AMIGAS & INIMIGAS CAP. 012 e 013
Elenco:
Juliana Paes como Juliana
Marina Ruy Barbosa como Gabriela
Caio Castro como Henrique
Adriana Esteves como Ramilly
Murilo Rosa como Jorge
Eliane Giadini como Sabrina
Marcos Caruso como Fernando
Giulia Buscacio como Daniela
Ricardo Pereira como Gerson
Claudia Abreu como Paula
Túlio Starling como Nelson
Igor Jansen como Caio
Caroline Dallarosa como Sofia
Participação Especial:
Emílio Dantas como Chesper
Marcelo Serrado como Augusto
Cosme dos Santos como Cesar
No capítulo anterior… Gerson descobre que Ramilly e Nelson arquitetou um plano, e exige o conhecimento dele.
Gerson - Que coisa bonita… que coisa linda! Mas isso é de uma sacanagem tamanha.
Ramilly - Está bem, espertalhão. Agora que já sabe, pode sair.
Gerson - Sair? De bolso vazio? Nunca. Eu quero a minha parte.
Ramilly - Sua parte de que?
Gerson - Como de que? Um plano mequetrefe desses, e ainda ter que guardar? Tenho que receber algo.
Ramilly - Mequetrefe? Um plano perfeito desses.
Gerson - O dinheiro, agora.
Ramilly - Mas será possível.
Gerson - O dinheiro, agora.
Nelson - Oh Gerson, qual foi?
Gerson - Cala boca, guri. Se sua mãe desconfiar de seu envolvimento nessas loucuras, você sabe né?
Ele estende a mão
Nelson - Meu próprio pai…
Gerson - Tempo é dinheiro. E cuidado que eu cobro juros por minutos.
Ramilly - Da logo esse dinheiro pra ele.
Ele começa a tirar as notas de 100.
Gerson - Mais. Mais. Mais. Bora, cadê a boa vontade? Não quero precisar contar isso pra ninguém o plano perfeito que vocês criaram.
Nelson - Está bom isso aqui?
Gerson - É pouquinho, mas pro primeiro dia está bom. Bom, amanhã eu pego mais.
Ramilly - Mais? Ta me achando com cara de quê? Banco do Brasil?
Gerson - Vocês acham que eu estou brincando, é? Arquitetar um plano pra incriminar alguém de algo que não fez, a ponto de comprometer a permanência dela na empresa, e o pior, a melhor amiga da dona das empresas. Ah se ela descobre tudo isso… cabeças vão rolar. (Ele estende a mão)
Ramilly - Escute aqui, Gersinho… acho que te dar notas não vai resolver muita coisa. Vamos fazer um acordo?
Gerson - Acordo?
Nelson - Acordo?
Ramilly - Acordo… como você já sabe o meu plano mirabolante que quase tirou a Gabriela da empresa, que é capaz de comprometer a mim e ao seu próprio filho que também está envolvido nos planos, eu proponho um acordo. Você sabe a influência que eu tenho aqui, do poder que eu tenho nas decisões. O que acha de um cargo mais alto? Aí depois dessa você fecha o bico de vez, hã?
Gerson - Um cargo? Qual cargo?
Ramilly - Bom, ainda preciso ver. Mas desde já receberá bem mais do que recebe atualmente.
Gerson - Não me parece uma proposta ruim. Eu vou pensar.
Ramilly - Pensar? Mas a resposta tem que ser agora. Ou se não, não haverá acordo.
Gerson - Bom, um cargo mais algo não é uma proposta ruim. E eu não saio perdendo com nada, não é mesmo?
Ramilly - É claro! Pense bem, ganhar mais do que recebe agora, e capaz de subir ainda mais de cargo? É quase que um presente. Vamos, colega, aceite. Afinal, o que perderá?
Gerson - Nada, absolutamente nada!
Ramilly - Então? Vamos, qual seu posicionamento?
Gerson - Sim! Eu aceito!
Ramilly - Ótimo! Amanhã irei propor sua ascensão na empresa. Mas não se preocupe, é muito difícil eles me questionarem algo. Bom, acho que já está na hora de você ir, não? Ta um pouquinho tarde.
Gerson - Ja entendi, já entendi. Uma boa noite para vocês…
(Ele são de cena)
Nelson - Você tem noção do que você acabou de fazer?
