30/01/2025

O Que Os Olhos Não Vêem - Capitulo 14(30/01/2025)(Penúltimo Capitulo)

 O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 14(PENÚLTIMO CAPÍTULO)


O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM - CAPÍTULO 14(PENÚLTIMO CAPÍTULO)


CENA 01: SEX ROOMS / INT. / MADRUGADA


CHAVIERA: Clarice? O que você está fazendo aqui? Se for para fazer algo comigo, já pode sair agora! 


CLARICE:(se aproximando) Não, eu não vou fazer nada com você não. Eu só tenho uma coisa para você: fique longe da minha filha!


Neste momento, Vitória entra no quarto.


VITÓRIA:(para Chaviera) Mil perdões viu.(Para Clarice) Vamos, pelo amor de Deus dona Clarice.


CLARICE: Não Vitória. Espere. Eu tenho que acertar as contas com ela.


CHAVIERA: Ah Clarice! Pelo o amor de Deus, aceita que o Edivaldo te traiu, e nada vai mudar isso!


📸 FLASHBACK 📸 


Estamos no Sex Rooms. Pelo cenário é visto que o ambiente se passa numa época um pouco mais antiga que a de atualmente, mas não perdendo a forma original do Sex Rooms. Mostramos Clarice(Julia Davalos) mas nova entrando no Sex Rooms, ela observa tudo. Até que ela sobe as escadas e entra num quarto, onde estão Chaviera(Isabella Santoni) e Edivaldo(Jesuíta Barbosa) deitados na cama, quando Clarice entra, eles se assustam. Clarice observa eles com lágrimas nos olhos, assim, ela sai correndo, chorando. Ela pega um ônibus que estava passando, ela se senta e apoia a cabeça contra o vidro do ônibus, chorando.


CLARICE:(chorando, falando com si mesma) Como você pôde fazer isso comigo, Edivaldo? Mas quando você chegar em casa, você vai ter que me explicar isso direitinho…


📸FIM DO FLASHBACK 📸 


CLARICE:(com lágrimas nos olhos) O Edivaldo me traiu mesmo, e isso não vai mudar nunca. Mas sabe o que eu posso fazer atualmente? Ter um acerto de contas com você. Porquê você fez isso, Chaviera? Você sabia que ele era casado, com uma filha pequena!


CHAVIERA: Ele que veio até mim! Eu não queria ter nada com ele, mas ele quis.


📸 FLASHBACK 📸


Agora estamos um numa balada, onde Chaviera está dançando, até que Edvaldo chega até ela, bêbado.


EDIVALDO:(visivelmente bêbedo) Nossa, qual é o nome dessa formosura que estava bem na frente?


CHAVIERA: Essa formosura aqui é se chama Chaviera meu amor.


EDIVALDO: Ah, então, já que seu nome é Chaviera você tem a chave pro meu coração, né?


Chaviera dá risada. Enquanto Edivaldo se aproxima dela e ele dá um beijo nela. No próximo take, já estamos no banheiro da balada, onde eles estão se beijando.


CHAVIERA:(se afastando dele) Não, a gente não pode fazer isso. Você é casado… Se ela descobrir ela te mata.


EDIVALDO:(se aproximando novamente) Ela nunca vai descobrir, só confia em mim. Ela é uma idiota


CHAVIERA: Então tá…


Eles continuam a se beijar, enquanto o som da balada continua ao fundo.


📸 FIM DO FLASHBACK 📸


CLARICE: Do mesmo jeito! Você sabia que ele era casado. Você deveria ter terminado qualquer tipo de relação sexual ali mesmo!


CHAVIERA: Você não estava na hora! Já disse, ele insistiu!


CLARICE: Ele pode ter insistido na hora, mas depois era para você ter acabado com ele!


CHAVIERA: E eu acabei! Eu tenho certeza que agora mesmo ele está na sua cama! Já está satisfeita, Clarice?


Clarice fica calada


CHAVIERA: Pelo visto não tem mais palavras, não é mesmo? Então sai daqui 


Chaviera aponta para a porta. Clarice sai da sala rapidamente. Vitória fica poucos segundos na porta e logo após fecha. A cena corta para as escadas, onde Clarice e Ísis estão.


CLARICE: Vamos agora para casa, Ísis. Em casa nós vamos ter uma longa conversa!


ÍSIS: Mas mãe, eu não posso ir! Eu já sou de maior!


CLARICE: Quem foi que ficou com você nove meses na barriga? Eu, né? Então eu mando em você. Passa!


Ísis desce as escadas rapidamente e sai do Sex Rooms, Clarice vai segue ela, logo após Vitória também sai. Chaviera desce as escadas após elas saírem.


CHAVIERA: Bora gente! Só por causa de um negócinho não quer dizer que a noite parou não. Continuem, agora!


