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31/01/2025

O Que Os Olhos Não Vêem - Capítulo 15(31/01/2025)(Último Capítulo)

 O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - ÚLTIMO CAPÍTULO 


O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 15(ÚLTIMO CAPÍTULO)

CENA 01: CATIVEIRO / INT. / MANHà


É de manhãzinha, e Vitória e Cida já estão acordadas. Vitória tenta desamarrar a corda, até que ela consegue.


VITÓRIA: Eu consegui, Cida! Eu consegui desamarrar a corda!


CIDA: Ótimo! E agora? A gente vai fugir?


VITÓRIA: Não, deixa a Cristina acreditar que estamos presas ainda, eu vou deixar bem mal amarrada, para quando ela tentar fazer algo, a gente conseguir se livrar.


CIDA: Você é uma gênia, Vitória, você também vai me desamarrar? 


VITÓRIA: Vou sim.


Vitória desamarra a corda de Cida, deixa bem solta. Quando ela volta para a sua posição, os homens entram no quarto.


HOMEM 01: Bora, levantem daí. Venham


Cida e Vitória se levantam da cama onde estavam. A cena corta para os homens levando ela para o penhasco, onde Cristina estava a esperando.


CRISTINA: Finalmente chegaram, né. Achei que já tinham morrido.(Para o homem 01) Coloque elas aqui, do meu lado.


O homem 01 coloca Cida de um lado e Vitória do outro.


CRISTINA: Finalmente eu vou poder dizer que eu posso para você. Você é uma desgraçada! Você fez eu perder a chance de controlar o empório! Eu te odeio Vitória! Te odeio. Agora chegou a sua hora de morrer! Você duas, na verdade!


Cristina está prestes a empurrar elas do penhasco, até que Vitória e Cida trocam olhares, e elas conseguem desamarrar as cordas rapidamente. Vitória empurra Cristina, fazendo ela cair no chão. Elas tentam correr, porém os homens seguram ela. Cristina se levantam.


CRISTINA: Vocês acharam mesmo que iriam me enganar? Pois estão erradas, meu amor.


VITÓRIA:(sorrindo) Pois é você que está errada, irmãzinha.


Neste momento, Ísis e Edivaldo saem do carro, que estava bem atrás deles. Ísis vai até Cristina e tenta a empurrar para ela cair no chão, porém Cristina empurra ela novamente, fazendo ela ficar prestes a cair do penhasco. Cristina se aproxima dela, prestes a falar algo, até que Isis consegue sair dali e Edivaldo empurra ela, fazendo ela cair do penhasco.


VITÓRIA:(gritando, chorando) NÃOOOOO! MINHA IRMÃ!


Os homens largam ela e saem correndo. Vitória vai até a beira do penhasco e se ajoelha.


VITÓRIA:(Chorando) Não! Minha irmã não pode morrer assim, não!


Ísis e Cida se aproximam dela.


ÍSIS: Calma, Vitória. Levanta daí, vamos para casa, você bebe uma água e se acalma.


VITÓRIA:(ainda chorando) Não Ísis, não… Minha irmã morreu, sem eu nem me despedir dela, sem fazer as pazes com ela…


CIDA: Me escuta, Vitória. Levanta daí, nós vamos para casa, você vai ficar mais calma.


Ainda chorando, Vitória se levanta e entra no carro. Acontece uma passagem de tempo de 5 anos, e agora estamos no casamento de Daniela e Felipe.


CENA 03: IGREJA / INT. / TARDE


A igreja está lindamente decorada com flores brancas e douradas. Os bancos estão cheios de familiares e amigos, todos com sorrisos emocionados. Felipe está na frente do altar, em sua cadeira de rodas, vestindo um elegante terno preto. Ao lado dele, está o padrinho, visivelmente emocionado. O som do órgão preenche a igreja. Todos se levantam enquanto Daniela entra pela porta principal, vestida com um deslumbrante vestido de noiva branco, com delicados detalhes em renda. Ela segura um buquê de rosas brancas e caminha pelo corredor com o pai ao seu lado.


CÂMERA FOCADA EM FELIPE

Ele sorri largamente, com os olhos brilhando de emoção ao ver Daniela se aproximando.


Daniela chega ao altar. Seu pai entrega sua mão a Felipe com um gesto de aprovação e sussurra algo.


PAI DE DANIELA (baixinho): Cuide bem dela.


Felipe sorri, emocionado. Daniela se posiciona ao lado dele, e ambos trocam um olhar cheio de amor.


PADRE: Estamos aqui reunidos para celebrar a união de Felipe Furtado e Daniela Santana, duas almas que superaram todas as adversidades para estar juntas. Este momento é um testemunho de amor, resiliência e esperança.


PADRE: Felipe, deseja dizer seus votos?


Felipe pega um pequeno papel, mas logo o guarda e decide falar de improviso.


FELIPE: Daniela, você não é apenas a mulher que amo, mas também a razão pela qual acredito em um futuro melhor. Nos momentos mais difíceis, foi o seu amor que me salvou. Prometo estar ao seu lado em cada alegria e desafio, até o fim dos meus dias.


Daniela limpa uma lágrima enquanto sorri.


PADRE: Daniela, agora seus votos.


Ela segura a mão de Felipe e fala com a voz embargada.


DANIELA: Felipe, você me ensinou o verdadeiro significado de força e amor. Mesmo quando tudo parecia perdido, você nunca desistiu de nós. Prometo te amar, te respeitar e te apoiar e principalmente cuidar de você hoje e sempre.


PADRE: Se alguém aqui tem algo contra esta união, que fale agora ou cale-se para sempre.


O silêncio domina a igreja.


PADRE: Felipe Furtado, aceita Daniela Santana como sua legítima esposa?


FELIPE: Aceito.


PADRE:Daniela Santana, aceita Felipe Furtado como seu legítimo esposo?


DANIELA: Aceito.


PADRE: Pelo poder a mim concedido, declaro-os marido e mulher! Pode beijar a noiva.


Felipe ergue levemente sua cadeira e Daniela se inclina, dando um beijo apaixonado. Os convidados aplaudem, e pétalas de rosa são lançadas sobre o casal.


CENA 04: MANSÃO DE VITÓRIA / MÉXICO / INT. / TARDE


Agora estamos no México, na nova mansão de Vitória. Vitória está bebendo um drink, até que Cida chega ao lado dela e dá um beijo nela.


VITÓRIA: Ah meu amor, você estava aqui o tempo todo?


CIDA: Não, eu cheguei aqui agorinha.


VITÓRIA: Senta aqui, olha essa paisagem maravilhosa, só respire e admire.


