25/01/2025

A Culpa dos Anjos – Capítulo 3 (25/01/2025)

 

novela de
 João Daniel

Caros leitor, antes do início de sua leitura, venho humildemente aqui pedir desculpas por não ter postado a novela nos dias 22, 23 e 24/01. Infelizmente não tive tempo hábil na minha rotina, além de alguns contratempos que impossibilitaram a postagem desse capítulo no dia correto. Mais uma vez, desculpas, e prometo que vou avisar quando não sair capítulo da novela. Um beijo e boa leitura!!!

 CAPÍTULO 3:

No capítulo anterior...

O capítulo mostra José sendo pressionado por Dr. Luiz a executar um plano contra sua vontade, enquanto Clara tenta lidar com o pressentimento sombrio de sua mãe, Helena. Apesar disso, Clara e André passam um dia mágico juntos em um piquenique, fortalecendo seu amor. Ao se preparar para a festa de Marcela, Clara é cercada de carinho por sua família, especialmente por Janete, sua empregada e confidente. Contudo, ao sair de casa para encontrar André, Helena sente um forte presságio de perigo envolvendo a filha, intensificando seu desespero e medo de perdê-la.

Fique agora com o capítulo de hoje...

Helena está chorando intensamente e gritando na mesma intensidade, Janete escuta e vai acudir a patroa.

— Ai meu Deus, patroa, o que que aconteceu com a senhora?! — diz Janete, desesperada.

— A... A Clara... — balbucia Helena.

— O que tem a Clarinha, patroa?

— A minha filhinha, Janete, a minha menininha de ouro... — começa a chorar, não aguentando a sensação que está sentindo — Ela não pode morrer. Ela não!

— Oh, dona Helena, fala assim não que a senhora corta meu coração. Essa sensação que a senhora tá sentindo é mais comum do que a senhora imagina. Tem uma amiga minha que sentia a mesma coisa pela filha... — cai em si — Só que a fila dela... morreu.

Helena começa a chorar ainda mais, agora acompanhada por Janete. As duas estão sem chão, completamente atordoadas. Não conseguem sequer pensar em outra coisa.

Na festa, Clara sai do carro acompanhada de André. Assim que chega, se torna o centro da atenções da festa. Ela não gosta muito disso pois se sente muito invadida, sem a liberdade de ser ela mesma. Ela cumprimenta a todos, e André também.

— Vou parar para conversar com meus parceiros aqui, viu, amor? — pergunta André.

— Tudo bem, meu bem. Se divirta, vou conversar com as meninas, tenho algumas atualizações. — ri Clara.

Clara chega e reúne as garotas, são suas amigas de infância, são elas: Marcela,  Judite, Inês e Violeta. Ela conta às amigas as novidades dela, da cidade e de todo o resto. Mas reserva um tempinho especial para dizer sobre o ocorrido no mesmo dia.

— Mas aqui, amigas, vamos deixar de enrolação e vamos ao que interessa: o que rolou hoje. — diz Clara, em um tom de suspense leve.

— Conta, amiga. Entre a gente não tem segredos, você sabe. — incentiva Marcela.

— Então, hoje eu tive a minha primeira vez! Foi muito bom, meninas, muito mesmo. Acho que tô amando o André mais ainda depois disso.

— Que fofo, minha gente. Mas aqui, amiga, dói? — indaga Inês, ainda virgem.

— Olha, não vou dizer que não, porque dói sim — diz rindo —, mas é tão bom que eu nem acredito que aconteceu, viu. Estou andando nas nuvens.

— Ai, amiga, diga por você que teve uma boa primeira vez. Eu mesma não tive. Pensa num cara que não sabia fazer nada direito, até hoje eu lamento ter me entregado para aquele chorume de gente. — desabafa Violeta, suspirando de decepção.

— Ah, gente, minha primeira vez foi até razoável, vai. O gatinho até sabia fazer, pena que era tão pequeno que eu tinha que fingir que sentia algo. Me senti péssima depois, mas caí em mim e percebi que a culpa não é minha se ele tinha uma desvantagem lá nos países baixos. — diz Judite, quase rindo.

— Mas e você, Marcela? Não vai nos contar sobre suas aventuras? — pergunta Clara.

— Não contei pra vocês, mas hoje mesmo eu terei minha primeira vez com um carinha aí que arranjei, apresento-o mais tarde pra vocês. Torçam pra que dê tudo certo! — pede Marcela.

As amigas gritam quase que em uníssono. Estão felizes por Marcela finalmente saborear dos prazeres da vida, que, afinal, são muito bons. André chega e diz: 

— Perdão interromper a conversa das moças, mas poderia tirar a mulher mais incrível do mundo para dançar? — pergunta ele pegando a mão de Clara.