As meninas voltam a dançar, e a música começa a tocar logo após.


CENA 02: CARRO DE CIDA / INT. / MADRUGADA.


Vitória entra no carro, onde Cida estava a esperando.


CIDA: Ué, cadê as duas? Elas não vem?


VITÓRIA: Clarice vai voltar com o carro de Ísis com ela. Mas enfim, como foi que você sobreviveu? Já estava pronta para denunciar ela.


CIDA: Ah, é uma longa história…


📸 FLASHBACK 📸 


O corpo de Cida está num beco, ela está desacordada, até que um homem a vê.


HOMEM: Meu Deus do céu! Como alguém teria a crueldade de fazer isso?


O homem pega o celular e liga para a ambulância. No próximo take, a ambulância já chegou e a Cida está sendo colocada na manca. Na próxima cena, Cida está deitada numa maca de hospital, até que ela acorda. Um médico vai até ela.


CIDA:(confusa, fraca) Onde, onde eu estou?


MÉDICO: Senhora, se acalme-se. A senhora está num hospital. Foi encontrada desacordada em um beco. Como está se sentindo?


Cida tenta se sentar, porém sente dor e coloca a mão no abdômen, onde está baleada.


CIDA: Eu… eu fui baleada…


MÉDICO: Sim, encontramos uma perfuração por uma arma de fogo. A bala foi removida, mas a senhora perdeu muito sangue. Precisa descansar.


Cida fecha os olhos por um momento, tentando juntar as lembranças, até que alto vem à tona. Ela abre os olhos, alarmada.


CIDA (com raiva) Foi a Cristina… foi ela! Ela tentou me matar!


O médico franze o cenho, surpreso com a revelação.


MÉDICO: Cristina? Quem é essa? Desculpe se estou me intrometendo demais.


CIDA: Não se preocupe doutor… A Cristina era irmã gêmea da minha chefe, só que ela tentou matar ela e fingiu que era a irmã dela. Só que a irmã dela, a Vitória, estava viva e me contou tudo, e eu fui ameaçar ela. E aconteceu o que aconteceu né…


MÉDICO: Entendo. Vou chamar a polícia. Eles precisam ouvir o que vocês tem a dizer.


CIDA:(interrompendo) Não, não doutor. Eu quero está completamente curada para eu olhar nos olhos dela.


MÉDICO: Então está certo. É uma escolha da senhora. 


Pela expressão de Cida é visível que ela está planejando fazer algo.


📸 FIM DO FLASHBACK 📸


Quando Cida termina de falar, são ouvidos vários tiros, assim Cida e Vitória se abaixam. De repente é visto um homem batendo na janela do carro com uma arma.


HOMEM: Abaixe as janelas agora! Antes que eu faça algo pior com vocês!


Cida abaixa a janela, visivelmente com medo.


CIDA:(com medo, colocando as mãos para cima) O que você vai fazer com a gente?


HOMEM: Sai do carro! As duas!


Cida e Vitória saem do carro, assim o homem entra no banco do motorista. De repente, outro homem armado chega.


HOMEM 02: Entrem no carro! Agora!


 Cida e Vitória entram no carro, logo após elas entrarem, o homem senta no lado delas. De repente, Cristina senta no banco da frente do carro. Cristina olha para trás.


CRISTINA: Vocês acharam mesmo que eu não iria fazer algo?(Dá risada) Até você, minha querida irmãzinha não conhece a própria irmã.


VITÓRIA: Solta a gente agora, Cristina! Você não vai ganhar nada fazendo isso!


CRISTINA: Eu? Eu vou ganhar sim, meu amor, e ainda vou sair no lucro. Eu vou matar vocês duas, vou pegar o seu dinheiro, e vou sumir do mapa! Olha que maravilha! Vocês que não vão ganhar nada, não é mesmo? Só irão pro inferno!


VITÓRIA: Para com essa obsessão! Era apenas você pedir para administrar o empório comigo, e eu deixava;


CRISTINA: Eu queria ter o empório inteiro, só para mim! Apenas para mim! 


HOMEM 01: Senhora Cristina, já chegamos.


CRISTINA: Ótimo. Eu disse que aqui seria melhor porque é bem mais rápido.


Cristina sai do carro, quando ao mesmo tempo de Cida e Vitória, que estão com o homem 02 saindo ao mesmo tempo delas para evitar uma fuga. O homem 01 começa a amarrar elas.


CIDA: O que você está fazendo? Solte nós duas! Eu imploro.


O homem fica calado, logo após ele amarrar Vitória, ele leva ela até um penhasco, não muito longe dali. Cristina fica à frente do penhasco, observando.