Cida se senta ao lado dela e dá um beijo nela. Ísis e Clarice observam na porta da varanda, com um sorriso no rosto. A câmera se afasta, mostrando a paisagem, até que a palavra “FIM” surge na tela, depois, ela se transforma em “CONTINUA” e assim ela escurece. Até que é ouvido três tiros e gritos.








30/01/2025

O Que Os Olhos Não Vêem - Capitulo 14(30/01/2025)(Penúltimo Capitulo)

 O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 14(PENÚLTIMO CAPÍTULO)


O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 14(PENÚLTIMO CAPÍTULO)


CENA 01: SEX ROOMS / INT. / MADRUGADA


CHAVIERA: Clarice? O que você está fazendo aqui? Se for para fazer algo comigo, já pode sair agora! 


CLARICE:(se aproximando) Não, eu não vou fazer nada com você não. Eu só tenho uma coisa para você: fique longe da minha filha!


Neste momento, Vitória entra no quarto.


VITÓRIA:(para Chaviera) Mil perdões viu.(Para Clarice) Vamos, pelo amor de Deus dona Clarice.


CLARICE: Não Vitória. Espere. Eu tenho que acertar as contas com ela.


CHAVIERA: Ah Clarice! Pelo o amor de Deus, aceita que o Edivaldo te traiu, e nada vai mudar isso!


📸 FLASHBACK 📸 


Estamos no Sex Rooms. Pelo cenário é visto que o ambiente se passa numa época um pouco mais antiga que a de atualmente, mas não perdendo a forma original do Sex Rooms. Mostramos Clarice(Julia Davalos) mas nova entrando no Sex Rooms, ela observa tudo. Até que ela sobe as escadas e entra num quarto, onde estão Chaviera(Isabella Santoni) e Edivaldo(Jesuíta Barbosa) deitados na cama, quando Clarice entra, eles se assustam. Clarice observa eles com lágrimas nos olhos, assim, ela sai correndo, chorando. Ela pega um ônibus que estava passando, ela se senta e apoia a cabeça contra o vidro do ônibus, chorando.


CLARICE:(chorando, falando com si mesma) Como você pôde fazer isso comigo, Edivaldo? Mas quando você chegar em casa, você vai ter que me explicar isso direitinho…


📸FIM DO FLASHBACK 📸 


CLARICE:(com lágrimas nos olhos) O Edivaldo me traiu mesmo, e isso não vai mudar nunca. Mas sabe o que eu posso fazer atualmente? Ter um acerto de contas com você. Porquê você fez isso, Chaviera? Você sabia que ele era casado, com uma filha pequena!


CHAVIERA: Ele que veio até mim! Eu não queria ter nada com ele, mas ele quis.


📸 FLASHBACK 📸


Agora estamos um numa balada, onde Chaviera está dançando, até que Edvaldo chega até ela, bêbado.


EDIVALDO:(visivelmente bêbedo) Nossa, qual é o nome dessa formosura que estava bem na frente?


CHAVIERA: Essa formosura aqui é se chama Chaviera meu amor.


EDIVALDO: Ah, então, já que seu nome é Chaviera você tem a chave pro meu coração, né?


Chaviera dá risada. Enquanto Edivaldo se aproxima dela e ele dá um beijo nela. No próximo take, já estamos no banheiro da balada, onde eles estão se beijando.


CHAVIERA:(se afastando dele) Não, a gente não pode fazer isso. Você é casado… Se ela descobrir ela te mata.


EDIVALDO:(se aproximando novamente) Ela nunca vai descobrir, só confia em mim. Ela é uma idiota


CHAVIERA: Então tá…


Eles continuam a se beijar, enquanto o som da balada continua ao fundo.


📸 FIM DO FLASHBACK 📸


CLARICE: Do mesmo jeito! Você sabia que ele era casado. Você deveria ter terminado qualquer tipo de relação sexual ali mesmo!


CHAVIERA: Você não estava na hora! Já disse, ele insistiu!


CLARICE: Ele pode ter insistido na hora, mas depois era para você ter acabado com ele!


CHAVIERA: E eu acabei! Eu tenho certeza que agora mesmo ele está na sua cama! Já está satisfeita, Clarice?


Clarice fica calada


CHAVIERA: Pelo visto não tem mais palavras, não é mesmo? Então sai daqui 


Chaviera aponta para a porta. Clarice sai da sala rapidamente. Vitória fica poucos segundos na porta e logo após fecha. A cena corta para as escadas, onde Clarice e Ísis estão.


CLARICE: Vamos agora para casa, Ísis. Em casa nós vamos ter uma longa conversa!


ÍSIS: Mas mãe, eu não posso ir! Eu já sou de maior!


CLARICE: Quem foi que ficou com você nove meses na barriga? Eu, né? Então eu mando em você. Passa!


Ísis desce as escadas rapidamente e sai do Sex Rooms, Clarice vai segue ela, logo após Vitória também sai. Chaviera desce as escadas após elas saírem.


CHAVIERA: Bora gente! Só por causa de um negócinho não quer dizer que a noite parou não. Continuem, agora!


As meninas voltam a dançar, e a música começa a tocar logo após.


CENA 02: CARRO DE CIDA / INT. / MADRUGADA.


Vitória entra no carro, onde Cida estava a esperando.


CIDA: Ué, cadê as duas? Elas não vem?


VITÓRIA: Clarice vai voltar com o carro de Ísis com ela. Mas enfim, como foi que você sobreviveu? Já estava pronta para denunciar ela.


CIDA: Ah, é uma longa história…


📸 FLASHBACK 📸 


O corpo de Cida está num beco, ela está desacordada, até que um homem a vê.


HOMEM: Meu Deus do céu! Como alguém teria a crueldade de fazer isso?


O homem pega o celular e liga para a ambulância. No próximo take, a ambulância já chegou e a Cida está sendo colocada na manca. Na próxima cena, Cida está deitada numa maca de hospital, até que ela acorda. Um médico vai até ela.


CIDA:(confusa, fraca) Onde, onde eu estou?


MÉDICO: Senhora, se acalme-se. A senhora está num hospital. Foi encontrada desacordada em um beco. Como está se sentindo?


Cida tenta se sentar, porém sente dor e coloca a mão no abdômen, onde está baleada.


CIDA: Eu… eu fui baleada…


MÉDICO: Sim, encontramos uma perfuração por uma arma de fogo. A bala foi removida, mas a senhora perdeu muito sangue. Precisa descansar.


Cida fecha os olhos por um momento, tentando juntar as lembranças, até que alto vem à tona. Ela abre os olhos, alarmada.


CIDA (com raiva) Foi a Cristina… foi ela! Ela tentou me matar!


O médico franze o cenho, surpreso com a revelação.


MÉDICO: Cristina? Quem é essa? Desculpe se estou me intrometendo demais.


