel - Observe… o Téo estava exatamente no lugar onde ocorreu o acidente. Não é estranho isso? Ele está em alto mar, próximo ao barco que afundou exatamente onde ele estava? Ainda mais sabendo que o homem é rico.


Detetive - Sim, e?


Jardel - E isso é pouco?


Detetive - E isso é muito?


Jardel - As coincidências não batem?


Detetive - Bom, coincidência não enche barriga né… mas, são interessantes


Jardel - Olha, com você não dá mesmo… deixa eu ir…


Detetive - Ei, espera. É que eu vim meio desprevenido..


Jardel - Olha, vê se não enche..


(Jardel sai do restaurante)


Detetive - Garçom! Por favor..


Garçom - Pois não?


Detetive - Vocês não estão precisando de alguém pra lavar os pratos?




Abertura/Voltamos a apresentar




Cena 02 (Casa de Téo/Noite)


Téo - Perai, trabalhar na contabilidade? Dessa rede de supermercados enorme?


Fabrício - Téo, eu sei que você tem competência. E o Jardel já deve estar cansado de cuidar disso tudo praticamente sozinho


Téo - E ainda ter que trabalhar com aquele infeliz? De jeito algum..


Fabrício - Espera Téo, eu confio em você. Tudo bem que te conheci há um mês, mas já percebi que você sabe o que faz. Eu sei que você e o Jardel não se batem, mas seja um pouco profissional nesse momento. Estou te confiando um cargo importantíssimo, que ninguém alcança da noite pro dia. Vamos deixar essa rixa boba de lado.


Téo - Não é boba, Fabrício! Se você soubesse o que realmente aconteceu..


Fabrício - Saber o que? Vocês rivalizaram no passado?




Cena 03 (Casa de Fabrício/ Noite)


Luana - Pra quem você está mandando mensagem?


Letícia - Agora está olhando as minhas mensagens é? Passe esse celular pra cá. Você por acaso me vê pegando o seu celular pra vigiar aquilo que você faz?


Luana - Está escondendo algo?


Letícia - Eu não preciso esconder nada de você, agora pode devolver o meu celular?


Luana - Deixa eu olhar aqui… ué, para o Téo? Já fez amizade com aquele ceboso? Você já teve melhores escolhas…


Letícia - Me dá esse celular 


[ Letícia da um tapa em Luana]




Estamos apresentando/ Voltamos a apresentar




Cena 04 (Casa de Fabrício/Noite)


Luana - O que você fez?!


Letícia - Você me obrigou


Luana - Sua miserável


[Luana revida o tapa]


Luana - E nunca mais faça isso


Letícia - E nunca mais pegue meu celular! Pra absolutamente nada!


[Letícia sai da cena]


Luana - O que será que ela quer com esse infeliz? Eu vou descobrir 




Cena 05 (Casa de Téo/Noite)


Fabrício - Me conte! Não adianta esconder


Téo - Olha Fabrício, era algo que realmente gostaria de contar. Mas não dá, não dá mesmo, é algo muito pessoal. Eu sei que você me considera, eu também te considero muito, mas é algo que não dá pra ficar espalhando. 


Fabrício - Está bem, eu compreendo. Mas isso me preocupa, afinal é difícil alguém trabalhar com outra que não se dá bem. Mas, eu Não aceito um não como resposta. Você aceita ou não?


Téo - Está bem, eu aceito. Quando começamos?


Fabrício - Amanhã! Agora, eu preciso sair, meu tempo está muito corrido. Tchau, até amanhã!


Téo - Até! Ué, quem me mandou mensagem… Letícia?!




Transição de cena com paisagens de Recife, PE ao som de É com esse que eu vou, Elis Regina


 


Cena 06 (Apartamento do Detetive/Manhã)


Delegado - Então quer dizer que até pratos você lavou?


Detetive - Pra você ver! A humilhação. Bom, mas pelo menos eu possuo dois lados para estudar, o do Téo e o do Jardel.


Delegado - O que eles disseram, a final foi pra isso que você me chamou.


Detetive - Verdade. Bom, o Téo me disse que era o Jardel o verdadeiro culpado. Disse que quando tocava no assunto do acidente, ele simplesmente mudava ou interrompia o assunto, como se quisesse depisitar as pessoas. E logo em seguida, o Jardel me procurou e me disse que tinha quase certeza que era o Téo responsável pelo acidente. Segundo ele, o Téo foi quem causou o acidente e como possivelmente estava por perto, pensando em salvar para talvez ganhar alguma coisa…


Delegado - São opiniões interessantes, mas é necessário investigar.


Detetive - Isso é


Delegado - Teremos um grande trabalho por agora. Quem será que está dizendo a verdade?


(O detetive olha para a câmera)


Detetive - Iai, como será que vai prosseguir essa história? Se quiser descobrir, não perca amanhã, o

 próximo capítulo, nesse mesmo canal, e nessa mesma hora!


Delegado - Com quem você está falando?


Encerramento ao som de Erva Venenosa, Rita Lee


15/11/2024

Rios da Razão (Reprise) Capitulo 010 - 15/11/2024

 


 Rios da Razão - Capítulo 10



Cena 01 ( Casa de Fabricio/Tarde)


Detetive - Mas você ainda não especificou, o porquê suspeita que seja acha que o Jardel está envolvido nisso, essa sua constatação não nos leva a lugar algum


Téo - Bom, eu não tenho tantas provas, mas a que eu tenho é suficiente. Ele não é de bom caráter.