CRISTINA:(falando com si mesma) Agora sim, tudo vai ficar como devia ser…(dá risada) Mas hoje não, deixa amanhecer, vai ser bem mais legal…


Os homens levam Cida e Vitória até uma casa abandonada perto dali, enquanto Cristina fica parada, olhando a paisagem. É mostrado cenas amanhecendo.


CENA 03: TRIBUNAL / INT. / MANHà


O tribunal está lotado. De um lado, a ré Renata. Do outro, Daniela e Felipe. O juiz entra na sala e todos se levantam.


JUIZ: Podeis sentar. Iniciaremos hoje o julgamento de Renata Almeida, acusada de sequestro, cárcere privado e maus-tratos contra Felipe Mendes.


O promotor se levanta para iniciar a acusação.


PROMOTOR: Excelência, senhores do júri, estamos diante de um caso chocante. Renata Santana movida por inveja e rancor, sequestrou o namorado de sua irmã, Daniela Santana, mantendo-o em cárcere privado por apenas um dia. Durante esse período, Felipe Furtado foi submetido a condições degradantes, sem acesso a cuidados básicos, essenciais para sua condição de cadeirante. Vamos provar que este ato foi planejado e motivado pela obsessão e pela inveja que Renata nutria pela vida de sua irmã.


JUIZ: A defesa deseja se manifestar?


ADVOGADA DE DEFESA:

Sim, Excelência. 


A advogada se levanta, ajustando seus óculos. A defesa argumentará que Renata não agiu por maldade premeditada, mas sim por um estado mental alterado, causado por anos de rejeição e comparação com sua irmã mais velha. Ela precisa de tratamento, não de punição severa.


JUIZ: Muito bem. Chame a primeira testemunha.


Daniela sobe ao banco das testemunhas, visivelmente nervosa.


PROMOTOR: Senhora Daniela, pode nos contar como descobriu o sequestro de Felipe?


DANIELA:

Claro… na verdade, eu estava na hora quando ele foi sequestrado. Nós estávamos saindo do hospital, até que ela chegou e me derrubou, assim levou ele até o carro dela. Eu até achei o prédio onde ela estava, porém não sabia onde era exatamente. A Renata sempre teve inveja de mim, tudo que eu tinha, quando mais nova, ela queria, e sempre sumia com as minhas coisas e dizia que não era ela.


O advogado de defesa se levanta.


ADVOGADA DE DEFESA:

Objeção, Excelência. Isso é especulativo.


JUIZ: Aceito. Testemunha, limite-se aos fatos.


DANIELA: Fato é que, quando entraram na casa dela, encontraram o Felipe em um quarto escuro.


PROMOTOR: Sem mais perguntas.


Felipe sobe ao banco das testemunhas, sua cadeira de rodas sendo empurrada por um oficial de justiça.


PROMOTOR: Senhor Felipe, pode nos contar o que aconteceu durante o sequestro?


FELIPE: Eu e a Daniela estávamos saindo do hospital, até que ela chegou no hospital e derrubou a Daniela, e me levou contra a minha própria vontade. Eu não queria estar lá, mas ela não deixava eu fazer nada.


PROMOTOR: Ela disse por que estava fazendo isso?


FELIPE: Ela gritava coisas como "Ela não te merece!" ou "Você deveria estar comigo!" Eu implorava para ela me soltar, mas ela só ria.


O promotor se vira para o júri, apontando para Renata.


PROMOTOR: Senhores, vejam o impacto desse crime. Um homem indefeso, submetido a tortura psicológica.


A advogada de defesa se levanta.


ADVOGADA DE DEFESA: Senhor Felipe, Renata em algum momento demonstrou arrependimento?


FELIPE:Não... nunca.


ADVOGADA DE DEFESA: Sem mais perguntas.


Renata é chamada para depor. Ela sobe ao banco com uma expressão fria.


JUIZ: Senhora Renata, deseja dizer algo antes do encerramento?


RENATA:Sim.(Ela olha diretamente para Daniela.) Eu só queria o que você sempre teve. Sempre fui a sombra da sua perfeição. Ele deveria ter sido meu!


O murmúrio na sala cresce, e o juiz bate o martelo.


JUIZ: Silêncio na corte!


PROMOTOR: Excelência, a ré acaba de confessar suas intenções. Peço a condenação máxima.


ADVOGADA DE DEFESA: Excelência, peço que considere o histórico psicológico da ré.


O júri retorna após horas de deliberação. O juiz se dirige à sala.


JUIZ: Senhora Renata Santana, o júri a considera culpada pelos crimes de sequestro, cárcere privado e maus-tratos. Condeno-a a 12 anos de reclusão em regime fechado.


Renata é levada por oficiais enquanto encara Daniela com ódio. Daniela segura a mão de Felipe, aliviada.


CONGELAMENTO EM RENATA

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