CIDA: Não se preocupe doutor… A Cristina era irmã gêmea da minha chefe, só que ela tentou matar ela e fingiu que era a irmã dela. Só que a irmã dela, a Vitória, estava viva e me contou tudo, e eu fui ameaçar ela. E aconteceu o que aconteceu né…


MÉDICO: Entendo. Vou chamar a polícia. Eles precisam ouvir o que vocês tem a dizer.


CIDA:(interrompendo) Não, não doutor. Eu quero está completamente curada para eu olhar nos olhos dela.


MÉDICO: Então está certo. É uma escolha da senhora. 


Pela expressão de Cida é visível que ela está planejando fazer algo.


📸 FIM DO FLASHBACK 📸


Quando Cida termina de falar, são ouvidos vários tiros, assim Cida e Vitória se abaixam. De repente é visto um homem batendo na janela do carro com uma arma.


HOMEM: Abaixe as janelas agora! Antes que eu faça algo pior com vocês!


Cida abaixa a janela, visivelmente com medo.


CIDA:(com medo, colocando as mãos para cima) O que você vai fazer com a gente?


HOMEM: Sai do carro! As duas!


Cida e Vitória saem do carro, assim o homem entra no banco do motorista. De repente, outro homem armado chega.


HOMEM 02: Entrem no carro! Agora!


 Cida e Vitória entram no carro, logo após elas entrarem, o homem senta no lado delas. De repente, Cristina senta no banco da frente do carro. Cristina olha para trás.


CRISTINA: Vocês acharam mesmo que eu não iria fazer algo?(Dá risada) Até você, minha querida irmãzinha não conhece a própria irmã.


VITÓRIA: Solta a gente agora, Cristina! Você não vai ganhar nada fazendo isso!


CRISTINA: Eu? Eu vou ganhar sim, meu amor, e ainda vou sair no lucro. Eu vou matar vocês duas, vou pegar o seu dinheiro, e vou sumir do mapa! Olha que maravilha! Vocês que não vão ganhar nada, não é mesmo? Só irão pro inferno!


VITÓRIA: Para com essa obsessão! Era apenas você pedir para administrar o empório comigo, e eu deixava;


CRISTINA: Eu queria ter o empório inteiro, só para mim! Apenas para mim! 


HOMEM 01: Senhora Cristina, já chegamos.


CRISTINA: Ótimo. Eu disse que aqui seria melhor porque é bem mais rápido.


Cristina sai do carro, quando ao mesmo tempo de Cida e Vitória, que estão com o homem 02 saindo ao mesmo tempo delas para evitar uma fuga. O homem 01 começa a amarrar elas.


CIDA: O que você está fazendo? Solte nós duas! Eu imploro.


O homem fica calado, logo após ele amarrar Vitória, ele leva ela até um penhasco, não muito longe dali. Cristina fica à frente do penhasco, observando.


CRISTINA:(falando com si mesma) Agora sim, tudo vai ficar como devia ser…(dá risada) Mas hoje não, deixa amanhecer, vai ser bem mais legal…


Os homens levam Cida e Vitória até uma casa abandonada perto dali, enquanto Cristina fica parada, olhando a paisagem. É mostrado cenas amanhecendo.


CENA 03: TRIBUNAL / INT. / MANHà


O tribunal está lotado. De um lado, a ré Renata. Do outro, Daniela e Felipe. O juiz entra na sala e todos se levantam.


JUIZ: Podeis sentar. Iniciaremos hoje o julgamento de Renata Almeida, acusada de sequestro, cárcere privado e maus-tratos contra Felipe Mendes.


O promotor se levanta para iniciar a acusação.


PROMOTOR: Excelência, senhores do júri, estamos diante de um caso chocante. Renata Santana movida por inveja e rancor, sequestrou o namorado de sua irmã, Daniela Santana, mantendo-o em cárcere privado por apenas um dia. Durante esse período, Felipe Furtado foi submetido a condições degradantes, sem acesso a cuidados básicos, essenciais para sua condição de cadeirante. Vamos provar que este ato foi planejado e motivado pela obsessão e pela inveja que Renata nutria pela vida de sua irmã.


JUIZ: A defesa deseja se manifestar?


ADVOGADA DE DEFESA:

Sim, Excelência. 


A advogada se levanta, ajustando seus óculos. A defesa argumentará que Renata não agiu por maldade premeditada, mas sim por um estado mental alterado, causado por anos de rejeição e comparação com sua irmã mais velha. Ela precisa de tratamento, não de punição severa.


JUIZ: Muito bem. Chame a primeira testemunha.


Daniela sobe ao banco das testemunhas, visivelmente nervosa.


PROMOTOR: Senhora Daniela, pode nos contar como descobriu o sequestro de Felipe?


DANIELA:

Claro… na verdade, eu estava na hora quando ele foi sequestrado. Nós estávamos saindo do hospital, até que ela chegou e me derrubou, assim levou ele até o carro dela. Eu até achei o prédio onde ela estava, porém não sabia onde era exatamente. A Renata sempre teve inveja de mim, tudo que eu tinha, quando mais nova, ela queria, e sempre sumia com as minhas coisas e dizia que não era ela.


O advogado de defesa se levanta.


ADVOGADA DE DEFESA:

Objeção, Excelência. Isso é especulativo.


JUIZ: Aceito. Testemunha, limite-se aos fatos.


DANIELA: Fato é que, quando entraram na casa dela, encontraram o Felipe em um quarto escuro.


PROMOTOR: Sem mais perguntas.


Felipe sobe ao banco das testemunhas, sua cadeira de rodas sendo empurrada por um oficial de justiça.


PROMOTOR: Senhor Felipe, pode nos contar o que aconteceu durante o sequestro?


FELIPE: Eu e a Daniela estávamos saindo do hospital, até que ela chegou no hospital e derrubou a Daniela, e me levou contra a minha própria vontade. Eu não queria estar lá, mas ela não deixava eu fazer nada.


PROMOTOR: Ela disse por que estava fazendo isso?


FELIPE: Ela gritava coisas como "Ela não te merece!" ou "Você deveria estar comigo!" Eu implorava para ela me soltar, mas ela só ria.


O promotor se vira para o júri, apontando para Renata.


PROMOTOR: Senhores, vejam o impacto desse crime. Um homem indefeso, submetido a tortura psicológica.


A advogada de defesa se levanta.


ADVOGADA DE DEFESA: Senhor Felipe, Renata em algum momento demonstrou arrependimento?


FELIPE:Não... nunca.


ADVOGADA DE DEFESA: Sem mais perguntas.


Renata é chamada para depor. Ela sobe ao banco com uma expressão fria.


JUIZ: Senhora Renata, deseja dizer algo antes do encerramento?