Ramilly - Não se preocupe, pequeno. Você está falando com a especialista em passar perna em bandido. Eu vou arranjar esse cargo. Mas logo ele vai precisar abandonar.
Nelson - Porque?
Ramilly - Já viu morto trabalhar?
ABERTURA
Nelson - Que história é essa de morrer? Quem vai morrer?
Ramilly - Você saberá, jovem. Saberá.
Nelson - Escute aqui, Ramilly. Se você estiver falando de meu pai.
Ramilly - Ele sabe demais, Nelson. E você sabe, quem muito sabe, pouco vive. E digo mais, se bobear, você vai junto.
Nelson - Você não teria coragem.
Ramilly - Teria. Teria sim. Ele não será o único que sofrerá em minhas mãos, Nelson.
Nelson - Você ainda tem coragem de falar isso na minha frente. Ele é meu pai.
Ramilly - E que culpa eu tenho? O que eu posso sentir, né? Pena? Olha, fique com o seu dinheiro, que eu preciso ir.
Nelson - Você não vai pra lugar nenhum sem me explicar esse seu plano.
Ramilly - Te manca, garoto. Vai enjoar outro por aí.
(Ela pega suas coisas e sai)
Nelson - Eu vou descobrir o que ela vai fazer. Eu vou!
Cena 02: Casa de Gabriela/Manhã: (Há uma transição de cena ao som de O Último Romântico. Mostra o amanhecer no bairro de Gabriela. Close na frente de sua casa. As meninas estão comendo enquanto a mãe cozinha. Alguém bate na porta)
Gabriela - Mas quem será que está batendo aqui em casa a essa hora da manhã?
Daniela - Eu vou lá ver. Isso são horas de chamar alguém em casa?
Ela segue caminhando e abre a porta.
Daniela - Fora daqui! (Ela percebe que é o pai, com uma mala nas mãos) Pai! (Gritou bem alto)
Gabriela - O pai está aí?
Ele entra
Fernando - Sim, minha filha, sou eu. E digo mais, voltei pra ficar.
Sabrina - Só se for no quintal. Quem lhe deu ordens para entrar?
Fernando - O dono da casa, eu! Se você já se esqueceu, essa casa é minha, que foi de meu pai. Lembra que nos casamos com comunhão parcial de bens? Portanto a casa não está no inventário.
Sabrina - Já acabou o show?
Gabriela - Pai, se sente. Tome café.
Sabrina - Se ele se sentar nessa cadeira, ele vai cozinhar.
Fernando - Não seja por isso. Eu cozinho. Na cozinha que pertenceu da minha mãe.
Gabriela - Vocês vão parar com essa discussão? Que briga besta, dois adultos discutindo.
Sabrina - E você não se meta. É demais pra mim! Eu vou na casa de uma amiga.
Ela deixa o avental na mesa e sai
Daniela - Ela não vai querer mudar mesmo…
Gabriela - Eu já imaginei desde o início. Olha, eu vou precisar ir trabalhar agora mesmo. Já imagino o que me aguarda naquele lugar…
Começa a tocar Whats a Woman enquanto a Gabriela pega sua bolsa e sai. (INTERVALO) Corta a imagem para a Ramilly servindo um café para sua filha.
Ramilly - Minha filha, ontem eu percebi que você não aproveitou a festa nem um pouquinho.
Sofia - Ah, mãe. Eu nem gosto tanto assim de festas.
Ramilly - Mas não precisava passar a festa toda trancada no banheiro. Estava fugindo de alguém?
Sofia - Eu? Eu não. Fiquei tranquila.
Ramilly - Você me fale, viu? Filha minha não é perseguida.
Sofia. Sabe, mãe. Eu sinto muita saudade de um pai. Sei lá, quando saímos pelas ruas sentimos tanto medo. Eu queria muito alguém que me protegesse.
Ramilly - Infelizmente seu pai se foi você ainda era muito pequena.
Sofia - Eu não lembro dele. Eu queria muito ver uma foto dele, sabe
Ramilly - Não temos… não temos nada aqui dele, nem assinatura. Infelizmente, minha filha, não tenho nada.
Sofia - Eu só queria paz… (começa a pensar em Nelson, na festa de ontem. Ela lembra do encontro dos dois, e ela segue viagem. Ela começa a ter flashs de Nelson, mostrando que o conhece. (Ela entra em desespero) mãaaaaaae!
Ramilly - Minha filha, você não está bem.
Sofia - Me leva pra cama, me leva. Ela começa a chorar.
