09/07/2025

Entre a Cruz e a Espada - Capítulo 11 (09/07/2025)

ENTRE A CRUZ E A ESPADA - CAPÍTULO 11




CENA 01 - (MANSÃO DOS VENTURINI/INT./TARDE):
    

Como prometeu, Jorge vai até a casa de Marion, na intenção de contar toda a farsa montada por Felipe.

MARION (sem entender): Jorge? O que é que você veio fazer aqui? 

JORGE (sério): Eu preciso falar com você sobre um assunto sério. (T) Posso entrar?

Marion não responde e apenas faz um leve gesto pra ele entrar. 

MARION: Se você veio me pedir dinheiro, eu vou logo te avisando que-

JORGE (cortando): Não, não é nada disso.

MARION (estranhando): O que é então? 


André chega em casa na mesma hora. Marion e Jorge ficam sem reação.


ANDRÉ (confuso e suspeito): Jorge?

MARION: Filho...

ANDRÉ (olhando Jorge de cima a baixo, rapidamente): Que que esse cara tá fazendo aqui? 

MARION: Mas o que é isso, meu filho? Já chega falando assim com o seu tio?

ANDRÉ: Que tio o que.

MARION (arregalando os olhos): André!

JORGE (revirando a cabeça): Lá vem esse moleque começar a dar chilique. Eu vim aqui pra falar um assunto sério.

ANDRÉ (debochando em tom de revolta): É. (T) Eu imagino que assunto é esse. Tá devendo o que dessa vez? (André vira pra Marion) Escuta aqui, mãe, você não vai dar dinheiro nenhum pra esse cara! A senhora já tá cansada de saber que isso aí não passa de um parasita.

JORGE (espetado): Escuta aqui, rapaz-

MARION (interrompendo): Vamo parar com isso, vocês dois!

JORGE (pra Marion): Eu acho melhor tu segurar esse teu filhinho, por que eu não vim aqui pra ouvir desaforo de moleque mimado, não.

ANDRÉ: Então vaza daqui, meu irmão! Toma vergonha nessa cara, toma seu rumo! 

MARION (Já impaciente, pondo as mãos no rosto): Por favor, André! Não piora as coisas.

* Marion respira fundo

MARION: Vai lá pra dentro só um instante, André. Deixa eu pelo menos ouvir o que o Jorge tem pra dizer. 

JORGE: Não, que isso! Não vou mais tomar o tempo de vocês depois.


MARION (saturada): Mas como assim, Jorge? Você chegou aqui dizendo que tem algo importante pra me contar. 

Jorge desvia o olhar, transtornado, demora alguns segundos a responder.

MARION: Fala, criatura!

JORGE (sem jeito): Não, é que... É que... É que na verdade, eu queria te pedir ajuda. 

MARION: Ajuda?

ANDRÉ (resmungando): Hum, logo vi. 

JORGE: Eu queria te pedir pra me ajuda, pra me acertar com Felipe... É... É isso. 

Marion olha a situação, sem entender.

JORGE: Quer saber? Esquece, Marion. Eu arrumo outro jeito. Aqui eu já vi que não tem jeito. 

MARION: Espera ai, Jorge. Me conta isso direito. 

JORGE: Eu já disse que deixa pra lá. (T) Dá licença, viu.

MARION: Essa história tá muito estranha, tá ouvindo?

JORGE (saido): Estranha o que, criatura? Eu já disse que deixa pra lá. 

Jorge sai de cena. Marion fica meio boquiaberta, em seguida questiona André.

MARION: Precisava falar assim com o Jorge? 

ANDRÉ: Precisava sim. Esse cara é o maior parasita, interesseiro. Cê não devia dar bola pras merdas que ele fala. 

MARION: É, mas eu sinto que ele queria contar alguma coisa. 

ANDRÉ: Se tinha alguma coisa, isso só mostra a cara de pau dele. 



Corta para:


CENA 02 - (RESIDENCE CLUB/EXT./TARDE):


Após dormir no apartamento de sua Mônica, Camilla tomando sol na piscina. Por volta da piscina, há um movimento quieto. Camilla está distraída e deitada na espreguiçadeira. Quando é surpreendida por um caldo de água na sua direção, molhando ela toda.

CAMILLA (franzindo a testa e tirando o óculos): Mas que droga é essa? 

Era ninguém menos que Alex Venturini.

ALEX: Foi mal aí, garota! Não vi você aí.

CAMILLA: Olha só o que você fez, garoto! Eu tô toda encharcada!

ALEX: Aproveita e pula aqui! 

CAMILLA: Se toca garoto! Devia pular era na sua cara! Seu sem noção.

ALEX: Fica suave, eu te empresto minha toalha.

CAMILLA: Não, eu tenho a minha. 

ALEX: Então? pula aqui! Vem cá, porque você fez esse chilique todo hein? Já que você tem toalha

CAMILLA (se enxugando): É que ao contrário de você, eu tenho educação e não saiu pulando na feito uma louca, molhando todo mundo ao redor. 


Mônica aparece em cena.


MÔNICA: O que tá acontecendo aqui, gente?

CAMILLA: Esse cara ai me molhou toda. Ainda tá tirando com a minha cara. 

MÔNICA (risos, olhando pra Alex): Então é assim, é? Já chega molhando a amigas dos outros? 

ALEX: Eu nem vi ela. 

CAMILLA: Pera aí, você conhece ele?

MÔNICA: Sim. Ele é meu amigo desde criança. É aquele que eu disse que tava voltando da Europa. 

ALEX (saindo da piscina, pra Camilla): É, mais uma vez, desculpa. Eu não queria te molhar. 

Camilla olha de cima a baixo o físico de Alex. 

