novela de
João Daniel
Caros leitor, antes do início do capítulo, venho esclarecer que o escritor João Daniel, infelizmente não pode dar continuidade ao capítulo 4 por conta de problemas de saúde. Pedimos desculpas pelo imprevisto! Não há previsão de quando ele irá retornar aos trabalhos, enquanto isso, Fred irá substituir o lugar o dele. Contamos com a compreensão de todos vocês, e mais uma vez, pedimos desculpas pelo imprevisto! Aproveitem o capítulo.
CAPÍTULO 4:
No capítulo anterior...
O capítulo mostra o facão soltando da mão de José e ferindo Clara, que grita de dor, ela fraca, dá alguns passos pra trás e começa a cambalear, e acaba caindo da encosta do rio, que tem é uma leve altura, a jovem bate a cabeça na pedra, já no rio. André corre desesperadamente ao encontro da jovem, que está morta, e grita desesperadamente e descendo o barranco. Do outro lado da cidade pôde escutar-se o doloroso grito de Helena.
Fique agora com o capítulo de hoje...
— NÃO, MEU DEUS, NÃO! CLARA!!! MINHA FILHA — grita Helena desesperadamente.
Janete assustada com o grito, a observa com os olhos arregalados.
— Dona Helena! O que tá acontecendo? — diz Janete extremamente desesperada.
Após sentir uma forte dor no peito, e o sentimento de presságio da morte de sua filha, Helena chorando muito, grita de dor e desespero.
— Dona Helena! Pelo amor de Deus! Diz pra mim patroa! — pergunta Janete a Helena, que está transtornada e que não consegue assimilar nada a sua volta, a não ser só pensar na morte da sua filha.
Helena não suporta a dor, e desmaia nos braços de Janete.
— Oh meu Deus! Dona Helena! — diz Janete incrédula e ainda extremamente desesperada.
— Socorro! Alguém acuda! Socorro! - grita Janete excessivamente.
Após gritar socorro por várias vezes, e todas elas sem sucesso, Janete arrasta carinhosamente Helena e a põe encima do sofá.
Enquanto isso, André desce o barraco desesperado, e à vista o corpo morto e ensanguentado de Clara. André a agarra, chorando muito e não aceitando o fato de sua amada estar morta.
— Clara! Por favor meu amor! Fica comigo! — grita André aos prantos aflitamente.
— Não faz isso comigo meu Deus! Por favor! Eu Suplico! — Pede André chorando e olhando pro céu.
Diante de toda situação, José observa do alto André com Clara morta em seus braços, incrédulo com a situação ele balança a cabeça por várias vezes, e tentando negar pra si mesmo a tragédia na qual ele tinha acabado de causar.
— Não, eu não fiz nada, eu.... Ela caiu, ele que matou... Eu, eu não fiz nada! — diz José com um tom de sussurro, de uma forma doentia.
A câmera vai subindo, mostrando José simplesmente indo embora, falando sozinho ao som de um instrumental tenso. Em seguida, após José ter saído, uma pessoa misteriosa, coberta com uma capa por todo o seu corpo, incapaz de alguém saber de quem se trata, se é um homem ou mulher. As horas passam e os moradores da cidade chegam no local da ocorrido. André ainda está com Clara em seus braços, olhando pro o rio, apenas pensando em Clara, alguns rapazes pegam Clara e tenta socorrer, mas não há nada o que fazer. André fica de pé, desolado ele olha a multidão a sua volta, todos com um olhar de julgamento e revolta, alguns cochichando, outros o acusando e com vários xingamentos. O corpo de Clara é coberto com um saco preto e levado pra um necrotério da cidadezinha.
Na casa de Helena, Janete tenta acordar Helena, abanando com um leque e jogando um pouco de água no rosto de sua patroa. Helena volta a consciência aos poucos, abrindo os olhos devagar.
— Ah Dona Helena! Graças a Deus! — diz Janete aliviada.
— Clara! Minha filha! — diz Helena com muita fraqueza.
No mesmo momento, a campainha de sua casa, toca e Janete levanta pra atender.
— Só um minuto dona Helena! — fala Janete pra Helena.
Janete abre a porta e se depara com dois homens, com olhares pesados.
— Eu posso ajudar? — pergunta Janete.
— É aqui que fica a casa da Dona Helena? — pergunta os dois rapazes.
— Sim, aqui mesmo! Aconteceu alguma coisa? — responde Janete.
— Precisamos falar com a Dona Helena, podemos entrar?
— Ah sim, sim, entrem por favor.
Janete acompanha os dois rapazes até a sala, e Helena mais consciente.
— Dona Helena, esses dois rapazes querem falar com senhora. — diz Janete bem preocupada.
— O que é isso? Quem são vocês dois?
— Cadê minha filha? Eu quero minha filha!
— Senhora, receio de que não tem boas notícias. — diz um dos rapazes.
Helena os encara, seus olhos abertos, com lágrimas descendo pelo seu rosto.
— A sua filha, ela caiu de penhasco... E infelizmente morreu!
Um instrumental de miséria e tristeza, Helena cai aos prantos, chorando desesperada, ela perde o equilíbrio, mas é acudida pelo dois rapazes. Janete também chora ao receber a notícia.
No outro lado, André pega seu carro, quando é surpreendido pelas amigas de Clara, que estão todas chorando e totalmente devastadas.
— Vocês também não acreditam em mim não é? — Pergunta André com a cabeça baixa e com lágrimas no rosto.
— André... É.... Nós amávamos muito a Clara. — diz Marcela.
— E sei que você também amava ela — diz Judite.
— Nós acreditamos em você André! — diz Marcela com um sorriso leve.
André levanta a cabeça, bastante surpreso.
— Sabemos que jamais iria fazer aquilo — diz Violeta.
— Você é uma pessoa André, só com as coisas que a Clara dizia, sabemos que você jamais seria capaz de cometer um ato tão cruel com ela!
— Vocês são uns anjos! A Clara tinha sorte em ter vocês como amigas! — diz André emocionado.
— André, você não pode ir embora! - diz Marcela.
— Você tem que provar pra todos você não matou ninguém!
— Eu não tenho o que fazer meninas, ninguém acredita na minha palavra... Foi tudo culpa do José, ele fugiu assim que ela morreu... — diz André cabisbaixo.
— Tem que ter algum jeito! Não é possível! — diz Inês transtornada.
— Eu tenho que ir. Eu não vou ficar aqui, eu não vou conseguir suportar isso! — diz André
As meninas, sem ter o que fazer, apoia André, elas dão um abraço no rapaz, que está prestes a partir. André entra em seu carro, enquanto ele passa pelas ruas da cidade, os moradores da cidade o xingam de assassino e atiram pedras em seu carro. A câmera vai sobrevoando com o carro, seguindo ao horizonte.
A imagem vai perdendo a cor aos poucos. Um anjo esvoaçante passa pela tela e após a sua passagem, tudo se escurece.
TRILHA SONORA DISPONÍVEL!

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