— Claro, querido, cuidado com nossa amiga, hein? — diz Violeta em tom de aviso, mas não sério.

— Tá bom. Vou tratá-la como uma rainha. Prometo. — André faz um gesto de promessa e as meninas entendem.

Está tocando “Como é Grande o Meu Amor Por Você”, de Roberto Carlos, e os casais estão todos na pista de dança. Clara e André dançam coladinhos, se beijando várias vezes. Os dois estão tão felizes que nada poderia acabar com essa felicidade.

Após algumas músicas românticas, começam a tocar hits do disco. “Dancin’ Days”, do grupo As Frenéticas, foi a primeira a tocar, pois estava passando a novela de nome homônimo na época. Fazia um estrondoso sucesso na época. Em Santa Esperança não haviam tantos televisores na época, mas nos que lá haviam as pessoas se juntavam pra assistir. André e Clara se tornam os principais da pista. Dançam como se não houvesse amanhã. 

Após isso, os dois se retiram da concentração de público para ficarem um pouco sozinhos. O local era basicamente ao lado do rio que tinha no fundo da casa de Marcela. O que eles não esperavam é que estavam sendo observados de longe por José. Trocaram uns beijos, deram uns amassos, coisas de casal jovem.

Sem ninguém perceber, José entra na propriedade da família de Marcela. O que ele também não sabe é que tem alguém o observando também. José vai se aproximando cada vez mais do casal, e eles ainda ali, no seu momento de intimidade. O capanga de Luiz tira um facão da cintura, e vai chegando mais perto ainda dos dois. De repente, José grita, fincando o facão no chão e assustando o casal que está em completo choque.

— Mas que desgraça está havendo aqui? — diz André, muito assustado.

— Ora, ora, seu André. Quer dizer que não sabe mesmo o que significa meu facão fincado aqui? Eu vim acabar com tudo pra vocês, chegaram ao fim da linha, queridos.

— José, por favor, não faça nada com a gente. O que fizemos para merecer isso? Tenho certeza de que é coisa do Dr. Luiz. É, não é? — pergunta Clara, tentando contornar a situação.

— Olha aqui, Clarinha, não é da sua conta se eu fui mandado ou se estou aqui por vontade própria. O problema é que eu sempre fui apaixonado por você, mas você sempre me desprezou. Sempre me jogava de escanteio, até ser grossa comigo você já foi. Mas agora resolvi tomar uma decisão, se você não vai ser minha, não vai ser de mais ninguém. Sinto muito ter que fazer isso com você, mas infelizmente você me obrigou a ser um mocinho mau. — diz ele retirando o facão da terra e erguendo-o.

— Você não tem o direito de falar assim com a minha Clara. Quem você pensa que é, seu desgraçado, filho de uma puta? — André diz já partindo pro confronto corporal.

— Quer brigar, idiota, quer? Então vem. — Aponta o facão em direção ao corajoso jovem.

André entra em uma disputa com José para desestabilizá-lo e tirar do seu poder o facão. Quando está quase conseguindo, o facão se solta da mão de José e acaba ferindo Clara no peito, que grita com dor.

Fraca por conta do impacto, Clara dá alguns passos para trás, já começando a cambalear. Sem sentir mais que está andando, dá mais cinco passos em direção à encosta do rio, que possui uma leve altitude. Como uma leve pena, porém ainda com o facão fincado no peito, ela cai, rolando a encosta, já quase sem vida. Na mente da jovem, surgem imagens de toda a sua vida, momentos bons, momentos ruins, sua família, o amor da sua vida, as memoráveis conversas com as amigas e as discussões acaloradas no bar, que serviram para moldar quem Clara era até aquele momento. Junto ao último triste suspiro de Clara, veio o imbatível choque de sua cabeça contra uma pedra, já no rio. E ali se vai uma vida, que poderia ter sido ainda melhor se não fosse interrompida.

André, ao escutar o grito e ver Clara caindo, corre desesperadamente ao encontro da jovem, que está morta.

— CLARA!!!! — grita André, completamente desesperado e descendo o barranco.

Do outro lado da cidade pôde escutar-se o doloroso grito de Helena.

— NÃO, MEU DEUS, NÃO! CLARA!!! MINHA FILHA!

A imagem vai perdendo a cor aos poucos. Um anjo esvoaçante passa pela tela e após a sua passagem, tudo se escurece.

TRILHA SONORA DISPONÍVEL!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Teia de Sedução - Capítulo 32 (Última Semana)