ALEX (pra Monica, com olhar fixo pra Camilla): E a tua amiga tem nome?

CAMILLA (marrenta): Camilla. E o seu?

ALEX (sorrindo): Alex. Prazer.

MÔNICA: Ui, agora oficialmente se conhecem. 

Os dois trocam olhares.


MÔNICA (percebendo o clima): Eu vou pegar uma bebida pra gente.

Mônica sai de cena, deixando os dois a sós. Camilla senta na espreguiçadeira.

CAMILLA: Não vai sentar, garoto?

ALEX: Se você prometer que não vai pular em mim.

CAMILLA (sorriso disfarçado): Humm, talvez. 


Corta para:


CENA 03 - (BOATE/INT./NOITE):

Anoiteceu na cidade maravilhosa. Depois de uma tarde na piscina, Camilla e Alex vão até uma boate, na companhia de Mônica e seu namorado. A boate está lotada, uma música alta toma conta do ambiente. 

ALEX: Camilla, chega ali na pista de dança. 

CAMILLA (sem reação): Eu? É que...

MÔNICA: Vai lá Camilla, vai aqui de vela? 

CAMILLA: Então tá. 

Os dois jovens vão a pista de dança, e se divertem com o ritmo acelerado da música. O clima fica quente, eles começam a trocar olhares, olhares intensos, os dois não conseguem desviar os olhos um dos outros, numa conexão e uma química. Na mesma medida, os lábios deles vão se aproximando, o mundo pra eles desaparece. Gerando um beijo suave no início, tímido... Mas logo se torna mais profundo. 




ABERTURA





CENA 05 - (MANSÃO VENTURINI/EXT. JARDIM/MANHÃ):

Manhã de sábado bem calma na Mansão Venturini, Joyce está cuidando do jardim, cortando algumas flores e Isabelle chega. 

ISABELLE (Com um belo e suave sorriso): Acordada a essa hora, em pleno sábado, má chérie?

Joyce revira os olhos, naquele momento ela se deu conta que seu dia realmente começou ali.

JOYCE: Já havia algumas semanas que eu não cuidava do jardim, e também não gosto muito do trabalho desse jardineiro que o Otávio contratou... É cada subalterno meio boca. 

ISABELLE (soltando um riso leve e clássico): Ninguém serve pra você, Joyce! Mas é impressionante. 

Joyce faz expressão de desdenho e deboche. 

ISABELLE: E seus filhos, querida? Sabem por onde anda? 

JOYCE (bufa): Eu lá sei onde é que essas criaturas andam ou fazem da vida. Mas que perturbação! 

ISABELLE (debochada e venenosa): Calma, meu amor! Nervosa logo de manhã cedo, que horror. Só perguntei como estão seus filhos, por que eu sei que a mãe zelosa que você é. 

JOYCE (respondendo de qualquer jeito): Simone saiu bem cedo, me disse que vai trazer uns amigos dela, uma roda de jovens desocupados. E o outro nem sei onde dormiu e nem quero saber. 

ISABELLE (no alvo): Hummm, e o André vai estar nesta roda?

JOYCE: É claro, né? Ele é namorado da minha filha.

Isabelle franze o olhar pra Joyce. 

ISABELLE: Mas você é muito sínica, Joyce! Já vai se oferecer pro novinho, hein, velha safada?

JOYCE: Mas o que é isso, fala baixo! 

Isabelle dá um sorriso de canto. 

JOYCE (estressada): Mas será possível que nem eu quieta no meu canto você me deixe em paz? 

ISABELLE: Parei, parei, foi só uma brincadeirinha.

JOYCE: Eu detesto essas suas brincadeirinhas. Imagina se alguém escuta você falando esses absurdos? 


O diálogo é rompido por Simone, que de longe chama a mãe aos gritos. 

JOYCE: Mas eu detesto quando a Simone quando a Simone começa a berrar.

ISABELLE: Você detesta tudo, querida. Será que o problema não está em você?

JOYCE (virando as costas pra Isabelle enquanto vai até Simone): O problema está nesta sua figura triste mesmo.


ISABELLE (resmungando, quase que internamente) Vai lá, purgante de cavalo. Credo.


A cena mostra Joyce caminhando até a área da piscina. Enquanto isso a sonoplastia vai aumentando e destacando a cena. O instrumental acompanha o embalo.


SONOPLASTIA: "BE MYSELF" - CHARLIE BROWN. JR (instrumental)


JOYCE (apesar de estar sorrindo, sempre com o ar de superioridade): O que devo a honra de tanta gente... Interessante  na minha casa, a essa hora da manhã? 

SIMONE: Mãe, essa é a Giovanna:

JOYCE (cumprimentando): Prazer, querida.

GIOVANNA (cumprimentando com um desprezo no olhar): O prazer é meu, dona? 

JOYCE: Joyce.

GIOVANNA: Joyce, isso! Prazer, Dona Joyce. 

JOYCE: Ah que isso, disponha, meu amorzinho. 



SIMONE: E esse daqui é o Felipe, é o primo do André.

Joyce fixa os olhos em Felipe, olhando o rapaz detalhadamente, mesmo sendo numa fração de segundos. Seu olhar nitidamente aparenta um interesse. O rapaz a olha da mesma forma, e de tom malicioso. Como se o espírito dos dois batessem, como se soubessem que ainda podem se ajudar muito. 


JOYCE: É um enorme prazer em conhecê-lo, Felipe. 

FELIPE (com uma voz sensual e afiada ao mesmo tempo): O prazer é todo meu. (T) Dona Joyce Venturini.


CONGELAMENTO EM FELIPE.


A novela encerra seu décimo primeiro capítulo ao som de "Be Myself" - (tema de Felipe).

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