01/07/2025

Entre a Cruz e a Espada - Capitulo 5 (01/07/2025)

 

ENTRE A CRUZ E A ESPADA - CAPÍTULO 5


 


CENA 01 - (QUARTO DO HOTEL/INT./MANHÃ)

Após se encontrar com André, Felipe volta pro hotel onde está hospedado com Giovanna.

GIOVANNA: Demorou hein?

FELIPE: Tava com o André naquele barzinho aqui perto.

GIOVANNA: E o que ele queria?

FELIPE: Aquele assunto chato de sempre... Mas no meio de toda essa chatice, ele me disse algo que pode ser bom pra gente? 

GIOVANNA: O que?

FELIPE: A gente marcou no sábado de se encontrar, você vai comigo e ele com a mulher dele. No mesmo lugar onde a gente tava agora.

GIOVANNA: Sim, e ai? 

FELIPE: E ai meu amor que ela é cheia da grana. Você pensa que o André é bobo, mas ele tá noivo de uma das maiores herdeiras da cidade, se duvidar do país! 

GIOVANNA (risos): Humm, então você tá pensando no que? Em virar o melhor amigo do casal? Ou melhor: Nós virarmos o casal de apoio pra eles dois?

Felipe sorri e abaixa a cabeça.

FELIPE: É, quem sabe você não vira comadre da mulherzinha dele. Você pode até descolar uns serviços, tipo o buffet do casamento deles. 

GIOVANNA (deitando no sofá com os braços abertos): Ah me poupe, Felipe. 

Felipe vai até a cozinha. 

GIOVANNA: Ela tem dinheiro?

FELIPE (abrindo a geladeira): Tô com uma fome. (T) Ué, meu amor, você não pediu aquele queijo que a gente gosta? 


GIOVANNA: Ah, eu esqueci de dizer.

FELIPE: Dizer o que?

GIOVANNA: A grana tá acabando, eu fiz aqui as contas e nesse ritmo que a gente tá levando, não vai durar muito tempo. A gente ainda tem a diária do hotel pra pagar. 

FELIPE (suspirando): Que merda 


FELIPE (suspirando): Eu vou dar um jeito. 

GIOVANNA: Você não roubar nenhum carro ou assaltar nada, né, Felipe? 

FELIPE (com a voz  cansada): Não sei, tô pensando. 

GIOVANNA: É meu amorzinho, mas então arrume logo um idiota pra você passar a perna, se não a gente vai ter que voltar pra aquele muquifo. 

Corte seco.


CENA 02 - (CASA DE SHOW/INT./NOITE):

Chegou o dia do teste de Camilla, a garota está se arrumando no camarim. Quando é surpreendida pela notícia da dona do local.

CAMILLA: Algum problema, dona Ivone?

IVONE (bem antipática): Seguinte, Camilla. Uma de nossas dançarinas torceu o pé e não vai poder se apresentar, e você vai ocupar o lugar dela.

CAMILLA: O que? Mas como assim? E o meu teste?

IVONE: Esse é o seu teste, querida. Se você for bem, seu nome estará lista.

CAMILLA: Dona Ivone eu não ensaiei pra isso, imagina eu do lado da Claudia Raia com outras dançarinas experientes?

IVONE: Camilla, eu não tenho tenho tempo, ou você faz isso, ou nem precisa aparecer amanhã.


Corta para:

O palco está pronto para o show, um grande público está esperando o mais aguardado musical com a apresentação especial da Claudia Raia. As cortinas se abrem, as luzes vão se ascendendo, dando início ao brilho da estrela da noite cantando o musical "Cabaret". Camilla está ao fundo, ao lado de outras dançarinas, a jovem começa no ritmo, acompanhando os passos das outras, mas ao longo da música... o nervosismo vai tomando e ela acaba se perdendo nos passos, e tropeçando nas colegas ao lado, fazendo todas elas caírem uma cima da outra, as pilastras do lado também caem, e o grande show se transforma num grande circo. A noite que deveria ser de brilho, nada mais virou uma grande trapalhada. E marcando na vida de Camilla. 


ABERTURA



CENA 03 - (MANSÃO DOS VENTURINI/INT./NOITE):

Joyce vai andando até a copa da casa. E Isabelle vai atrás dela.

ISABELLE: Joyce!

JOYCE: Mas será possível que eu não vou ter paz nunca! 

ISABELLE: Vai continuar me tratando como se eu fosse a pior da mulheres na face da Terra, Joyce?

JOYCE: É o que você merece.

ISABELLE: Minha irmã, seja minha aliada. Eu vim aqui foi pra ajudar você. Vamos por uma pedra em cima deste assunto. 