RENATA:Sim.(Ela olha diretamente para Daniela.) Eu só queria o que você sempre teve. Sempre fui a sombra da sua perfeição. Ele deveria ter sido meu!


O murmúrio na sala cresce, e o juiz bate o martelo.


JUIZ: Silêncio na corte!


PROMOTOR: Excelência, a ré acaba de confessar suas intenções. Peço a condenação máxima.


ADVOGADA DE DEFESA: Excelência, peço que considere o histórico psicológico da ré.


O júri retorna após horas de deliberação. O juiz se dirige à sala.


JUIZ: Senhora Renata Santana, o júri a considera culpada pelos crimes de sequestro, cárcere privado e maus-tratos. Condeno-a a 12 anos de reclusão em regime fechado.


Renata é levada por oficiais enquanto encara Daniela com ódio. Daniela segura a mão de Felipe, aliviada.


CONGELAMENTO EM RENATA

29/01/2025

O Que Os Olhos Não Vêem - Capitulo 13(29/01/2025)(Antepenúltimo capitulo)

 O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 13(ANTEPENÚLTIMO CAPÍTULO)

           O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 13(ANTEPENÚLTIMO CAPITULO)

CENA 01: SEX ROOMS / EXT. / NOITE


Cristina está à frente do Sex Rooms, até que um carro chega e ela entra nele.Assim, o carro dá partida.


CENA 02: MANSÃO DE VITÓRIA / INT. / NOITE


O carro para na frente da mansão de Vitória, assim, Cristina sai dele. Cristina dá um dinheiro para o motorista, que dá partida. Cristina observa por alguns segundos a frente da mansão de Vitória, e assim, ela bate na porta. Até que Vitória abre.


VITÓRIA: O que você está fazendo aqui? Independente do que seja, pode sair daqui.


CRISTINA:(se aproxima) Não, daqui eu não saio até a dona Clarice ver isso(ela estende a mão, que está com um gravador)


VITÓRIA: O que é isso, Cristina? Eu não quero nada vindo de suas mãos. Você pode sair agora?


Vitória tenta fechar a porta, porém Cristina empurra a porta, fazendo ela abrir novamente.


CRISTINA: Eu só irei sair daqui quando alguém ver esse gravador!


VITÓRIA: Então me dê isso daqui e vai embora!


Vitória pega o gravador da mão de Cristina, e Cristina vai embora. Depois de fechar a porta, Ela observa por alguns segundos o gravador. Depois de alguns segundos observando o gravador, Vitória decide ouvi-lo. Ela ouve o áudio, ao longo que o áudio do gravador avança, a expressão de Vitória fica cada vez mais assustada com o que ouve. Assim, ela decide parar o gravador. Ela fica alguns segundos parada, com o gravador na mão. Até que ela sobe as escadas rapidamente. No próximo take ela já está no quarto, guardando o gravador uma gaveta. Depois de colocar o gravador dentro da gaveta, ela fecha e depois tranca. Ela senta na cama, ainda tentando absorver o que ouviu.


VITÓRIA: Não é possível… A Ísis, é uma prostituta? Isso só pode ser armação da Cristina, não é possível… Ísis é uma médica, ela me salvou, usou tudo que ela aprendeu para me ajudar… ela nunca seria uma prostituta…


Quando Vitória termina a frase, Clarice entra no quarto.


CLARICE: Como assim a Ísis é uma prostituta, Vitória? Me explique isso imediatamente!


Vitória fica nervosa.


CENA 03: EMPÓRIO MONTERREY / INT. / MADRUGADA


O empório está vazio e escuro, até que alguém entra no empório. A pessoa é visivelmente uma mulher. Ela liga as luzes e vai para a sala de Vitória. Ela vai ao cofre e abre. Porém, aparentemente ela não acha nada. Assim, visivelmente desanimada, ela tira a máscara, assim revelando que é Cida.


CIDA: Não é possível… será que ela ainda está no controle?


Cida coloca máscara e sai da sala, desligando todas as luzes que ela acendeu e fechando as portas, não deixando rastros.


CENA 04: MANSÃO DE VITÓRIA / INT. / MADRUGADA 


VITÓRIA: Calma dona Clarice, eu posso explicar…


CLARICE: Já que você pode explicar, me explique.


VITÓRIA: Eu estava pensando em uma história que eu estava escrevendo. Aí eu decidi fazer uma história baseada na minha vida, aí eu me lembrei que a Cristina disse que a Ísis é uma prostituta, aí eu pensei em voltar, mas eu decidi não colocar.


CLARICE: Não, você falava bem real… Você disse que achava que foi uma armação da Cristina, né? Então tem alguma prova ou ela disse algo para você. Ou vai negar?


VITÓRIA: Tá, tá. Eu vou falar. A Cristina me deu um gravador que a Ísis brigava com uma pessoa por ela contar que ela era uma prostituta, deveria ser uma cafetina, chamada Chaviera. Eu acho que foi a mulher que o Edivaldo ficou quando te abandonou, né?(Pausa) Aí meu Deus, desculpe dona Clarice, eu esqueci. Mil desculpas.


CLARICE: Minha filha está trabalhando para aquela desgraçada da Chaviera? Mas isso não vai ficar assim mesmo!


Clarice sai apressada do quarto, Vitória vai atrás.


VITÓRIA:(descendo as escadas logo atrás de Clarice) Para onde a senhora vai? Vai atrás da Chaviera? Não vale a pena!


CLARICE:(indo até a porta) Eu vou matar a Ísis e aquela desgraçada. Principalmente a Ísis, que me enganou dizendo que era uma médica! 


Quando Clarice abre a porta, ela se esbarra com Cida, que estava prestes a bater na porta. Clarice ignora e segue até o ponto de ônibus.


VITÓRIA: Meu Deus! Isso só pode ser um milagre! Cida? É você mesma? Como você sobreviveu?


CIDA: É uma longa história, Vitória… Mas, e aquela mulher ali, eu acho que é a Clarice, né? Vai deixar ela subir no ônibus?


VITÓRIA: Meu Deus! Não, me espere aqui, Cida!


Vitória vai correndo até o ponto de ônibus, porém bem na hora que ela chega o ônibus sai do ponto bom a Clarice dentro. Vitória volta até a frente de sua casa.


VITÓRIA: Cida, você está com carro?


CIDA: Estou sim, é para seguir o ônibus?


VITÓRIA: Você pode fazer isso?


CIDA: Claro. Venha comigo.


Cida entra em seu carro acompanhada de Vitória, e começa a seguir o ônibus, que já está bem longe. Porém, o ônibus ainda é visível.


CENA 05: SEX ROOMS / INT. / MADRUGADA


O ônibus onde Clarice está para num ponto de ônibus, onde ela desce e vai até o Sex Rooms, que é perto do ponto. Poucos segundos depois, Cida e Vitória chegam. 