Detetive - E por acaso vocês se conhecem?


Téo - Eu? Não, não mesmo. Mas só pelas conversas e pelo pouco que convivi, já foi suficiente para compreender que ele não é boa coisa.


Detetive - Bom, temos que ir atrás de provas né. Afinal, só isso não é um bom fio condutor. Teve um caso que cuidei, de um homem que era cleptomaníaco, e ele estava na casa de um homem muito importante. Porém, nossa única prova era justamente o sumiço das coisas.


Téo - Puxa, e como solucionou esse caso?


Detetive - Bom, no final descobrimos que foi ele, e levaram ele para a delegacia, porém tive que voltar lá.


Téo - Porque?


Detetive - Porque ele havia levado minhas calças


Téo - Ah


Detetive - Mas isso não é caso pra falarmos agora, bom, você irá me ajudar a desvendar de fato quem foi o causador do acidente. Primeiro, vou lá no lugar responsável por cuidar dos barcos, soube que ele tem três barcos que ficam lá.


Téo - Você vai hoje?


Detetive - Hoje? Hoje não. Só amanhã, já está tarde


Téo - Mas são duas da tarde


Detetive - E não estamos de tarde?




Abertura/Voltamos a apresentar




Cena 02 (Supermercado em construção de Fabricio/Tarde) - Jardel no telefone e Luana aparece


Jardel - Sim eu sei, claro que sei eu te procuro mais tarde. Tá bom, tá bom amor, até mais…


Luana - Ei Ei Ei mas o quê e isso, com quem você está falando.


Jardel - Eu? Eu não


Luana - Sim, e eu sou a Marina Ruy Barbosa. Você acha que engana quem em? Diz logo,com quem você estava falando.


Jardel - Com ninguém amor, é que ..


(Luana tira a sandália e ameaça Jardel)


Luana - Com quem o que? Ein!?


Jardel - Tá bom, tá bom. Eu liguei pra minha mãe.


Luana - Sua mãe?


Jardel - É, minha mãe..alguém problema?


Luana - Sim, quem chama mãe de amor hoje em dia?


Jardel - Todo mundo?


Luana - Eu mesmo não. Que cafonice. Bom, mas se eu souber que você está me traindo! Eu te mato na bala ouviu


Jardel - Que isso, que isso… te juro pelo meu pai


Luana - Mas você nem tem pai


Jardel - Essa doeu… bom, mudando de assunto, você viu essa do detetive.


Luana - Vi… o cara só não é mais burro por falta de espaço, o delegado deve estar só de brincadeira com nossa cara, mandar um jumento desvendar o caso. Jumento por jumento sou mais você, que descubra esse caso.


Jardel - O que será que ela quis dizer? Bom, não importa. Sabe o que vou fazer?


Luana - O que?


Jardel - Vou me aliar a esse detetive, vou ajudar a ele nessa investigação


Luana - Como


Jardel - Me aliando a ele, ora. Vou provar, que esse Téo é quem está envolvido nesse acidente e que ele é o verdadeiro causador da quase morte do seu pai..




Cena 03 (Casa de Téo/Noite)


Fabrício - Bom, você só trabalha como pescador?


Téo - É, praticamente… na verdade, eu nem sempre fui pescador.


Fabricio - Que legal, o que você fazia antes de ser pescador.


Téo - Olha, pode não parecer, mas eu também fiz faculdade. Fiz contabilidade


Fabrício - Contabilidade?


Téo - Sim, pena que trabalhei pouco na área. Eu trabalhei em um mercadinho, por 2 anos. Pena que, o dono já era idoso, faleceu né, e os filhos não queriam mais o negócio. Aí, todos foram despedidos.


Fabrício - Complicado né. Porém, você gostaria de voltar a trabalhar nessa área?


Téo - Bom, é melhor do que ser pescador né (risada)


Fabrício - Pois voltará! Quer trabalhar na contabilidade do meu Mercado?


-Teo se engasga com água.


Téo - Oi?


Fabrício - É, trabalhar na contabilidade do meu Supermercado?




Estamos apresentando/Voltamos a apresentar




Cena 04 (Apartamento do Detetive/Noite) batidas na porta




Detetive - Estou indo.


Jardel - Boa noite.


Detetive - Quem é você?


Jardel- Como não se lembra de mim? Sou aquele rapaz que estava na casa de Fabrício


Detetive - Quem é Fabrício?


Jardel - Como assim? Gente, você é algum abilolado?


Detetive - Abilo ou que?


Jardel - Lado


Detetive - Puxa!


Jardel - Olha, sem mais demoras, vamos ao ponto.


Detetive - Vamos, quem paga o jantar? Estou morrendo de fome


Jardel - Que jantar? Vamos conversar aqui mesmo


Detetive - Querido. Você vem na minha casa as 19h da noite falar de trabalho comigo e não me serve nem um jantar? Então por favor se ponha pra fora de minha casa..


Jardel - Não, olha, eu te levo pra jantar.


Detetive - Ótimo!




Cena 05 (Restaurante/Noite)


Jardel - Tá bom, vamos começar


Detetive - Começar o que?


Jardel - A Falar, do caso do acidente.


Detetive - Que acidente?


Jardel - Olha, já chega! Vou desembuchar logo de uma vez! Tenho quase certeza que o Téo está envolvido no acidente do Fabrício e eu posso provar!




Encerramento ao som de Sei Lá, Tom Jobim

Postagem em destaque

Teia de Sedução - Capítulo 32 (Última Semana)