Ramilly - O que deram nessa menina?
Cena 03: Abravanel's/Manhã. Juliana está caminhando e recebe uma visita.
Chesper - Demorei mas te encontrei!
Juliana - Chesper, não estou para conversas.
Chesper - Calma! Não estou falando de politica. Ontem estávamos a um passo de descobrir o contrabandista.
Juliana - Estávamos mesmo, e você perdeu a chance, né?
Chesper - Calma, calma. Dará tudo certo. Sabe porque? Eu encontrei uma pista que mudará completamente os rumos da investigação.
Juliana - Que pista?
Chesper - Essa! (Ele mostra um cartão)
Juliana - Que grande pista. Um cartão de visitas.
Chesper - Mas não é qualquer cartão de visitas. Olha o nome.
Juliana - Uma loja de roupas de aluguel. O que há de novo aí?
Chesper - Você não lembra quando uma das moças corre com a bolsa, e jogou pra outra?
Juliana - Me lembro. Mas o que tem?
Chesper - Eu me lembro também de que ela deixou esse cartão cair. Ela estava com uma roupa alugada, e esse cartão deve ter caído da roupa. Eu já localizei a loja e irei atrás da moça. Isso facilitará muito a nossa investigação.
Juliana - Finalmente vi uma ideia boa saindo de sua cabeça! Tomara que realmente seja algo, viu, porque se não você vai ver comigo.
Chesper - Sim senhora.
Ramilly chega
Ramilly - Bom dia, Sra Juliana. Bom dia, você aí (se referindo a Chesper)
Chesper - A conversa ainda não chegou no chiqueiro.
Ramilly - Como disse?
Chesper - Digo. Depois conversamos mais.
Juliana - Está certo. Ah, Ramilly, que bom você ter aparecido. Chame o Dr. Augusto, o Dr. Cesar, o meu irmão e aquela outra lá para a sala de reuniões.
Ramilly - Mas quem seria essa outra aí?
Juliana - Você sabe.
Ramilly - A Senhora Gabriela?
Juliana - Extremamente. Chame para a sala de reuniões e vamos fazer essa reunião.
Ramilly - Perfeitamente.
Dentro da sala…
Juliana - Convoquei os presentes para discutirmos uma pauta necessária, levantada pela Ramilly. Temos um funcionário, por nome Gerson, da área de ADM, que foi recomendada pela Ramilly a alçar o cargo de segundo chefe do departamento, ao lado do Dr. Cesar. O que os senhores acham?
Dr. Cesar - Eu não vejo problema nenhum. Acho muito bom inclusive ter mais um.
Dr. Augusto - Eu também acho bom. E também, é um funcionário antigo, merece uma promoção, não?
Henrique - Eu não sei, prefiro não opinar.
Juliana - Falta alguém?
Gabriela - Sim, eu. Ramilly, foi você que indicou esse sujeito para o cargo?
Ramilly - Sim.
Gabriela - Então eu não aprovo.
Ramilly - Como?
Gabriela - Não vejo necessidade de abrirmos mais um cargo completamente desnecessário quando o funcionário já está atuando no seu cargo de formação. O Dr. Cesar não precisa de segundo chefe, assim como a empresa não precisa abrir mais vagas e gastar mais dinheiro sem qualquer necessidade. Já quase entramos no vermelho, se continuarmos aumentando as despesas, corremos sério risco da falência.
Juliana - Prejuízo esse que você provocou, não foi?
Gabriela - Eu não provoquei nada. Você sabe disso.
Dr. Augusto - Ora, Gabriela. Sabemos que você não tem competência nenhuma para estar aqui. Está por causa de amizades.
Henrique levanta e da um soco em Augusto.
Augusto - Mas o que é isso, que agressividade. (Ele se levanta e da um soco)
Juliana - Vamos parar com isso agora!
Gabriela - Por mim essa reunião acabava agora. Porque isso aqui já virou um enterro. Além disso, não haverá nenhuma ascensão de cargo, de ninguém. Eu não autorizo se não houver necessidade.
Ramilly - Quem você acha que é para passar por cima das opiniões alheias?
Gabriela - A pessoa que tem dinheiro e poder pra comprar a sua risada! E digo mais, sua máscara vai cair, Ramilly. Esteja certa disso. Sua máscara vai cair.
Congelamento em Ramilly assustada com o que aconteceu ao som de Take my Breath Away

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