VITÓRIA:(saindo do carro) Me espere aqui, Cida. Não irei demorar muito… eu acho.


A cena corta para Clarice entrando no Sex Rooms, ela procura Ísis, até que ela a acha, que está já subindo para os quartos com um homem. Ela chega rapidamente até Ísis antes que ela suba as escadas. Ela dá um tapa na cara dela.


CLARICE:(gritando) Sua vadia! Você me enganou dizendo que era uma médica, mas na verdade você é uma quenga! 


ÍSIS: Calma mãe, olha o escândalo que a senhora está fazendo! Vamos para casa


CLARICE:(ainda gritando) Eu não vou para casa até eu acertar as contas com aquela ordinária da Chaviera!


Clarice sobe as escadas apressada, Ísis tenta seguir ela, porém Vitória chega a tempo e segura ela.


VITÓRIA: Você não vai a lugar nenhum, Ísis! Já basta essa decepção que você deu para sua mãe. Deixa que eu irei controlar ela.



Vitória sobe apressada, enquanto todos observam a situação. A cena corta para Clarice entrando no quarto de Chaviera com agressividade.


CLARICE: Finalmente esse momento chegou, Chaviera. Agora chegou a hora do nosso acerto de contas…


Chaviera se levanta da cama, surpresa com a visita de Clarice.


CONGELAMENTO EM CLARICE

28/01/2025

O Que Os Olhos Não Vêem - Capitulo 12(28/01/2025)(Últimos Capítulos)

 O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 12(ÚLTIMOS CAPÍTULOS)


           O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 12

CENA 01: DELEGACIA / INT. / MANHÃ

O delegado está sentado atrás de sua mesa. Renata, algemada, está em uma cadeira à esquerda. Daniela está à direita, com Felipe ao seu lado, ainda visivelmente abalado. O delegado olha para os papéis em sua frente antes de começar a falar.

DELEGADO: (sério) Muito bem, vamos organizar isso. Quero ouvir cada um de vocês, mas sem interrupções. Vamos começar com a vítima.

FELIPE: (respirando fundo) Hoje de manhã, eu e a Daniela estávamos saindo do hospital,. A Renata apareceu do nada, e derrubou a Daniela e me levou.

DELEGADO: E como você foi levado até o apartamento dela?

FELIPE: Ela me colocou no carro dela e me trouxe aqui. Eu tentei argumentar, mas ela ignorava tudo o que eu dizia. Quando chegamos, ela começou a agir como se eu fosse um prisioneiro.

DELEGADO: Você sofreu algum tipo de violência física?

FELIPE: Graças a Deus não, porém a cada momento eu ficava com medo dela fazer algumas loucura.

DELEGADO: Entendido. (vira-se para Daniela) Agora, você. Por que acredita que sua irmã agiu dessa forma?

DANIELA: (nervosa) A Renata sempre teve inveja da nossa relação amorosa. Ela sempre gostou dele, porém ele sempre teve olhos apenas para mim.

DELEGADO: E como você sabia onde encontrá-los?

DANIELA: Mais ou menos. Eu consegui seguir ela, porém não sabia onde era o apartamento exatamente.

DELEGADO: (anotando) Certo. Agora, Renata, sua vez. O que tem a dizer sobre isso?

RENATA: (tentando parecer calma) Delegado, eu não sequestrei ninguém. Eu levei o Felipe pois a Daniela estava fazendo ele ficar obcecado por ela, o que estava fazendo ele achar que ele amava a Daniela. Mas eu sou o amor da vida dele!

DELEGADO: (frio) Então, você admite que o levou contra a vontade dele?

RENATA: (hesitando) Eu... eu sabia que ele não ia entender no começo, mas era para o bem dele também.

DELEGADO: Para o bem dele? Mantê-lo num apartamento contra a vontade dele e longe da namorada?

RENATA: (defensiva) Eu só precisava de tempo para fazê-los entender!

DELEGADO: (encarando Renata) O que você fez, Renata, é crime. O sequestro não tem justificativa, e qualquer decisão sobre o relacionamento deles cabe apenas aos dois.

DANIELA: (enfática) Você não tinha o direito de interferir, Renata!

FELIPE: (calmamente) Você não tem ideia do que me fez passar.

RENATA: (desesperada) Eu só queria ajudar! Vocês não veem isso?

DELEGADO: (interrompendo) Já ouvi o suficiente. Renata, você será indiciada por sequestro e cárcere privado. Vamos encaminhá-la para os procedimentos necessários.

RENATA: (chorando) Vocês não entendem...

DELEGADO: Entendemos, sim. Agora, policiais, por favor, conduzam a acusada.

Dois policiais entram na sala e levam Renata, que continua protestando. O delegado vira-se para Daniela e Felipe.

DELEGADO: Vocês dois estão livres para ir, mas recomendo que procurem apoio psicológico. Isso foi uma situação traumática para todos.

DANIELA: (segurando a mão de Felipe) Obrigada, delegado.

FELIPE: Só quero que isso acabe.

Daniela e Felipe saem juntos, enquanto o delegado observa, organizando os papéis no processo contra Renata.

anoitece

CENA 02: MANSÃO DE VITÓRIA / INT. / NOITE

Vitória, Ísis e Edivaldo chegam em casa. As luzes estão na apagadas, como se não tivesse ninguém 

VITÓRIA:(fingindo) Ué, será que a dona Clarice saiu? 

ÍSIS: Eu acho que não, você disse que ela estava com um mal estar.

Ísis liga as luzes, e assim se revela algumas setas apontando para as escadas que dão para o segundo andar, onde ficam os quartos.

VITÓRIA: Que estranho… deve ser para subir as escadas

Assim, Vitória, Ísis e Edivaldo sobem as escadas. No segundo andar, já é ouvido uma leve música.

ÍSIS: Você está ouvindo essa música, pai? Está vindo deste quarto…

Ísis abre o quarto, assim, é revelado a cama toda decorada, com balões de corações com uma cesta em cima dela, e uma luz vermelha. De repente, Clarice sai do banheiro, arrumada, sorrindo para Edivaldo, que está surpreso igual a Ísis, enquanto Vitória está sorrindo discretamente. Clarice se aproxima de Edivaldo, sorrindo.

CLARICE: Ah, meu amor… Você não imagina quanto tempo eu esperava por esse momento.

EDIVALDO:(confuso) O que está acontecendo, Clarice? Isso tudo daqui é para mim?

CLARICE: Só seu não. Nosso, Edivaldo. Eu fiz isso daqui para uma noite só nossa, para compensar todas perdidas.

ÍSIS:(sussurrando para Vitória, sem desviar o olhar) Você sabia disso?