JOYCE (respirando fundo): Tá certo, Isabelle. Eu não estou nem um pouco afim de ficar nessa guerra com você. 

ISABELLE: Você não imagina o quanto isso me deixa muito feliz. 

JOYCE: Mas não vai se acostumando não.

O movimento quieto acaba no mesmo momento, quando Simone e André vão até a mansão. 

SIMONE: Mas que silêncio é esse? Cadê todo mundo?

OTÁVIO (descendo as escadas): Filha! Chegou cedo em casa! E como vai, André?

ANDRÉ: Muito bem, Dr. Otávio.

OTÁVIO: Ótimo! Gosto assim. 

Joyce e Isabelle caminham até a sala.

OTÁVIO: Olha só! Será que finalmente as duas damas se acertaram.

JOYCE: Claro, meu bem. Vamos esquecer esse episódio lamentável de hoje mais cedo! 

JOYCE (meiga): André! Como vai, meu querido?

ANDRÉ: Muito bem, Dona Joyce, nós temos uma novidade pra contar.

SIMONE: Eu conto ou você conta?
t
ANDRÉ (brincando): A família é sua, conta você!

ISABELLE: Mas, contar o que?

JOYCE:  Pois é, fiquei curiosa pra saber qual a novidade. 

SIMONE: Mãe, pai, tia Isabelle, nos queremos anunciar que vamos nos casar!

As expressões de alegria de Joyce mudam drasticamente, como se o mundo tivesse acabado naquele momento, enquanto todos ao redor ficam felizes com a notícia.

ISABELLE: Minha gente, isso é motivo de comemoração! Viva aos noivos!

OTÁVIO: Parabéns minha filha, eu vou processar a notícia ainda. 

ANDRÉ (percebendo o comportamento de Joyce): Tá tudo bem, Dona Joyce.

SIMONE: Mãe, a senhora não ficou feliz?

JOYCE (disfarçando): Mas é claro, filha. Eu só fiquei um pouco tonta com essa notícia. Mas, tem todo meu apoio. Se vocês não se importam, eu vou me recolher, hoje foi um dia muito intenso pra mim.

ANDRÉ: Acho que não foi o momento certo de anunciar isso.

OTÁVIO: Que nada, a Joyce demora a entender essas coisas mesmo, não se preocupem. Bom, eu vou abrir o melhor vinho pra comemorar essa nova etapa na vida de vocês!

Isabelle vai atrás da irmã, pra saber o porque da notícia a abalar tanto.

ISABELLE (entrando no quarto): Joyce, mas o que foi isso? 

JOYCE (nitidamente abatida): Mas como é que você entra assim no meu quarto? 

ISABELLE: Ora, como? Eu sou sua irmã, minha filha. Você saiu da mesa, nos deixou lá em baixo, ninguém entendeu nada. 


JOYCE (fechando os olhos e pondo a mão na testa): Não é nada, Isabelle, me deixe em paz!

ISABELLE: Hum, já entendi tudo. 

JOYCE: Tudo o que? 

ISABELLE: Você ficou abatida pelo fato da sua filha se casar com o André... Que é um pé rapado. Ah, Joyce...

JOYCE: Você não vai entender, sai logo daqui.

ISABELLE: Entendo sim, é porque o menino é pobre. Tá certo que ele duro, mas tem uma boa índole, e os dois são tão bonitinhos juntos.

JOYCE (saturada): Não é nada disso! Ah, Isabelle me deixe descansar.

ISABELLE: O que é então? Me conta, pelo amor de Deus, eu não vou conseguir dormir sabendo que você está infeliz por uma situação que você deveria estar alegre como todos lá em baixo. Eu não vou sair daqui enquanto você não abrir o jogo.

JOYCE (olhando no fundo dos olhos): Você quer saber mesmo? 

ISABELLE: Claro! Me diz logo.

JOYCE: Ai Isabelle, você me acharia louca, abriria essa boca pra Deus e o mundo.

ISABELLE: Você sabe que não sou assim, prometo pela alma do meu falecido marido, não que isso tenha algum valor, mas você sabe que eu não sou mulher de fofoca.

JOYCE: Eu tenho uma afeição a esse garoto. 

ISABELLE: Sim, e?

JOYCE: Eu sinto por ele... Algo que eu nunca senti pelo Otávio. 

*instrumental de impacto.

ISABELLE (impressionada e assustada): Joyce? Não é... Não é o que-

JOYCE (cortando): Exatamente isso. 


CONGELAMENTO EM ISABELLE.

A novela encerra seu quarto capítulo ao som de "Que Pais é Este?" - (tema de abertura).

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