VITÓRIA(ainda sorrindo, também sem desviar o olhar) Claro que sim. Não é atoa que eu chamei vocês para sair, né?

ÍSIS: Eu devia desconfiar…

Edivaldo entra no quarto lentamente, enquanto Clarice sorri. Ele se senta na cama, ainda observando os detalhes, e Clarice senta ao lado dele. É visível um clima romântico entre os dois.

VITÓRIA: Bom, eu acho que é melhor deixar vocês dois a sós, né..

Vitória e Ísis se retiram, fechando a porta. Elas descem para o primeiro andar. Vitória pega sua bolsa.

VITÓRIA: Ísis, eu vou até o empório. Tenho que resolver uns negócios. Você vai comigo?

ÍSIS: Ah, vou sim. Não tenho nada para fazer mesmo..

VITÓRIA: Então vamos, né.

Ísis pega sua bolsa que estava em cima do balcão e ela segue Vitória, que já estava saindo da casa.

CENA 03: DELEGACIA / INT. / NOITE 

Renata, ainda algemada, é escoltada por dois policiais pelo corredor da delegacia. Ela está visivelmente nervosa, tentando argumentar.

RENATA: Vocês estão cometendo um erro! Eu não fiz nada de errado! Só estava protegendo a minha irmã e o Felipe!

POLICIAL 01: Renata, você teve a chance de explicar isso no depoimento. Agora, vamos levá-la para a cela.

RENATA: (irritada) Cela? Vocês não entendem! Eu não sou criminosa! Isso é injusto!

POLICIAL 02: (calmo, mas firme) Se acalme, senhora. Colabore, e tudo será resolvido dentro da lei.

Eles chegam à área das celas. Uma das portas de ferro é aberta, e Renata é conduzida para dentro.

RENATA: (protestando) Vocês não podem me deixar aqui! Eu sou inocente!

POLICIAL 01: Inocente ou não, o caso será decidido na justiça.

Os policiais fecham a cela e saem. Renata olha ao redor, assustada. Outras mulheres na cela, incluindo uma prisioneira rebelde, a observam com olhares desafiadores.

PRISIONEIRA: (rindo de forma debochada) Olha só quem chegou! A princesinha perdida!

RENATA: (nervosa) Por favor, eu não quero problemas.

PRISIONEIRA: Problemas? (se aproxima) Você já está cheia deles, querida. Por que está aqui, hein? Pegou o namorado da irmã?

RENATA: (tentando manter a calma) Não é nada disso... Eu só estava tentando ajudar o namorado da minha irmã…

PRISIONEIRA: (ri alto) Ajudar? Aqui ninguém ajuda ninguém, querida. Aqui você só sobrevive.

Renata dá alguns passos para trás, tentando manter distância. Lúcia continua avançando, a desafiando com o olhar.

PRISIONEIRA: (ameaçadora) Deixa eu te avisar uma coisa: se acha que vai sair daqui fácil, pode esquecer. Aqui dentro, você é só mais uma.

RENATA: (assustada) Por favor, me deixe em paz...

PRISIONEIRA: (dando um passo mais perto) Você vai aprender a não pedir nada aqui.

Antes que Lúcia avance mais, uma policial aparece do outro lado das grades.

POLICIAL 01: (batendo na grade com o cassetete) Lúcia, chega! Volte para o seu canto!

PRISIONEIRA: (resmungando) Tá bom, tá bom... Mas essa aí não vai durar muito.

Lúcia se afasta, ainda rindo. Renata senta-se em um canto, tremendo e visivelmente abalada. A policial observa por um momento antes de sair.

RENATA: (sussurrando para si mesma) O que eu fiz? O que eu fui fazer...?

A cela se fecha em silêncio, com Renata agora isolada e claramente assustada, enfrentando as consequências de suas ações.

CENA 04: EMPÓRIO MONTERREY / INT. / NOITE

Vitória e Ísis chegam no empório. O empório está escuro, como se tivesse abandonado. Vitória liga as luzes.

VITÓRIA: Ah, quanto tempo que eu não vinha nesse lugar… venha comigo, Ísis.

Vitória e Ísis sobem a escada, que dão lugar a sala de Vitória. Vitória liga a luz e se senta na cadeira. Ela abre o computador e manda um áudio no grupo do empório.

VITÓRIA:(áudio) Olá gente, aqui é a Vitória, podem confiar dessa vez(dá risada) Mas enfim, o empório vai voltar a funcionar segunda, então peço que divulguem a volta do empório. Agradeço a compreensão de todos.

Vitória abre a gaveta e pega alguns papeis. Ela olha os papéis atentamente. 

VITÓRIA:(ainda olhando atentamente para os papeis) Olha só o que a Cristina fez… Em apenas um mês ela conseguiu ter o pior desempenho de vendas desde 2019… Impressionante como ela não tem talento no sangue igual a mim né…

ÍSIS: Na verdade, ela tem o talento no sangue. Só falta circular 

Ísis e Vitória dão risadas.

VITÓRIA: Aí Ísis, estou sem cabeça para trabalhar hoje, ainda mais nessas horas da noite. Vamos para casa, Ísis.

ÍSIS: Bom, eu irei te deixar em casa e depois irei para o hospital resolver uns negócios.

VITÓRIA: Ah, certo. Então vamos.

Vitória desliga as luzes, pega sua bolsa e sai da sala. No próximo take, Vitória já está trancando as portas do empório. Ela e Ísis entram no carro. Corta para o próximo take, que Ísis deixa Vitória na frente da casa. Logo após Vitória entrar, ela segue até o Sex Rooms.

CENA 05: SEX ROOMS / INT. / NOITE

A noite no Sex Rooms está animada, com várias meninas dançando com vários homens a observando. Isis chega e vai até o quarto de Chaviera.

ÍSIS:(com raiva) Chaviera, como você teve coragem em contar que eu trabalho aqui para a Cristina? O que ela venho aqui falar com a senhora? Fale logo e não me enrole.

CHAVIERA:(nervosa) É… eu não sei como essa informação vazou, ela deve ter entrado aqui e deve ter mexido nas minhas coisas e achado sua ficha guardada, né?

ÍSIS: Ela pode ter feito isso, mas como ela sabia que eu estava aqui? Para ela ter entrado vocês deveriam ter alguma ligação. Qual ligação vocês têm?

CHAVIERA: Tá, tá. Eu vou falar. A Cristina foi uma prostituta, até ela tentar matar a irmã gêmea dela, a Vitória, e assumir o lugar dela. Agora ela foi desmascarada e veio para aqui novamente.

ÍSIS: Eu sabia que tinha algo errado nessa história…

A cena corta para o lado de fora, onde Cristina está, ela está com um gravador na mão, ela guarda ela e sorri.

CRISTINA: Agora você vai ser desmascarada, Ísis… Quem mexe com a Cristina Monterrey tem consequências…

CONGELAMENTO EM CRISTINA 

27/01/2025

O Que Os Olhos Não Vêem - Capitulo 11(27/01/2025) (Últimos Capítulos)

 O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 11(ÚLTIMOS CAPÍTULOS)

  O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 11(ÚLTIMOS CAPÍTULOS)


CENA 01: APARTAMENTO DE RENATA / INT. / MANHà


Daniela continua a bater na porta.


DANIELA:(do lado de fora) Olá? Tem alguém aí?


Renata fica calada, ainda tapando a boca de Felipe. É ouvido passos de Daniela indo para o outro lado do corredor, também é ouvido ela batendo na porta de outra pessoa. Alguns minutos depois, quando percebe que ela não está mais naquele andar, ela solta a boca de Felipe.


RENATA: Está vendo, Felipe? Essa mulher está completamente obcecada por você.


FELIPE:(sussurrando) Como se prender uma pessoa num apartamento não fosse obsessão.


RENATA: O que disse, Felipe?


FELIPE:(ainda desesperado) Nada não, deve ter sido outra pessoa na outra sala… Mas agora eu acho que já está na hora de você me soltar né.. Eu não vou procurar ela, eu prometo!


RENATA: Não, Felipe, ainda não está na hora. A Daniela vai atrás de você e você vai cair no feitiço dela…


FELIPE: Tá, agora vai vestir uma roupa, pelo amor de Deus!


RENATA: Certo, eu vou vestir uma roupa bem bonita só para você, meu amor.


Renata vai até o quarto dela, se trocar. Neste momento, Felipe consegue ir até a porta, porém com dificuldade, só que a porta está trancada, assim, ele perde as esperanças de fugir de lá. Ele volta para o lugar onde ele estava, ainda com dificuldade devido a cadeira de rodas.


CENA 02: MANSÃO DE VITÓRIA / INT. / MANHà


Ísis, Clarice, Vitória e Edivaldo entram dentro da mansão. Vitória sorri ao entrar na mansão, enquanto Ísis, Clarice e Edivaldo ficam chocados ao ver o tamanho da mansão.


CLARICE: Meu Deus, essa mansão é gigante! Só essa sala é maior que minha casa inteirinha!


ÍSIS: Pois é mãe… uma verdadeira mansão!


VITÓRIA:(sorrindo) Finalmente eu vou começar a ter minha vida de volta! Mas antes, eu tenho que ir no empório, denunciar a Cristina…


Quando Vitória acaba de falar, Cristina entra em casa. Edivaldo, Clarice e Ísis se afastam, ficando um pouco atrás de Vitória. Vitória dá passos para frente, se aproximando de Cristina.


CRISTINA: Olha só, a turminha toda né… Que ótimo! Porque o que eu vou falar tem que ser ouvido por todos mesmo, principalmente a Clarice


VITÓRIA: Fala logo o que você quer, mocreia. Antes que eu chame a polícia!


CRISTINA: Calma irmãzinha… Minha conversa não é com você(pausa) ainda… Minha conversa é com a Ísis, essa prostituta!


Clarice se aproxima de Cristina 


CLARICE: Lava a sua boca para falar de minha filha, sua imunda!


CRISTINA(dá risada) Sabe o que sua filhinha é? Uma prostituta, é isso mesmo, ela se prostitui. Você sabia disso? Eu acho que não, ou estou errado?


ÍSIS:(nervosa) Você está falando loucuras, sua doida! Só porque você foi desmascarada, não é mesmo?


VITÓRIA: Sai daqui Cristina… AGORA!


CRISTINA: Eu saio, só que você fique sabendo, Ísis, que você, vai ser desmascarada… Mentira tem perna curta…


Cristina se retira da casa. Vitória fecha a porta.


CLARICE:(cruzando os braços) Que história é essa que você é uma prostituta, Ísis?


ÍSIS: A senhora vai acreditar nessa mulher, mãe? Ah, pelo amor de Deus…


CLARICE: Depois que seu pai me traiu com uma cafetina…


ÍSIS: Como assim? Meu pai traiu a senhora? 


Ísis olha para Edivaldo, que está nervoso.


ÍSIS: Eu quero explicações pai, vai ficar calado?


EDIVALDO: Tá, tá, eu falo… Eu abandonei e trai sua mãe com a Chaviera, uma cafetina.


ÍSIS:(interrompendo) A Chaviera Dias?


EDIVALDO: Ela mesma… como é que você conhece ela?


ÍSIS:(nervosa) Já ouvi falar, né pai…


CLARICE: Ísis, eu quero a verdade, ou eu não te considero minha filha… Você está no mundo da prostituição, Ísis?


ÍSIS: Eu… Eu não estou, mãe.


CLARICE:(aumentando o tom de voz) Ísis, eu vou repetir… Você é uma prostituta?


ÍSIS: Não sou mãe, a senhora está desconfiando de mim? Já disse que aquela mulher é louca, e a senhora sabe disso…


CLARICE: Certo… eu vou acreditar em você, mas se eu descobrir que você é uma prostituta, eu te mato Ísis, eu juro que eu te mato!


Ísis fica calada. Segundos depois Edivaldo continua a contar a história, Clarice fica visivelmente incomodada com a conversa, Vitória percebe.


VITÓRIA: Dona Clarice, quer ir ao quarto comigo?


CLARICE: Quero sim, minha filha…


Vitória e Clarice sobem as escadas. A cena corta para o quarto de Vitória.


VITÓRIA:(observando o quarto) Olha como aquela mulher deixou esse quarto… Ele era tão bonito… Mas enfim, eu senti que a senhora ficou incomodada com aquela conversa, né. Se quiser eu arrumo uma conversa para o Edivaldo sair daqui…


CLARICE: Não, não precisa.. eu queria pedir sua opinião sobre uma coisa…


VITÓRIA: Pode falar, estou justamente aqui para ouvir a senhora.


CLARICE: Eu estava pensando em perdoar o Edivaldo…


VITÓRIA:(sorri) A senhora já sabe o que penso sobre isso, né.


CLARICE: Sei… Mas eu ainda estou em dúvida, Vitória. Eu ainda tenho um sentimento por ele, mas também, eu sinto medo de ser iludida novamente…


VITÓRIA: Eu no lugar da senhora, me entregava novamente a ele. Se ele fizesse isso que ele fez com a senhora novamente, não daria outra chance, mesmo amando ele. Mas, essa é apenas a minha opinião, a senhora que decide se quer voltar com ele ou não. Não quero que a senhora se sinta pressionada ou algo assim.


CLARICE: Agora pensando bem, eu acho que eu vou dar outra chance a ele… Todo dia, eu esperava ele voltar, e agora que ele volta, eu vou dar um fora nele?


VITÓRIA: Eu pensaria assim, mas a senhora que sabe né..


CLARICE:(se anima) Vitória, você me ajuda para fazer uma surpresa para ele?


VITÓRIA: Claro, o que a senhora quer que eu faça?


Clarice começa a falar, porém o som é cortado.


CENA 03: SEX ROOMS / INT. / TARDE


CHAVIERA: Você está doida, Cristina? Você não deveria falar nada para a Clarice! Agora a Ísis vai me matar!


CRISTINA: Ah, Chaviera. Você acha que ela pode ajudar a Vitória, virar minha funcionária, e sair ilesa? Ninguém mexe com Cristina Monterrey e sai intacto…


CHAVIERA: E o que eu tenho haver com isso, Cristina? Eu confiei em você falando sobre a Ísis e você dá essa punhalada na minha costas? 


CRISTINA:(se aproxima de Chaviera) Fica quietinha, amor. Eu sei o que eu estou fazendo…


CHAVIERA:(se afasta) Sinceramente, não parece. Agora o que eu vou falar para a Ísis?


CRISTINA: Nada, você vai ficar quietinha. Deixa que eu resolvo isso…


CENA 04: DELEGACIA / INT. / TARDE


Daniela chega à delegacia, visivelmente nervosa.


ATENDENTE: Boa tarde, senhora. Em que posso ajudá-la?


DANIELA:(nervosa) Boa tarde. Preciso fazer uma denúncia urgente!


ATENDENTE: Claro. O que aconteceu?


Daniela: Minha irmã, Renata Santana, sequestrou meu namorado, Felipe Furtado. Ele está em uma cadeira de rodas. Ela o levou contra a vontade dele!


ATENDENTE: Entendido. Isso aconteceu quando?


DANIELA: Isso aconteceu hoje a manhã, quando eu e ele estávamos saindo do hospital, a Renata chegou, me derrubou e levou ele. 


ATENDENTE: Você sabe para onde ela pode ter levado ele?


DANIELA: Não sei exatamente onde é, só sei que é num prédio bem velho, perto da estrada. Não sei onde é exatamente o apartamento dela..


ATENDENTE: Alguma outra informação sobre essa casa? Algo que possa ajudar a localizar?


Daniela: Só sei que é perto de uma estrada que vai para uma cachoeira… não me lembro direito o nome dela…


ATENDENTE: Essa informação pode ser útil. Vou anotar tudo. Agora preciso registrar sua denúncia e encaminhá-la ao delegado. Pode aguardar um pouco?


DANIELA: Por favor, façam isso rápido! O Felipe não consegue se defender sozinho.


ATENDENTE: Vamos priorizar isso. Qualquer outro detalhe que você lembrar sobre a casa ou a região, nos avise.


Daniela se senta na sala de espera, apreensiva, enquanto o atendente registra a denúncia e prepara as informações para o delegado.


CENA 05: MANSÃO DE VITÓRIA / INT. / TARDE


Vitória desce as escadas, enquanto Clarice segue no quarto.


VITÓRIA: Ísis e Edivaldo, eu preciso falar com vocês…


Ísis, que estava sentada ao lado de Edivaldo, se levanta.


ÍSIS: O que foi que aconteceu? É algo grave?


VITÓRIA: Não, eu só queria sair com vocês mesmo. Eu faço questão que vocês estejam lá.


EDIVALDO: Ué, mas assim do nada? Sem nenhum motivo?


VITÓRIA: Ah, eu queria reunir todo mundo…


ÍSIS: Mas e a mamãe? Ela não vai?


VITÓRIA: Ah, ela disse que estava com um mal estar, ai não irá…


ÍSIS: Ah… Então vamos né…


Ísis, Vitória e Edivaldo saem da casa. Neste momento, Clarice sai do quarto para verificar se eles saíram mesmo. Ao perceber que eles saíram, ela pega sua bolsa e sai de casa.


CENA 06: APARTAMENTO DE RENATA / INT. / TARDE


Renata está cozinhando, enquanto Felipe está visivelmente desconfortável. De repente, a campainha toca. Renata tampa a panela e vai atender. Antes, ela olha no olho mágico e percebe que é a polícia e Daniela. Ela vai rapidamente até Felipe e o leva para o quarto.


FELIPE:(assustado) O que você está fazendo, Renata?


RENATA:(força um sorriso) Só fica quietinho aí, meu amor! Confia em mim


Renata coloca Felipe no quarto e fecha a porta. Ela vai até a porta, se ajeita e abre a porta.


RENATA: (com um sorriso forçado) Boa tarde, senhores. Em que posso ajudá-los?


POLICIAL 01 : Boa tarde, você é a Renata?. 


RENATA: Eu mesma, porque? 


POLICIAL 01: Somos da polícia. Recebemos uma denúncia de sequestro.


RENATA: (fingindo surpresa) Sequestro? Nossa, isso é um absurdo!


DANIELA: (invadindo a conversa) Onde está o Felipe, Renata? Eu sei que ele está aqui!


RENATA: (rindo nervosa) Daniela, você está louca? O Felipe não está aqui.


POLICIAL 01: Podemos entrar e verificar?


RENATA: (hesitando) Claro... fiquem à vontade. Não tenho nada a esconder.


Os policiais entram no apartamento, acompanhados de Daniela. Eles começam a olhar em volta enquanto Renata os observa nervosamente.


DANIELA: (apontando para o corredor) Verifiquem os quartos!


Um dos policiais vai até o corredor e abre a porta do quarto. Felipe está lá, tentando sair da cadeira.


FELIPE: (gritando) Aqui! Estou aqui!


POLICIAL 01: (para o rádio) Encontramos o homem. Está no quarto.


DANIELA: (correndo até ele) Felipe! Você está bem?


FELIPE: (aliviado) Agora estou com você aqui…


RENATA: (tentando justificar) Vocês estão entendendo errado! Eu estava cuidando dele! Ele não pode ficar sozinho!


POLICIAL 02: (sério) Renata, você está detida por suspeita de sequestro. Vamos conduzi-la à delegacia para prestar esclarecimentos.


RENATA: (desesperada) Não, isso é um engano! Eu só queria protegê-lo!


Os policiais algemam Renata enquanto ela protesta. Daniela abraça Felipe, ainda emocionada.


DANIELA: Eu vou cuidar de você, Felipe. Está tudo bem agora.


FELIPE: Obrigado, Daniela... eu sabia que você viria.


Os policiais escoltam Renata para fora, enquanto Daniela leva Felipe também até a saída do apartamento. Enquanto isso, Renata observa eles entrando no elevador com raiva.


CONGELAMENTO EM RENATA

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Teia de Sedução - Capítulo 32 (Última Semana)